Preparando a igreja em células

A Primeira IPI de Campinas se prepara para ser uma Igreja em Células. Tudo começou em setembro de 1997, quando o reverendo Edilson Botelho e o presbítero Paulo Cesar Valle Camargo participaram na Igreja Menonita, em Curitiba, do primeiro módulo de treinamento para esse novo estilo em crescimento no Brasil. Outras etapas se seguiram. No ano passado os dois estavam capacitados para o repasse das informações para outros líderes. Enquanto Edilson e Paulo passavam pelos módulos, começaram a transmitir os princípios básicos para o primeiro grupo de multiplicadores. Por esse processo foram capacitados até o final do ano passado pelo menos 100 pessoas. A ídéia é que até dezembro deste ano todos possam estar preparados e a implantação definitiva da Igreja em Células ocorra no ano 2.000. O princípio básico de Igrejas em Células consiste em grupos da mesma rua, bairro ou condomínio e que entre eles sejam estimuladas reuniões durante a semana e o convite a amigos e vizinhos. A celebração de todas as células se reuniria apenas aos domingos na igreja local, quando receberiam as informações para a semana que se seguiria.

“É muito mais fácil convidar um amigo para ir a uma reunião em sua casa do que levá-lo a um culto na igreja”, argumenta Edilson. Os convidados passariam a estudar a Bíblia com quem o convidasse e sua integração à célula seria mais fácil. Os novos convertidos são conhecidos como “Oikos” (que quer dizer casa em grego) nesse processo de trabalho. Em geral são mais receptivos a novas iniciativas, como a entrega a Cristo. Mesmo com as células a igreja não se fecharia. O trabalho pode caminhar ao lado de um grupo que por exemplo não queira fazer a transição. “Para facilitar a formação das células, procuramos mesclar em cada grupo pessoas que já tenham amplo conhecimento da Palavra de Deus com outras que estão apenas começando”, diz Botelho.

O engenheiro químico e presbítero Marcos Medeiros participou do primeiro grupo-protótipo de células de sua igreja. “Eu sinto que esta é a saída para o mundo em que vivemos”, afirma, convicto. Ricardo Rocha, dentista e presidente da associação desses profissionais em Campinas, recém-convertido, também participa de um dos protótipos. Afirma ter sido muito importante para ele e família participar de uma célula. “Ela me tem proporcionado crescimento espititual e novos relacionamentos”, diz. A Primeira IPI “abraçou” o projeto Igreja em Células e já realizou no ano passado, em parceria com outras duas igrejas, um curso para despertar igrejas, contando para isso com a ajuda de Roberto Lay, da Igreja Menonita de Curitiba, o idealizar desse tipo de trabalho no Brasil.

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