| O HOMEM | |
| O homem das regi�es e vizinhan�as exercia suas atividades em fun��o dos cursos d'�gua sua �nica estrada. Vivia da explora��o dos produtos nativos das florestas, ou da pesca, em regime n�made e da maneira mais primitiva poss�vel. Era explorado pelo propriet�rio do armaz�m, nas esquinas dos rios, que comprava seus produtos por pre�os vis, escravizando-o com o pagamento de viveres. O ub�, pequeno barco, era a sua montaria. Seus trens, carregava-os num saco de viagem, que continha pouco mais que o mosquiteiro, rede e alguma pe�a de roupa. A cria��o do Territ�rio provocou a imigra��o, de ilhas e estados vizinhos, de popula��es com caracter�sticas similares. | |
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As condi��es de transporte n�o eram satisfat�rias. O mar�timo n�o era seguro, al�m de incerto nos prazos. Sab�amos de mercadorias que levaram dois anos para fazer o trajeto das f�bricas no Sul at� o local das obras. |
| O transporte a�reo, antiecon�mico, era limitado � fra��o m�nima de materiais. Dentro do isolamento e das dist�ncias, tudo deveria ser previsto, a fim de propiciar os requisitos necess�rios � atra��o e reten��o dos empregados das mais diversas categorias, vindos das mais diversas regi�es. |
| T�nhamos a consci�ncia de que a pesquisa se tornava da maior import�ncia, para o atendimento das necessidades locais de bem-estar. Cronogramas, levando em conta o tipo de transporte e as prioridade, a seram da maior import�ncia. Falhas ou insufici�ncia de informa��es, a especifica��o leviana ou errada, poderiam determinar o mau �xito na obra a ser iniciada. |
| Projetar para lugares pr�ximos �s zonas produtoras de material de constru��o � familiar aos arquitetos que, conhecedores de seus segredos, sabem at� que ponto podem remanejar o projeto, mesmo depois de iniciadas as obras, adaptando-o aos caprichos da produ��o, sem causar preju�zos ao mesmo, alterando ou substituindo partes. � bem diverso o projeto para zonas distantes, sem recurso, sem tradi��o de constru��o, desconhecidos os materiais e suas qualidades, at� mesmo por seus pr�prios habitantes. Nesses casos, o projeto deve ser completo, preciso, com a margem necess�ria a adapta��es locais, econ�micas ou estruturais, permitindo versatilidade de t�cnicas e prioridades de servi�os, facilitando ao construtor os meios para cumprimento dos prazos. |
| Quanto �s casas e zonas de uso, ap�s pesquisas e consultas, examinados os pr�s e contras de cada sugest�o, concluiu-se pela divis�o das vilas em dois setores, devendo anida haver dentro de cada um unidades residenciais com �reas diferentes, para atender os mais variados casos. Esta medida poderia parecer discriminat�ria, n�o houvesse raz�es que a levaram a se adotada como a melhor das solu��es, principalmente considerado o longo prazo, como passo a explicar. |
| O oper�rio da regi�o, em geral, tinha condi��es de moradia bastante prec�rias, com casas desprovidas de boas instala��es, sanit�rias de esgotos, de entrelamento, ou mal protegidas das intemp�ries. Emfim, muito al�m daquilo que a ICOMI poderia oferecer, mesmo sendo do tipo econ�mico, isto �, casas salubres, atendendo a todos os requisitos necess�rios ao bem-estar do morador. T�nhamos absoluta certeza de satisfaz�-lo, com o que pretend�amos oferecer. J� o pessoal categorizado, em geral de outras regi�es dotadas de mais conforto, com bom ensino profissional ou superior, com maior responsabilidade de dire��o de servi�os, contratados para determinado tempo de trabalho, dificilmente se radicaria no Territ�rio, pois sua promo��o seria a de trabalhar em centros maiores, onde a Companhia tamb�m tivesse interesses, ou ent�o voltar a seus Estados. Um dos atrativos que se poderia oferecer a essse pessoal, que provavelmente n�o investeria dinheiro na regi�o, seria o de oferecer uma casa dotada de conforto e at� certo luxo, o que por seus meios, em sua terra, dificilmente poderia conseguir. |
| Esses dois setores ou grupos de casas seriam separados pelos equipamentos comunit�rios de com�rcio, servi�os, escolas, clube etc. Um grupo, composto de casa de hospedagem, refeit�rios e casas de chefia, precisaria ser mantido pela Companhia por longos anos. O outro, onde se concentrariam o grosso dos empregados e o centro c�vico e comercial, poderia ser repassado antes e poderia se constituir no embri�o de uma comunidade independente. |
| Sendo a regi�o coberta de espessa mata, faz-se necess�rio o seu desbaste para as �reas a serem constru�das. Esse n�o deve, por�m, ser limitado a essa �rea. Antes, devemos encar�-lo sobre outros fatores, quais sejam o da necessidade de ventila��o e o de abrir perspectivas sobre pontos de interesse, valoriazando a paisagem local. |
| Para evitar futuros desastres com quedas de �rvores, �s quais na mata se apoiam umas �s outras, a derrubada deve ser total nessas �reas, cuidando-se logo do plantio de esp�cies de menor porte, de flora��o colorida, decorativas e mesmo frut�feras, nos espa�os livres destinados a parques ou p�tios de recreio, sombrando e protegendo o terreno, ao mesmo tempo que proporcionando aspecto est�tico e agrad�vel ao conjunto. Fazendo-se as vias de distribui��o envolventes, limitar�amos super-quadras, sendo estas as nascentes de outras envolut�rias, Vielas convergentes, partindo delas e dando passagem somente � ve�culos para a coleta de lixo, ambul�ncias, mudan�as e servi�o de inc�ndio, dando maior seguran�a ao pedestre, serviriam de liga��o ao centro do conjunto, onde estariam os edif�cios de interesse comum. |
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| Tendo a orienta��o como uma constante e fazendo proje��es e recuos no alinhamento das unidades, poder�amos formar espa�os �timos e agrad�veis, como pra�as de encontro e de brinquedos para as crian�as dos conjuntos dessas unidades, evitando a concentra��o delas nos espa�os p�blicos, junto aos clubes, centro de compras etc. |
| Dentro da vastid�o e grandiosidade da regi�o, ao mesmo tempo que sua pequena densidade demogr�fica, o sentido espacial toma caracter�sticas especiais, de import�ncia predominante, tanto no sentido econ�mico da constru��o quanto na conserva��o dos servi�os dos espa�os p�blicos. Assim, o adensamento exagerado � medida econ�mica n�o justific�vel, diante da imensid�o regional. A separa��o tamb�m exagerada traz, como consequ�ncia, a conserva��o onerosa e talvez impratic�vel. A conforma��o do terreno, o clima e a est�tica tamb�m devem ser fatores determinantes da propor��o entre espa�o constru�do e espa�o livre. |
| Deve-se levar em considera��o o advento do autom�vel, mesmo para assalariados de menor padr�o, assim dimensionando vias, vielas etc., em fun��o do mesmo. O alinhamento das habita��es, dada a situa��o geogr�fica das cidades, deve ser leste-oeste, para as constru��es em geral. No caso de conflito entre esta exist�ncia e condi��es de solo, a primeira deve prevalecer. |
| Para manisfesta��es c�vicas ou religiosas, deve ser estudada uma pra�a ligando os diversos edif�cios de uso ou de interesse p�blico, podendo a mesma conter a popula��o da vila e mais os visitantes. Os pr�dios devem ser dispostos de maneira a manter tempo poss�vel e vida na pra�a. Assim, pela manh� ter�amos o movimento de compras, � tarde do clube e compras, � noite o clube. Aos domingos, pela manh�, servi�os religiosos. A escola deve estar pr�xima a esse conjunto. |
| O local de feira livre, para abastecimento de verduras, aves, ovos, fornecidos por pequenas ch�caras das vizinhan�as (cuja forma��o deve ser incentivada), dever� ser pr�ximo ao centro de abastecimento, o mesmo acontecendo com a f�brica de gelo. Os servi�os administrativos, pol�cia, cart�rio, ag�ncia banc�ria e de correio etc., devem fazer parte do centro C�vico-Comercial-Social. |
| Nenhum edif�cio de uso coletivo deve distar mais de 500 metros das diversas casas. O hospital, por�m, deve estar em local isolado, com grande �rea de prote��o � sua volta, e ainda em local bem ventilado. A localiza��o dos alojamentos de solteiros em rela��o �s resid�ncias de fam�lias assume import�ncias de car�ter moral, em localidades de rotina mon�tona. |