| SETOR PRIMÁRIO |
| Apesar de sua relativa importância para a economia do Amapá, este setor apresenta-se de forma pouco representativa, com relação a mão-de-obra, já que não caracteriza vínculo empregatício. |
| A agricultura é uma atividade, de pouca expressão e extremamente deficiente, em decorrência da fraca estrutura produtiva e da carência de porte financeiro para viabilizar o desenvolvimento do setor. Se caracterizando como de subsistência, ou seja, o abastecimento local é insignificante, não havendo excedente para exportação, por ser ainda pequena a produção, pois ainda é lançada mão de tecnologia muito rudimentar, deixando dessa forma muito a desejar, tanto na exploração, quanto na produção. Dispersa e muito primitiva, carecendo mesmo é de fomento (capital), assim como de incentivo por parte do Governo. Tendo como culturas básicas: a mandioca, o milho, o arroz, o feijão, a banana e a pimenta-do-reino. |
| Prevalecendo assim, até agora a exploração da monocultura da mandioca. Assim também o milho, o arroz, a banana, cana-de-açúcar, o tomate, o abacaxi, o feijão, o limão, a pimenta-do-reino, etc., porém, em pequena escala, ou seja, as culturas temporárias colocadas como de subsistência, não vêm mostrando produção e produtividade expressiva, destarte se possa verificar que em algumas culturas, por exemplo: a mandioca e o feijão apresentem um relativo incremento quanto a sua produtividade. |
| Existem nas colônias agrícolas de Matapi, Ferreira Gomes e em Campo Verde, plantações de cana-de-açúcar, dendê, laranja, etc.. Existindo também nas ilhas do Bailique, a exploração e fabricação de palmitos de açaí, com replantações, inclusive. O Amapá já começa a despertar no cultivo das culturas permanentes, surgindo assim como uma das principais opções para o produtor principalmente a citricicultura (laranja), a pepiricultura (pimenta-do-reino) e a bananicultura (banana), destacando-se esta como uma das culturas que mais cresce. |
| A produção de hortaliças concentram-se nos polos hortigranjeiros de Fazendinha e na Colônia do Matapi, e também na periferia de Macapá. As principais espécies produzidas são: a couve, o carri, coentro, chicória, cebolinha, alface, tomate, feijão-verde, chuchu, pepino, etc. |
| No Estado do Amapá, verifica-se grande fragilidade dos solos. E o sistema de produção comumente utilizado, tem como características principal o reduzido uso de insumos. O cultivo do feijão por exemplo é altamente dependente desses insumos, notadamente de adubos. |
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| A utilização de crédito rural, para custeio, o investimento é inexpressivo. Devendo-se a influência de diversos fatores: | |
| Situação de domínio das terras; | |
| Valor básico de custeio insuficiente para cobrir os custos de produção; | |
| Elevadíssima taxa de juros; | |
| O processo de burocratização na aprovação dos projetos e na liberação dos recursos. | |
| O Extrativismo Vegetal aparece em Macapá e Laranjal do Jari, com maior expressividade por exemplo: a extração de látex, de castanha-do-Brasil, (antiga castanha-do-Pará depois castanha-da-Amazônia), gomas, sementes oleaginosas, madeira e palmitos. A maior importância no entanto, se dá na extração da madeira e o palmito de açaí, haja vista dispormos de um processo de industrialização bastante solidificado, com controle da produção, da qualidade e até a comercialização com o exterior (por exemplo a Flórida no Bailique). No Município de Laranjal do Jari, a castanha-do-Brasil agora é um produto de exportação. Os produtores são associados a uma cooperativa, que faz a remessa a Europa (França) para fabricação de óleo comestível. Em Oiapoque já está sendo beneficiado o cacau, com exportação também para a França. Da Castanha-do-Brasil, é produzido também uma massa, que por ser um alimento com alto valor energético, grande concentração de proteínas, rica em cálcio e benéfica ao crescimento e a formação dos ossos, hoje é utilizada no preparo de mingaus nas escolas do Estado, tendo grande aceitação entre adultos e crianças. |
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| Existe também um projeto florestal, baseado na utilização de "pinus" tropicais, com fins industriais, da Chanflora/Amcel. E ainda a Copalma com seu projeto "dendezeiro", com seu plantio executado em área de savana, ao longo da Rodovia BR-156, no trecho: Macapá/Porto Grande. | |
| O Extrativismo Animal foi explorado há alguns tempos, com a proibição da caça, temos unicamente a pesca, que apresenta um processo evolutivo, pois de artesanal passa a ser explorada a nível industrial. É uma atividade que traz grandes perspectivas econômicas para o Amapá. No Município de Pracuuba já está sendo utilizado a piscicultura (criação em cativeiro do pirarucu e o tucunaré). | |
| A pecuária como as demais atividades também encarece muito, ainda se desenvolvendo de forma extensiva, não utiliza técnicas necessárias e manejo adequados às peculiaridades da região. Entretanto, já desponta nessa exploração com grande perspectiva a bovinocultura e bubalinocultura, esta última com maior expressão no Município de Amapá, por apresentar condições naturais favoráveis (concentração dos chamados campos inundáveis) muito bons para o desenvolvimento desse rebanho, que vem gradativamente substituindo o rebanho bovino. | |
| Todo ano é realizado no Parque de Exposições da Fazendinha, feira e aquisição de animais de outras Unidades da Federação (a maioria do Pará, mais de 50% vem dos municípios de Santarém, Altamira, Soure (na Ilha do Marajó), Tucuruí e Castanhal; e outros como Ceará e Minas Gerais), para revenda aos criadores, com vista a melhoria do padrão dos rebanhos | |
| Mas, mesmo que o Amapá ofereça condições favoráveis para o cultivo da pecuária extensiva de gado bovino e bubalino, ainda não possui uma pecuária de corte em condições de atender as necessidades do mercado interno. Daí o Amapá ter que importa de outros centros produtores a maior parte de tudo o que consome. Da mesma forma acontece com a produção de frangos e suínos. Sendo o principal fornecedor de carnes bovina, bubalina e suína, o Estado do Pará (Ilha do Marajó). | |