CONCLUSÃO
Em cada época, a escola enfrenta uma série de problemas sociais com os quais deve aprender a conviver. Entre eles, hoje, é o abuso de drogas, decorrente de males maiores com raízes na própria sociedade.
O abuso e/ou uso indevido de drogas é um ato de motivação de cada indivíduo incentivado anteriormente pelo próprio sistema sócio-econômico-cultural.
O sistema educacional, com todas as suas mazelas, nos diferentes graus de ensino, também muito mais do que prevenir, pode incentivar o abuso e o uso indevido de drogas.
A escola que na sua prática é autoritária, repressora, altista, competitiva e mantêm uma exigência acadêmica exagerada, com sobrecarga de atividades escolares para os alunos e aos quais a reprovação é uma ameaça constante, onde o relacionamento interpessoal não é cultivado, a competição é incentivada, o currículo obsoleto é desinteressante; a escola que faz da passividade do aluno o seu esteio, que deixa de oferecer às crianças e aos adolescentes condições mínimas de realização dos seus anseios, estará induzindo estas mesmas crianças e adolescentes à insegurança, à angústia, ao medo e ao desencanto. Estas causas, acrescidas de outros problemas de personalidade, de família, os levarão facilmente ao uso de drogas.
Nossa proposta é que cada escola, de acordo com sua realidade, desenvolva ações que venham minimizar o problema do uso de drogas. Esta não deve representar um fardo, como a princípio pode parecer, para a escola que já possui inúmeras atribuições e luta com uma série de deficiências físicas, financeiras e humanas.
A proposta é, em sentido amplo, inerente ao currículo dinâmico e atualizado: diz respeito a uma prática pedagógica democrática, onde o aluno é a razão da escola e participa ativamente do processo ensino-aprendizagem.
O resultado desta prática é a mudança de comportamento diante da vida, dos problemas pessoais, escolares, familiares e sociais, em face dos valores propostos pela escola. Uma prática pela qual a escola se transforma numa comunidade educativa, onde os envolvidos - professores, alunos, diretores, pessoal administrativo, técnico-pedagógico e pais, num processo de integração e a ver o mundo, seus problemas e desatinos, com lucidez e liberdade.
Embora os objetivos educacionais não tragam resultados imediatos, vale a pena tentar.
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