| TRABALHO DE PREVENÇÃO |
| Objetivos do Programa de Prevenção. |
| 1 Fazer com que o aluno adquira um conhecimento básico do funcionamento do organismo e da emente e que lhe permita reconhecer os desvios da normalidade e o leve a procurar os meios para corrigi-los. |
| 2 Desenvolver um intercâmbio democrático de idéias entre alunos, professores e pais. |
| 3 Despertar na comunidade escolar uma consciência crítica em relação aos problemas que derivam do abuso do álcool e das drogas e as possíveis ações a serem desencadeadas. |
| 4 Oportunizar debates, reflexões, em torno dos fatores de ordem pessoal, familiar, político-social, econômico, cultural que influem no uso abusivo e indevido de drogas. |
| 5 Despertar o interesse dos alunos, educadores, pais, e técnicos (toda comunidade escolar) para participarem de ações preventivas em matéria de alcoolismo e abuso de drogas. |
6 Oferecer informações científica a respeito das conseqüências do uso abusivo de drogas. |
| A PRÁTICA EDUCATIVA DA ESCOLA |
| A escola é uma instituição social que presta serviço à comunidade, promovendo a educação de crianças e jovens. |
| A ação educativa da escola deve se situar num contexto filosófico de valores e na visualização de objetivos a serem atingidos. Isto é, a escola deve Ter muito clara sua proposta de valores, de homens e de sociedades que quer construir, bem como na prática pedagógica. |
| Um dos valores que deve estar presente para a escola é valor "vida", pois, o uso abusivo de drogas está relacionado à autodestruição. |
| Mas que "vida" propõe o sistema educacional como um todo? |
| Na sua prática, a escola tem presente a vida como um valor? Estes questionamentos nos levam a considerar a dificuldade de se fazer uma fundamentação teórica, filosófica doutrinária de um programa educativo de prevenção à autodestruição psicológica ou física, quando se toma como fundamento a concepção de vida, a preservação ou a valorização desta. |
| A PREVENÇÃO E OS PAIS |
| A ação sistemática de um programa de prevenção não pode se limitar a nível de faixa interna da escola, alunos, professores e pessoal técnico-administrativo; os pais, principalmente, têm papel decisivo na prevenção. A colaboração e o harmonioso entrosamento entre a família e a escola são fundamentais para a prevenção. |
| Decisiva também é a participação da comunidade onde a escola está inserida; |
| INFORMAÇÃO |
| No programa de prevenção, cabe à escola dar aos alunos as informações que a ciência e a cultura produziram sobre como manter a vida e os fatores que podem destruí-la. Dentre as diversas fontes de informações como: rádio, televisão, jornais e outros. |
| O PROFESSOR E A PREVENÇÃO |
| O professor é um agente de educação. A ele cabe a responsabilidade de informar os alunos. É ele que estabelece um contato direto com o aluno e tem papel decisivo nos programas de prevenção, uma vez que a influência na informação de valores e atitudes e é figura de identificação. |
| ATIVIDADES QUE DEVEM SER EVITADAS NUM PROGRAMA DE PREVNÇÃO |
| 1 Fazer prevenção "estilo campanha". |
| O que se está propondo é uma ação educativa sistemática a ser desenvolvida durante todo o ano letivo envolvendo toda a comunidade escolar. |
| 2 Informar os alunos através de palestras. |
| A informação aos alunos é feita nas aulas, incluindo os assuntos nas disciplinas do currículo escolar, possibilitando demonstrar a conversa com os alunos sobre a ação das drogas no sistema nervoso central e os outros órgãos do corpo humano. |
| 3 Pedir aos alunos que fazem pesquisas sem antes conhecer o material. |
| 4 - Para eficácia desta atividade o professor deve conhecer o material que vai indicar para pesquisa. |
| 5 Solicitar aos alunos a realização de entrevistas. |
| Incumbir os alunos de fazer entrevistas aleatoriamente com pessoas das quais não se conheça o posicionamento em relação ao uso indevido de drogas, poderá fazer um efeito negativo. |
| A instituição familiar é a base as sociedade, assim sendo, é nela que formamos nosso caráter. Desta forma a estrutura familiar é imprescindível na constituição de uma sociedade mais digna e igual. |
| É quando nesse berço surge o toxicômano, que reação devemos esperar desta família? Na maioria das casas a resposta natural é a discriminação o descaso ou até mesmo o total abandono. |
| Saber se o filho está usando drogas é o primeiro passo para tentar dialogar ou até mesmo fazer um tratamento clínico. |
| É importante atentar para o comportamento do suspeito. |
| PISTAS PARA DETECTAR UM USUÁRIO DE DROGAS |
| Mudança brusca no comportamento do adolescente. |
| Pessoas impaciente e irrequietas quando impedidas de sair e que não têm paciência de acompanhar o ritmo das rotinas domésticas. |
| Indivíduo arredio, que some por alguns momentos, sem justificar e quando chega da rua, vai direto para o banheiro. |
| Distúrbios emocionais freqüentes e irritabilidade sem motivo que o justifique. |
| Insônia. |
| O jovem cai drasticamente seu aproveitamento escolar, ou desiste bruscamente de estudar. |
| O adolescente se recusa a sair do quarto e não quer mais ver amigos e familiares, isolando-se de todos. |
| Mudança de hábito de dormir, ou seja, ele dorme de dia e fica acordado à noite com música alta, sem se preocupar com o bem estar dos outros. |
| Encontro de comprimidos, seringas e cigarros estranhos em seus objetos. |
| Desaparecimento constante de objetos e dinheiro de casa, sem se descobrir o culpado. |
| Observação de que o jovem passou a andar com pessoas estranhas, que você não conhecia. |
| Uso de chicletes para esconder hálitos e uso de camisas de mangas compridas para esconder picadas de injeção. |
| Olhos vermelhos. |
| Nariz escorrendo sem sinais de resfriado ou gripe aparente. |
| Tremores nas mãos. |
| Ferimentos nasais. |
| Ausência de pêlos na parte interna das narinas |
| MOTIVOS COMUNS PARA AS PESSOAS SE TORNAREM TOXICÔMANAS |
Os motivos que levam as pessoas a se iniciarem no caminho das drogas são vários, mas existem uns que se repetem entre os usuários de drogas e por isso foram aqui relacionados, pois conhecendo os motivos teremos não mão mais um arma para combatê-las. Esses motivos foram descritos, analisados e destacados num quadro panorâmico abaixo. |
| MOTIVOS COMUNS PARA USAR DROGAS |
| Aliciamento dos amigos próximos; |
| Engajamento em grupos; |
| A curiosidade; |
| Demonstrar independência e hostilidade; |
| Ter experiência novas e emocionantes; |
| Aumento da criatividade; |
| Busca de tranqüilidade e relaxamento; |
| Fuga da realidade. |
| COMPREENSÃO E NÃO PUNIÇÃO |
| Resumindo. Pode-se dizer que o toxicômano se caracteriza por um comportamento estranho, no vestir, na higiene, na aparência pessoal: uma atitude de rebeldia contra os valores de uma sociedade que não ajudou a formar: uma personalidade marcada por imaturidade emocional, sentimento de inferioridade e inadequação, dificuldade de relacionamento, medo de solidão e medo da morte. Contudo. Nem todos os que possuem tais características, recorrem às drogas mas os que com ela estão envolvidos se enquadram numa ou noutra característica descrita. |
| O que um toxicômano mais necessita é compreensão e não condenação, assistência e não punição. Aceitação como pessoa e não condenação. As drogas devem ser combatidas, o vício rejeitado, mas a pessoa ajudada, encaminhada para tratamento especializado, orientada para encontrar o caminho da auto-aceitação, do auto-crescimento, da auto-integração e da sua posição na sociedade como um cidadão útil e necessário. Para tanto, os pais podem contribuir enfrentando abertamente o problema, identificando a necessidade do filho ou filha e procurar preenchê-la. Os professores podem ajudar esclarecendo seus alunos. Cada um de nós pode ajudar vivendo uma vida de maior compreensão, maior tolerância, menos exigências e mais paciência. Especialmente com os adolescentes. Sem, contudo, cairmos num permissivismo apático e indiferente diante da catástrofe humana da intoxicação . Espera-se de todos uma maior conscientização do problema e uma busca criativa de solução. |
| O caminho da cura exige o reconhecimento, pelo dependente, de que precisa de ajuda. O envolvimento da família e a ajuda profissional são as principais armas à disposição. Algumas vezes funciona. |
| GRUPOS DE AUTO-AJUDA |
| Encontro de usuários para troca de experiências e discussão. O objetivo é aumentar a auto-estima com o apoio de pessoas na mesma situação. |
| Tratamento ambulatorial |
| Consultas regulares e psiquiatras ou terapeutas, acompanhadas por atividades individuais ou em grupo, para estabelecer motivações e estimular a volta à vida normal. |
| Internação domiciliar |
| Alternativa mais barata e menos radical do que a internação em clínica. Só é possível quando alguém da família pode monitorar o paciente em tempo integral. O dependente tem de se comprometer a aceitar as regras como só sair de casa acompanhado e participar de grupos e auto-ajuda ou fazer tratamento ambulatorial. |
| Internação em clínicas |
| Recomendada quando tentativas anteriores de tratamento não deram certo, ou quando o dependente apresenta deterioração física, sintomas psicóticos e pulsões suicidas. |