| O PAPEL DA ESCOLA |
| Se o papel da escola � simplesmente informar, devemos considerar, embora de maneira assistem�tica, que as crian�as aprendem muito mais informa��es fora da escola. |
| A escola hoje est� mais voltada para informar o passado, as realidades acontecidas, com pouca ou nenhuma preocupa��o com o presente e a hist�ria a ser constru�da. |
| Na verdade a escola continua reproduzindo o sistema induzindo os alunos � produ��o e ao consumo, levando-os � frustra��o, ao vazio, com seus curr�culos que n�o motivam, que colhem a criatividade e a participa��o. |
| A pr�tica da pedagogia participativa em educa��o responde aos apelos e �s lutas dos movimentos populares que tentam mudar a realidade social brasileira e ao desenvolvimento do aluno, em sua dimens�o f�sica, psicol�gica, moral, social e espiritual , atrav�s da compreens�o da realidade, do exerc�cio da liberdade de express�o e do relacionamento solid�rio, da pr�tica de rela��es democr�ticas e da abertura para o transcendente. |
| Jovens que t�m na escola a oportunidade de participar, de construir, encontrar�o objetivo para lutar, para viver e acreditar nas suas potencialidades. Poder�o ser a vida como um "valor" a ser preservado. |
| A escola poder� reverter o processo de aliena��o do jovem, desenvolvendo a consci�ncia cr�tica, propondo uma educa��o pelo di�logo que leve o homem � procura de verdade em comum, ouvindo, questionando, libertando-se, investigando, com isto possibilitar� ao aluno uma discuss�o corajosa sobre sua problem�tica e a problem�tica do mundo. |
| O adolescente precisa de modelos para entrar, por isso precisa de �dolos e quantos deles v�m na pessoa do professor um modelo para sua vida, desde o vestir e falar at� o gosto pela disciplina. |
| O professor, mais do que qualquer outro profissional, deve "arrumar sua cabe�a", isto �, mudar sua mentalidade, revendo seus conhecimentos, preconceitos e conceitos em rela��o � droga. Para tanto o professor de qualquer disciplina deve estudar o assunto, aumentar seus conhecimentos a cerca das drogas e seus efeitos e problemas relacionados com o seu uso. |
| A concep��o de pessoa, o valor que se der � liberdade, aos direitos, ao trabalho, � busca do prazer, ao significado que se atribui � sa�de, tudo isto influenciar� ao uso abusivo de drogas. A personalidade do aluno tamb�m � um fator determinante para o abuso das drogas. Da� a import�ncia do professor conhecer as ci�ncias do comportamento humano. |
| Especialistas no assunto afirmam que, em um futuro, n�o distante, o mundo vai se deparar com um agravamento dos males causados pelas drogas. |
| As universidades e as escolas de ensino m�dio, ainda n�o se sensibilizaram n�o criar�o uma consci�ncia em torno deste problema que assola o mundo. Ali est�o os in�meros casos de forma��o de professores especialistas, cujos curr�culos n�o prev�em nenhum ensinamento do assunto. Com raras exce��es algumas institui��es buscam atrav�s de palestras, debates e semin�rios despertar seus alunos , futuros profissionais, para o problema. Por�m estes momentos n�o s�o suficientes para dar condi��es ao professor. O tema � complexo, � necess�rio um estudo sistem�tico ao longo de pelo menos uma s�rie de cursos, com disciplinas espec�ficas. |
| As escolas, por sua vez, ao implantar o programa de preven��o, dever�o proporcionar aos professores, atrav�s de horas de estudo, cursos de semin�rios, conhecimentos sobre as drogas e seus malef�cios. |
| "Somente professores preparados atrav�s de estudos espec�ficos, que proporcionem conhecimentos e s�lidos sobre drogas, poder�o comprometer-se e ministrar conte�dos aos alunos". |
| OS PROFESSORES PODER�O ESTUDAR: |
| Filosofia da educa��o; |
| Teorias dos desenvolvimento da personalidade; |
| Fatores s�cio-pol�tico-culturais que condicionem ou favorecem a farmacodepend�ncia; |
| Valores vivenciados pela escola e pela fam�lia; |
| Relacionamento pais e filhos / relacionamento professor / aluno; |
| As drogas causas e conseq��ncias; |
| Legisla��o espec�fica; |
| Alcoolismo; |
| Tabagismo; |
| Causas que levam a pessoa a usar drogas; |
| Tipos de usu�rios; |
| A droga nas culturas antigas; |
| A dimens�o existencial do ser humano; |
| O sentido da vida; |
| NUM PROGRAMA DE PREVEN��O ALGUNS OBJETIVOS PR�XIMOS PODER�O SER TRABALHADOS PELOS PROFESSORES: |
| Rever sua pr�tica pedag�gica; |
| Aumentar seus conhecimentos em rela��o � droga em seus m�ltiplos aspectos; |
| Estudar, debater com professores de disciplinas afins os assuntos em seus diferentes aspectos; |
| Incluir as informa��es sobre drogas nos conte�dos das disciplinas de ci�ncias, biologia e programas de sa�de e outras disciplinas; |
| Adquirir material audiovisual e t�tulos para as bibliotecas sobre drogas; |
| Constituir uma comiss�o na escola para coordenar o programa de preven��o; |
| Engajar-se nas a��es preventivas mais amplas, na escola; |
| A elabora��o do planejamento das informa��es sobre drogas que provocam depend�ncias juntos �s disciplinas do curr�culo escolar � da compet�ncia do professor. Estas informa��es, que s�o um dos meios de preven��o, merecem um estudo cuidadoso pois ir�o constituir o foco de trabalho junto aos alunos. Cabe ao professor decidir a qualidade e a quantidade de informa��es. Esta tarefa n�o � r�pida nem f�cil, exige conhecimentos do assunto como um todo, da estrutura da disciplina e do grupo dos alunos. |
| LEMBRANDO O PROFESSOR |
| A informa��o sobre drogas, para que atinja os objetivos da preven��o, deve ser adaptado ao grupo a que est� sendo dirigida: pais, professores, especialistas, jovens, crian�as, pessoal de apoio. |
| COMO FAZER? |
| Um das estrat�gias que a escola poderia utilizar s�o as reuni�es com os pais, que ser�o agrupados por grau de ensino: |
| Pais de alunos de 1� a 4� s�ries; |
| Pais dos alunos de 5� a 8� s�ries; |
| Pais de alunos de 2� graus; |
| Outra alternativa seria reunir pequenos grupos de pais que t�m filhos na mesma s�rie. Geralmente os problemas s�o comuns, da a faixa et�ria em que se encontram destes �ltimos. |
| Atualmente constata-se que as reuni�es de pais sofreram um grande desgaste. Tanto � verdade, que se ouve constantemente, de diretores e professores, a queixa: os pais n�o v�o �s reuni�es.. Ou ent�o, como fazer os pais virem � escola? |
| Talvez o que se deva fazer � repensar estas reuni�es, sua din�mica, agenda, hor�rio, local. |
| ESTRAT�GIAS QUE PODER�O CONTRIBUIR PARA QUE SE OBTENHA �XITO NAS REUNI�ES: |
| Consultar previamente os pais sobre o hor�rio, o dia da semana e a dura��o das mesmas. Os pais tamb�m t�m seus compromissos; |
| Inform�-los do assunto da reuni�o. Quanto este atender �s suas necessidades e os seus interesses, poder�o se motivar e comparecer. Qual � o pai que n�o quer saber como poder� educar melhor seu filho? Como preveni-lo da droga? |
| Apresentar os temas com clareza e objetividade; |
| Promover um clima informal que favore�a a liberdade de manifesta��o e abertura de espa�os para debates e di�logos; |
| 1 - DROGAS EM F�RIAS ESCOLARES |
| Grupos de alunos com amostra das drogas, com folhetos para serem distribu�dos, palestras gravadas para informar um p�blico indiscriminado tanto em n�vel de escolaridade, quanto de idade. � um risco muito grande informar o p�blico que comumente visita as f�rias escolares sobre um assunto t�o complexo como o abuso de drogas. |
| 2 - ELABORAR CARTAZES E MURAIS |
| Para a elabora��o de cartazes s�o necess�rio certas t�cnicas e habilidades. Tendo em vista que estes podem trazer dupla mensagem, n�o muito indicados para a preven��o �s drogas. |
| Os assuntos dos murais devem ser relacionados, levando-se em conta o p�blico que os l�. Ao mural da escola t�m acesso alunos de 1� e 2� graus, professores, diretores, pessoal de apoio, serventes, pais, p�blico em geral. Dificilmente ser� um recurso eficaz para preven��o. |
| 3 - OPORTUNIZAR DEPOIMENTOS DE EX-DROGADOS PARA AS CRIAN�AS E ADOLESCENTES |
| Depoimento de ex-drogados poder� Ter um efeito positivo, quando feito pelos grupos de dependentes em processo de recupera��o. |
| 4 |
| Desenvolver na escola trabalhos isolados. Um �nico professor tenta uma a��o preventiva na escola. A preven��o � iniciada por um grupo de pessoas, que poder� formar uma comiss�o e envolver gradativamente toda comunidade escolar. |
| 5 - ENVOLVER-SE NA REPRESS�O AO TR�FICO E/OU TRATAMENTO E RECUPERA��O DE DROGADOS |
| A escola deve se deter num programa de preven��o. Em rela��o a alunos dependentes, assunto j� ventilado anteriormente, a atitude da escola � de estudo e encaminhamento do caso. |
| A repress�o � uma a��o de responsabilidade de pol�tica e de outros �rg�os de seguran�a. Numa escola em que se faz necess�ria a presen�a da pol�cia � porque a preven��o n�o foi feita a tempo, ou, se foi, n�o atingiu seus objetivos. |
| A ATITUDE DA ESCOLA PARA COM O USU�RIO DE DROGAS |
| Em geral as pessoas e as institui��es v�em com preconceito o problema das drogas e os que dela fazem uso. Isto ocorre tamb�m no meio escolar. Existe uma forte opini�o entre diretores, especialistas e professores de que o problema � de responsabilidade da fam�lia e das �reas da sa�de e policial. |
| Para eles deflagrar uma a��o preventiva na escola seria despertar a curiosidade dos alunos e denegrir a imagem da escola diante da comunidade. Algumas temem a a��o dos pais. |
| N�o s�o poucas as escolas que negam a exist�ncia da droga entre seus alunos e professores. Sim, professores, pois existem muitos professores adultos abusando das drogas. |
| Quando a escola admite o problema e deflagra uma a��o educativa, tem melhores condi��es de buscar solu��es para enfrentar o problema. |
| EM RELA��O AOS ALUNOS USU�RIOS, DUAS SITUA��ES PODEM OCORRER: |
| 1 O aluno diz estar usando drogas; |
| 2 A escola constata que o aluno usa a droga. |
| 1 No primeiro caso, pode ocorrer que o aluno chegue para um professor ou orientador educacional, ou at� mesmo para a merendeira da escola (caso j� ocorrido), e diz que est� usando drogas. Em geral a pessoa que recebeu a confid�ncia, com certeza, foi escolhida pelo aluno por ser da sua confian�a. Esta sua atitude � um pedido de socorro, que ser ajudado. |
| A pessoa que foi procurada pelo aluno poder� ajud�-lo se tiver algum conhecimento do problema, contudo, pode-se recomendar: |
| Ouvir o aluno com naturalidade, sem demonstrar espanto, sem se apavorar; |
| Evitar express�es tais como: Logo voc�! Coitados dos seus pais! |
| Usar de �tica; este assunto n�o deve vazar para toda escola ou ser tema de conversa nos corredores. Fazer jus � confian�a que o aluno despertou. |
| Atrav�s da conversa mostrar interesse em ajud�-lo, iniciando assim um processo de confian�a e abertura, bem como inform�-lo sobre os efeitos da droga na mente e no organismo em geral. |
| Questionamentos tais como: Que tipo de droga est�s usando? H� quanto tempo? O que levou a usar a droga? |
| Nestes questionamentos, o aluno deve sentir-se � vontade. Ser� eficaz uma atitude repressiva ou fiscalizadora por parte da escola sobre o aluno. |
| Se o professor tiver dificuldades para equacionar o problema dever� procurar aux�lio junto a um profissional: psic�logo, m�dico, psiquiatra ou servi�os similares na escola e fora dela. |
| Existem casos em que o aconselhamento, o apoio, o interesse demonstrado, a informa��o cient�fica, ajudam os usu�rios, sobretudo o ocasional, a deixar a droga. |
| Casos que caracterizam como depend�ncia se fazem necess�rio encaminhar para tratamento especializado. Quando isto ocorrer, a escola deve comunicar aos pais. Mais uma vez conv�m ressaltar a import�ncia do trabalho de preven��o junto �s fam�lias dos alunos. Pais que receberam as informa��es e debateram o assunto na escola ter�o melhores condi��es para receber a not�cia de que seu filho est� usando droga. Bom seria que, diante do fato, os pais n�o se exaltassem, mais reagissem com realismo e objetividade. A escola por sua vez deve continuar apoiando e ajudando a fam�lia. |
| A escola deve conhecer os servi�os de recupera��o que existem na comunidade ou regi�o. Estes poder�o ser prestados pelo INAMPS, atrav�s do Servi�o de Sa�de Mental. |
| 2 Se a escola constatar que o aluno est� usando droga, recomenda-se: |
| N�o tirar conclus�es precipitadas, n�o se deixar levar pelo preconceito; |
| Evitar "fofocas" e a busca de informa��es indiscriminadas; agir com �tica; |
| Estabelecida a certeza, conversar com o aluno; para isto, estudar a melhor estrat�gia, par n�o agravar o problema ou por tudo a perder; usar de bom senso, respeito, amor e compreens�o. |
| Tentar ajud�-lo a buscar solu��o, no caso de depend�ncia, junto a �rg�os especializados. |
| Outros procedimentos conforme as sugest�es para o caso anterior. |
| A escola que possuir os servi�os de orienta��o educacional, psicologia escolar, assist�ncia social e servi�os m�dico integrado facilitar� o estudo e o encaminhamento de casos de usu�rios de drogas para a recupera��o. |
| ATITUDES QUE A ESCOLA DEVE EVITAR PARA COM O ALUNO USU�RIO DE DROGAS |
| Dar a transfer�ncia (expuls�o camuflada). |
| Amea�as... |
| Marginalizar o aluno. |
| Rotular o aluno de "maconheiro", "boleteiro". |
| Terce coment�rios sobre sua vida e sua fam�lia, que n�o sejam com o intuito de ajud�-los. |
| Denunci�-lo aos colegas. |
| Querer saber de quem o aluno recebe a droga. |
O aluno que faz uso abusivo de drogas, em certos casos, � um doente e como tal deve ser tratado. |