MACONHA E ÁLCOOL
Sinónimia – Hashish, Marijuana, Bangh, Ganja Diamba e Maconha (nome aqui no Brasil).
HISTÓRICO
A maconha já era conhecida há pelo menos 5.000 anos, sendo utilizada com fins medicinais, ou "para produzir risos".
Até o início do presente século, a maconha era considerada em vários países, inclusive no Brasil, como um medicamento útil para vários males. Também era já utilizada para fins médicos por pessoas desejosas de sentir "coisas diferentes" e que utilizavam de uma maneira abusiva. Conseqüência deste abuso, e de um certo exagero sobre seus efeitos maléficos, a planta foi proibida em praticamente todo o mundo ocidental, nos últimos 60 anos.
NOME CIENTÍFICO
Cannabis Sativa
FARMACOLOGIA
O THC (Tetrahidrocannibinol) é uma substância química fabricada pela própria maconha, sendo o principal responsável pelos efeitos da planta. As concentrações de THC da planta variam de acordo com o local em que foi plantada. Variação nos efeitos depende também da própria pessoa que fuma a planta. A dose de maconha, que é insuficiente para um, pode produzir efeito nítido em outro e até uma forte intoxicação num terceiro.
METABOLISMO DA DROGA
Quando a maconha é fumada, 50% do THC são rapidamente absorvidos pela corrente sangüínea, produzindo efeitos clínicos que se iniciam dentro de 5 minutos e podem durar 2 horas, ou mais, após uma simples e única tragada. Uma única dose de THC pode levar até 30 dias para ser completamente eliminada do organismo. O uso freqüente permite que o THC se acumule no organismo. A eliminação (excreção) é lenta, sendo que a maior fração de THC aparece nas fezes.
MANIFESTAÇÕES FÍSICAS
Taquicardia – aumento da freqüência dos batimentos cardíacos: (normal 70-80/minuto) usuário 120-140/minuto). Olhos avermelhados e congestos. Boca e garganta secas. Hipertensão arterial. Aumento do apetite. Bronquites. Câncer de pulmão: o efeito cancerígeno da maconha é muito grande nos usuários da droga. A substância chamada Benzopireno é o agente cancerígeno.
Diminui em até 60% da quantidade normal de testosterona (hormônio masculino). Espermatozoíes : há uma diminuição que pode levar a uma infertilidade com uma dificuldade de gerar filhos. Este feito desaparece quando o usuário deixa de usar a maconha.
ÁLCOOL - INTRODUÇÃO
Na sociedade ocidental, o álcool (etílico) tem a peculiaridade de ser o único agente farmacológico cuja auto-intoxicação é socialmente aceitável.
O alcoolismo caracteriza-se como uma doença bem definida, como um quadro clínico bem nítido, e como tal é recomendado pelo OMS (Organização Mundial de Saúde).
É uma toxicomania lícita adquirida, tendo, como causas, problemas de ordem emocional e de personalidade.
CONCEITO GERAL
Álcool é uma droga Psicoativa.
É depressora do sistema nervoso central.
É uma droga desinibidora e euforizante.
ORIGEM DO NOME
É de origem árabe, indicando inicialmente as substância voláteis em geral AL-KOHOL.
HISTÓRICO
Muito antes dos árabes, povos pré-históricos e civilizações antigas já sabiam preparar bebidas alcoólicas a partir de sucos açucarados das frutas. Da uva preparavam o vinho. Enquanto os egípcios conheciam a cerveja obtida da cevada. "Após o dilúvio, estabeleceu-se a aliança entre Deus e toda carne existente sobre a terra. Noé recomeçou a lavrar e plantou uma vinha. Depois, tendo bebido vinho, embriagou-se e se despiu dentro de sua tenda".
O livro do Gênesis prossegue contando como um dos filhos, Cam, zombou da nudez paterna, enquanto os outros irmãos, Sem e Jafé, respeitosamente cobriram-no com o manto. Como castigo, Noé amaldiçoou Canaã, Filho de Cam, destinando-o a escravo dos descendentes de Sem e Jafé.
Este episódio da bíblia mostra como em tempos tão antogos já era conhecida a preparação de bebidas alcoólicas a partir de suco de frutas.
Afinal, não é por simples coincidência que em hebraico o nome do primeiro vinicultor, Noé, significa "Descanso", e seja empregado, na Bíblia, com sentido de "consolador".
Aristóteles, Hipócrates e Plínio já falavam em um "espírito do vinho" o primeiro inflamável que, diziam eles, constituía a essência dessa bebida.
E o álcool etílico permaneceu "espírito do vinho", durante muitos séculos, mesmo depois que os alquimistas conseguiram isolá-lo do vinho, utilizando técnicas bastantes semelhantes à da atual destilação.
DOSE LETAL
Criança 3g de álcool por Kg de peso corporal.
Jovem 5 a 8g de álcool por Kg de peso corporal.
Adulto 100 a 200g de álcool por peso corporal.
Adulto 100 a 200g de álcool puro 90%.
EFEITOS NO ORGANISMO
Digestivos – Gastrite, vômitos fáceis, hemorragia gástrica ou intestinal. Hepático – Hepatite alcoólica, fígado gorduroso, icterícia (cor amarelada da pele) e cirrose hepática. Respiratórios – Laringe, bronquite, efisema pulmonar (crônico) e dispnéia (falta de ar) ao falar ou subir escadas. Cardíacos – Miocardiopatia (doença do miocárdio) alcoólica com alterações circulatórias sob os efeitos tóxicos etílicos, aumenta o trabalho cardíaco, é um vaso dilatador periférico e provoca taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos).

O álcool "não" é um cardiotônico e dilatador coronário, não sendo bom "para o coração", evitando até "enfarto do miocárdio) como os usuários do álcool pensam. Neurológico – Lesão etílica cerebral motora. Delírios, confusão mental. Neurites periféricas (inflamações do nervos). Miopatias (doenças dos músculos). Demência progressiva. Anorexia (falta de apetite) – Hipoglicemia (diminuição da glicose sangüínea). Anemias carenciais (alimentares). Pancratite (inflamação do pâncreas).

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