| Título do Trabalho: Rotina para
Exames de Tomografia Computadorizada em CT normal |
| Nome do Autor: Ademário... |
| Endereço: |
| Estado: DF |
C.E.P. : |
Telefone: |
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Registro do Conselho: |
| Bibliografia Pesquisada: O
trabalho foi realizado com base nos exames realizados no Hospital de Base do Distrito
Federal
|
ROTINA PARA EXAMES DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EM CT NORMAL
A) Abdome Adulto:
filtro de partes moles
espessura de 10 mm
intervalo de 10 mm
Indicado o uso de contraste oral e venoso.
- Contraste venoso (+-) 100 a 120 ml a 60%.
- Contraste oral 1600 a 2000 ml a 2% (+-) 300 ml a cada 15 minutos. Na
mesa de exames, um copo se houver necessidade de estudar a mucosa gástrica enchendo o
estômago com água.
Contra indicação com o uso de contraste venoso:
- Alergia a contraste de iodo
- Insuficiência renal (ver programação da diálise)
- Mieloma múltiplo
- Insuficiência cardíaca congestiva
- Pancreatite aguda (relativa)
- Creatinina sérica maior que 2,5 a 3,0 mg %
Situações em que se deve fazer fígado sem contraste, ver pesquisa de
nódulos hepáticos.
- Tumores primários do fígado.
- Hiperplasia nodular focal.
- Hemangioma cavernoso.
- Linfoma.
Obs. Em caso de cólica renal, fazer rins antes e após a infusão de
contraste.
Como pesquisar Hemangioma cavernoso no fígado.
- imagem única hiperecóica na ultra-sonografia sugestiva de Hemangioma cavernoso.
- Fazer exame do fígado sem contraste venoso e localizar a lesão.
- Marcar a posição da lesão no fígado, e fazer injeção em bolo de contraste
(visualização da fase arterial do Hemangioma) - veremos a captação de contraste na
periferia, as vezes modular na fase precoce da injeção de contraste.
- Fazer novos cortes com 20 segundos, 1 minuto e após 3 minutos (veremos impregnação da
centrípeta do meio de contraste). A densidade final da lesão e igual a da parênquima
hepático ou ligeiramente maior. Pode ainda observar áreas de não impregnação.
Situações em que pode fazer o exame logo após a injeção de
contraste.
- Abscessos hepáticos e subfrenicos
· Tumores renais.
- Estadiamento da Linfoma.
- Pancreatite.
Estudo das glândulas supra-renais.
- Feocromocitoma ( ficar atento ao risco de taquicardia e pico hipertensivo de difícil
controle).
- Usar filtro de partes moles
- Espessura de 5mm.
- Intervalo de 5mm.
Obs. - Patologias de bexiga que derem duvida, como por exemplo uma
pequena lesão em parede anterior da bexiga - colocar em decúbito ventral ( interface do
contraste com a lesão).
- Patologias do reto ou da próstata com extensão para reto podem ser
melhor avaliados com injeção de gás na ampola retal.
B) Abdome de Criança.
- Filtro de partes moles.
- Espessura de 5mm ou 10mm.
- Intervalo de 7mm.
Contraste venoso.
Contraste oral: ( diluição de 2%).
- Lembrar que a capacidade gástrica de recém-nascidos e de 30ml / Kg/hora
C) Tórax:
Técnica I de exames com Contraste venoso:
Espessura de 10mm.
Intervalo de 10mm.
* Estudo do Mediastino:
- Estudar o mediastino iniciando os cortes na base do tórax. Quando atingir o hilo, fazer
a injeção de contraste ( +- 100ml a 60% ).
- Usar o braço esquerdo para opacificar bem a veia inominada.
* Estudo parênquima para nódulos e massas pulmonares:
- Espessura de 10mm.
- Intervalo de 10mm.
Obs.: Se necessário retornar na lesão e fazer cortes finos com
técnica de alta resolução.
* Empiema Pleural e Abscessos Pulmonares:
- Espessura de 10mm.
- Intervalo de 10mm.
Obs.: Em caso de Empiema Pleural e Derrame Pleural septado, pode se
fazer o exame em decúbito dorsal e após fazer alguns cortes em decúbito ventral (
verificar mobilidade do liquido Pleural).
* Tumores Mediastinais em geral ( Timoma,Teratoma, Tireóide, Lipoma,
etc....).
- Espessura 10mm.
- Intervalo de 10mm.
* Suspeita de lesões vasculares:
- Espessura de 10mm.
- Intervalo de 10mm.
Obs.:- Localizar o nódulo em imagens sem contraste e medir a
densidade, após fazer a injeção de contraste medir novamente a densidade.
- Densidade de nódulos pulmonares.
- Maior que 164 HU tendem a ser benignos.
- Igual ou próximo a 164 HU indeterminado.
- Menor que 164 HU tendem a ser malignos.
- Técnica II . Exames sem Contraste Venoso,
CT de Alta resolução:
1- KV: +- 120.
2- MAS: +- 120 a 240.
- Matriz: 512x512.
- Tempo: Menor possível.
- Usar filtro 01- Sharp.
- Espessura de corte: 1a 3mm.
- Exame deve ser copiado em filme 14/17 em apenas 06 imagens.
Indicações:
- Bronquiectasia.
- Enfisema pulmonar.
- Doenças interticiais difusas.
- Pneumonia de repetição.
Obs.: Exame para dissecção de aorta:
- Fazer injeção de contraste em bolo de +- 100 120ml a 60%.
- Iniciar os cortes ao nível da emergência dos vasos carotideos.
- Espessura 10mm
- Intervalo de 20 a 25mm
- Continuar os cortes ate terminar a dissecção.
D) CT PESCOÇO:
Obs.: Usar contraste sempre ( +- 80 a 100ml a 60% venoso)
- Espessura de 5mm.
- Intervalo de 7mm.
- Pode-se fazer cortes mais finos sobre as possíveis lesões ou nas cordas vocais.
- Iniciar o exame na base do pescoço e seguir em direção a orofaringe. Posicionar o
paciente em leve extensão da cabeça ( fazer cortes paralelos ao maior eixo da
mandíbula- ramo horizontal).
E) SEIOS DA FACE:
- Espessura 2mm.
- Intervalo 4mm.
- Filtro de 0sso.
* Exames sem contraste:
- Traumatismo.
- Mucocele.
- Sinusite
- Atresia de coanas.
* Exames com contraste:
- Tumores.
- Processos infecciosos (celulites).
- Espessura de 2mm.
- Intervalo de 4mm.
- Filtro de partes moles.
Obs.: Fazer janela óssea, o exame dever ser realizado em Axial e
Coronal.
- Para o exame em Axial usar como referência o Palato duro ( cortes paralelos ao
mesmo).
- Para exame em Coronal iniciar os cortes posteriormente aos Seios Esfenoidais e
seguir anteriormente em direção a face ate os seios frontais.
ATENÇÃO:- Para o exame em que pesquisa-se atresia de coanas, fazer o
exame em axial com filtro de osso.
- Quando as unidades osteomeatais não ficarem bem documentadas ( movimento do paciente
por exemplo), retornar e fazer cortes intermediários na região.
F) MASTóIDE:
- Espessura de 2mm
- Intervalo de 1,5mm
- Fazer os exames inicialmente em coronal.
- Em caso de colesteatoma ou outras lesões, fazer o exame também em axial ( ver seio
timpânico e recesso facial ).
- Filtro de osso.
QUANDO INJETAR CONTRASTE:
- Lesões vasculares (glomus jugular, corótida aberrante, carcinomas, etc....)
- Quando injetar contraste, usar o filtro de partes moles ( fazer o exame inicial com
filtro ósseo, localizar a lesão, mudar o filtro para partes moles e injetar o contraste
).
G) SELA TÚRCICA:
- Filtro de partes moles.
- Espessura de 2mm.
- Intervalo de 1mm.
- Fazer o exame em coronal. Iniciar os cortes na clinóide posterior e continuar até a
clinóide anterior.
RAZÕES PARA SE INICIAR OS CORTES POSTERIORES:
- Ter certeza que irá pegar fase arterial do sistema porta hipofisório ( Infindíbulo )
contrastado.
- Exames em axial e coronal: tumores selares com extensão supra selar.
H) ORBITA:
- Filtro partes moles.
- Espessura de 2mm.
- Intervalo de 4mm
- Fazer os cortes paralelos ao nervo óptico (+- 10
° negativos em relação a linha órbito-meatal ou plano esfernoidal
).
Injetar contraste, exceto nos casos de trauma.
- CRÂNIO:
- Fossa posterior.
- Espessura 5mm ou menos.
- Intervalo 5mm
- Iniciar os cortes acima do globo ocular passando pelo foramen magno.
- Adult Brain
- Espessura de 10mm
- Intervalo de 10mm
- Exames são realizados em axial. Nos tumores de base do crânio fazer os exames em axial
e coronal.
* Patologias sem contraste venoso:
- T.C.E ( lembrar de fazer janela óssea ).
- Alterações congenitais.
- Convulsões em que a criança nasceu e já iniciou as convulsões.
- Cefaléia ( relativo ).
- H.S.A.E.
- AUCI - AVCH.
- Hematomas subdural e extradural.
* Patologias com contraste venoso:
- Epilepsia de difícil controle.
- Neurocisticercose.
- Mal formações vasculares.
- Aneurismas.
- Lesões inflamatórias.
- Meningite.
- Encefalite.
- Tumores ( glioma, medulablastomas, meningioma, astrocitomas ou outras lesões expansivas
).
J) COLUNA CERVICAL:
- Espessura de 2mm.
- Intervalo de 3mm.
- Filtro de partes moles.
- Em caso de trauma usar filtro ósseo.
- Iniciar em C7 - T1 e ir até C3 - C4 em
cortes contínuos o mais paralelo possível aos espaços discais.
K) COLUNA LOMBAR:
- Rotina para pesquisa de hérnia é nos espaços L3-L4, L4-L5,
L5-S1.
- Usar filtro de partes moles.
- Espessura de 5mm.
- Intervalo de 4mm.
Obs.:
- Cortar do bordo superior do pedículo da vértebra inferior, até o
bordo inferior do pedículo da vértebra superior.
- Injetar contraste em patologias inflamatórias e tumores.
L) SACRO ILIACA:
- Decúbito dorsal.
- Filtro ósseo.
- Espessura de 2mm
- Intervalo de 4mm
Obs.: Iniciar os cortes em paralelo ao maior eixo do sacro.
M) ARTICULAÇÃO DE COXO FEMORAL:
- Filtro ósseo.
- Espessura de 2mm.
- Intervalo de 5mm.
Obs.:
- Iniciar os cortes no bordo superior do acetábulo, cortar
inferiormente até o pequeno trocanter.
® patologias inflamatórias e tumores.
( mudar o filtro para partes moles ).
N) JOELHO:
* Menisco:
- Filtro de partes moles.
- Algoritmo Standard.
- Espessura de 2mm.
- Índex de 1mm.
- Size:120 W - 170
L - 70
* Ligamentos:
- Dos condilos femorais até o sulco intercondilar.
- Filtro zero
- Algoritmo Standard.
- Espessura 2mm
- Índex 4mm W- 250
L - 50
Obs.: Fazer três cortes.
* Patela:
- Espessura 2mm.
- Índex 5mm. (distancia entre os cortes)
- Filtro 1.
- Algoritmo Sharp.
- Tilt O (angulação)
- Size 120 W- 900 (tamanho do campo
L- 200
O) TORNOZELO:
* Lesão do tendão de Aquiles.
- Fazer o exame comparativo.
- Filtro de partes moles
- Espessura de 2mm
- Intervalo de 5mm.
- Exame em axial.
* Pesquisa de barra interossea.
- Fazer cortes coronais e axiais.
- Pode-se fazer também cortes sagitais.
- Filtro de osso.
- Espessura de 2mm
- Intervalo de 4mm.
P) TRAQUÉIA.
- Paciente em hiper-extensão.
- Cortes paralelos à vértebra.
- Reformentação em coronal e sagital.
- Espessura de 3mm
- Intervalo de 3mm.


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