BRINCANDO DE SER

 

 

                                 

   

Insanidade coletiva ou infantilidade coletiva? 

Qual a mais criança das crianças, a criança-criança ou a criança-adulta? 

Um perdoado por não saber o que faz, outro castigado por mesmas razões.

Quem é o pecador ou não, inocente ou não, infantil ou não, insano!?

Culpado por imaturidade, perdoado por ignorância, castigado por si próprio ou por seu responsável.

Ele mesmo?!

Transferência, abstenções, descaso, punição, nada mais que o retorno perfeito, proporcional à ação.

Sem aprendizado.

Passam pelo tempo “zero”, questão de rotação e translação, distancia ou proximidade com o Sol e mais quantos.?!

E o aprendizado, cada vez mais distante, em ponto paralelo, não paralelo à tecnologia destrutiva, como brinquedos na mão infantil, que se perde entre o criar e destruir, imperando o segundo que desproporcionalmente cresce e seduz a vida, qualidade, água, ar,

Paz, valores desprezados, “secundários”.

Lei animal, filhote e adulto.

Tanta racionalidade, nenhum “instinto de sobrevivência” animal.

Imperialismo, submissão, destruição das expressões de vida, poucas que restam, solução planetária, auto-destruição, eliminar o “câncer maligno”, enquanto infantil, o homem, que criança ou adulto, continua não sabendo o que faz, perdoado e castigado na medida exata, tribulado por si próprio para a continuidade em menor escala, até que a próxima civilização cresça e tão infantil, continue brincando de ser criança-criança e criança-adulta, como deuses e poderosos, até que do pó ao pó retorne, com ou sem “Luz”, na busca de, por simples afinidade eletrônica ou infinidade de elétrons, da primeira a última camada, concluindo as equivalências e tornando-se novamente o “Hum”, indivisível e tão próximo que distante a nossa “realidade carnal” infantil.

Como crianças somos criados, vivemos e morremos, eternamente transformados, culpados, punidos e perdoados, sem saber nossas culpas, pois somos eternas crianças.

 

                 Marco Aurélio   2007.

 

 

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