PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

 
 

Tipos de Equipamentos para
Combate a Incêndios
 
 
 
 

Os mais utilizados são:

1 - Extintores

Quando foram estudadas as classes de fogo, foi apresentada uma tabela que indicava, de acordo com a classe de incêndio, o tipo de agente extintor a ser utilizado. É preciso conhecer muito bem cada tipo de extintor.

 
Seu funcionamento se dá pela reação química entre duas substancias: o sulfato de alumínio e o bicarbonato de sódio dissolvidos em água. 

O desenho ao lado mostra de modo simplificado este extintor. Dentro do aparelho, esta o bicarbonato de sódio e um agente estabilizador de espuma, normalmente o alcafuz e num cilindro menor é carregado o sulfato de alumínio. Ao ser virado o extintor, as duas misturas vão se encontrar, acontecendo a reação química. O manejo é bastante simples: 
 
 

 


1. O operador aproxima-se do fogo com o extintor na posição normal
2. Vira o extintor.
3. Dirige o jato para a base do fogo.

Quando o agente estabilizador não é colocado, a espuma formada pela reação rapidamente se dissolve, perdendo o seu efeito de abafamento. Nesses casos é utilizado apenas em incêndios classe A e é denominado "Carga Líquida".

No comercio são vendidos extintores de 10 litros ou carretas de 50, 75, 100 e 150 litros. Embora simples o extintor de espuma necessita de uma serie de cuidados para que, quando houver necessidade, ele possa ser usado eficazmente:

É um extintor relativamente barato e dá uma boa cobertura, evitando que, num fogo já dominado, recomece a ignição, ou seja, que voltem as chamas.

b) Extintor de água

O agente extintor é a água. Há dois tipos comerciais:

É um cilindro com água sob pressão (Figura 1). O gás que dá a pressão, que impulsiona a água, geralmente é gás carbônico ou nitrogênio. Existem alguns a ar. O manuseio é simples. O operador deve se aproximar até uma distância conveniente, retirar o pino de segurança, e dirigir o jato de água para a base do fogo. Há uma ampola de gás e, uma vez retirado o pino de segurança, o gás é liberado e pressiona a água. A ampola pode ser interna (Figura 2), ou externa ao cilindro que contem a água.

Sua manutenção é mais simples que a do anterior, porém, devem ser tomados os seguintes cuidados:

São fornecidos extintores portáteis ou em carretas.
 
 
 
 
                Fig.1 - Água pressurizada                                     Fig.2 - Água a pressurizar.
 

c) Extintor de gás carbônico (CO2)

O gás é encerrado num tubo com uma pressão de 6l atmosferas. Ao ser acionado o gatilho, o gás passa por uma válvula num forte jato.

Como há possibilidade de vazamentos, este extintor deverá ser pesado a cada 3(três) meses e, toda a vez que houver perda de mais de 10% (dez por cento) no peso, deverá ser descarregado e recarregado novamente.

Como não deixa resíduos, e o ideal para equipamentos delicados. São fornecidos extintores portáteis, desde 1 kg, até carretas de 45 kg ou mais.

 

Fig. CO2 - Extintor de Gás Carbônico

d) Extintor de Pó Químico Seco

Utiliza bicarbonato de sódio não-higroscopico (que não absorve umidade) e um agente propulsor que fornece a pressão e que pode ser gás carbônico ou nitrogênio. É fornecido para uso manual ou carreta e pode ser sob pressão permanente ou injetada.

Estes extintores são mais eficientes que os de gás carbônico.

e) Outros tipos

Há outros tipos de extintores de pó químico seco que podem ser utilizados com eficiência nos incendias classe A. São chamados extintores de Pó tipo ABC (ver quadro 1 - item 4.1) ou Monex.

A instalação de extintores deve obedecer à seguinte tabela:

 
Área coberta por 
Unidade extintores
Risco de fogo
Distância máxima a ser percorrida
500 m²
Pequeno
20 m
250 m²
Médio
10 m
150 m²
Grande
10 m
 

Observação: Independentemente da área ocupada, deverão existir pelo menos dois extintores para cada pavimento.

A unidade extintora é calculada pela tabela:
 
Substâncias
 
Capacidade dos extintores
Número de extintores que constituem unidade extintora
Espuma
Água
10 litros
1
Gás carbônico
    (CO2)
 
6 quilos
4 quilos
2 quilos
1 quilo
1
2
3
4
Pó químico
4 quilos
2 quilos
1 quilo
1
2
3

 

A disposição e sinalização dos extintores deve ser a das figuras 3 e 4.

 

 

Observação

2 - Hidrantes

 
As empresas que possuem sistemas de hidrantes-instalações de água com reservatórios apropriados normalmente tem direito a descontos na tarifa de seguro incêndio. Para tanto, devem estar enquadrados nas especificações do I.R.B (Instituto de Resseguros do Brasil) e posteriores recomendações da SUSEP.

Devem ser distribuídos de forma a proteger toda a área da empresa por dois jatos simultâneos, dentro de um raio de 40 metros (30 m. das mangueiras e 10 m. do jato).

Além da tubulação (1 1/2" ou 2 1/2"), dos registros das mangueiras (30 m ou 15 m.) , deve-se escolher requintes que possibilitem a utilização da água em jato pleno ou sob a forma de neblina (requinte tipo universal).

As mangueiras devem permanecer desconectadas, conexo tipo engate rápido, enroladas convenientemente, e sofrer manutenção constante.

Deve ser proibida a utilização das instalações indevidamente

 

3 - Chuveiros automáticos ("sprinklers")

 

O sistema de extinção de incêndios por chuveiros automáticos consiste na distribuição de encanamentos cujos diâmetros diminuem à proporção que se afastam do equipamento central.

Os bicos, sensíveis ao calor, à fumaça, ou a gases resultantes de um principio de combustão: são distribuídos pelas instalações industriais.

Automaticamente se abrem, permitindo a passagem do agente extintor, que pode ser água, gás carbônico ou halogenados.

Embora de alta eficiência, é um sistema com custo de instalação elevado.

Há unidades extintoras individuais, compreendendo o cilindro com o agente extintor e o bico de abertura automática.

 

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