Ao elaborar uma planificação que possibilite um eficaz combate a incêndios, três pontos básicos devem ser observados, com a criação de grupos responsáveis pelo combate às chamas, pelo abandono de local e pelo atendimento de primeiros socorros.
1 - Brigadas de incêndio
Seus integrantes tem como função prioritária eliminar princípios de incêndio, bem como verificar condições inseguras, com risco de incêndio ou explosão. Deve haver esquematizado um sistema de controle que proporcione rápida comunicação e correspondente tomada de providências.
O grupo deverá ser constituído de elementos dos diversos setores, particularmente da área de manutenção e de supervisão. Não se recomenda a participação de vigias ou porteiros nesses grupos, embora o treinamento siga os mesmos princípios.
Esse treinamento engloba:
Portanto, é imprescindível que se estabeleça um programa de abandono das instalações, com elementos convenientemente escolhidos que supervisionarão os treinamentos periódicos.
Desse modo, nos casos de emergência que requeiram saída imediata e ordeira do ambiente de trabalho, o alarme será encarado normalmente, desenvolvendo-se o abandono do local segundo as normas pré-estabelecidas.
Os exercícios podem ser realizados trimestralmente, inicialmente com data e hora determinadas, em um segundo instante somente com data e posteriormente sem nenhuma determinação pré-fixada.
De maneira geral, o plano compreende:
OBJETIVO = retirada do pessoal com rapidez e segurança;
CATEGORIAS
Tempo Total = Td + Ta + Tp + Tev
Onde: Td = tempo de detecção
Ta = tempo de alarme
Tp = tempo de preparação
Tev = Tempo de evacuação
Pode-se notar que quanto mais desenvolvidos os sistemas de detecção e alarme e quanto melhor o preparo e treinamento dos funcionários, os resultados serão mais satisfatórios.
O tempo de evacuação pode ser calculado a partir da seguinte formula:
Tev = ___P__ + _Ch
Le x Ce V
Onde P = n.º de pessoas no edifício
Le = largura de saias e escadas (metros)
V = velocidade de circulação
Ch = comprimento horizontal das passagens
Ce = coeficiente de circulação
A legislação do município de São Paulo, em especial o decreto n.º 10.878 de 07 de fevereiro de 1974, apresenta uma série de determinações que devem ser atendidas pelas edificações para garantir um mínimo de segurança aos usuários.
3 - Grupo de primeiros socorros
O pronto atendimento de acidentados em casos de incêndio ou explosão pode significar a própria vida do elemento atingido.
Todo setor da fabrica deverá possuir caixa de primeiros socorros com material adequado, e pessoal convenientemente treinado.
4 - Procedimentos de caráter geral
Nenhum sistema de prevenção de incêndio será eficaz se não houver o elemento humano para opera-lo.
Este elemento humano, para poder combater eficazmente um incêndio, deverá estar perfeitamente treinado. É um erro pensar que, sem treinamento, alguém, por mais hábil que seja, por mais coragem que tenha, por maior valor que possua, seja capaz de atuar de maneira eficiente quando do aparecimento do fogo.
Não existem regras definitivas e que resolvem tudo. Mas, existem as regras básicas para o treinamento.
Uma vez que o pessoal esteja plenamente adestrado, será conveniente, vez por outra, fazer exercícios mais reais, isto é, provocando-se e extinguindo-se focos de incêndio, a fim de que, no caso de um sinistro a brigada saiba agir automaticamente.
Após esta etapa, alguns alarmes falsos completam o treinamento.
É também, interessante transmitir aos funcionários alguns conhecimentos de primeiros socorros.
Deve-se sempre recordar que os primeiros cinco minutos, no combate ao incêndio, são os mais importantes e deles pode depender todo o êxito ou fracasso da missão.