Como já foi visto, o fogo e um tipo de queima, de combustão,
de oxidação. É um fenômeno químico, uma
reação química que provoca alterações
profundas na substância que se queima. Um pedaço de papel
ou madeira que se inflama transforma-se em substancia muito diferente.
O mesmo acontece com óleo, gasolina ou com um gás que pega
fogo.
A palavra oxidação significa também queima. A oxidação pode ser lenta como no caso da ferrugem. Trata-se de uma queima muito lenta, sem chamas. Na combustão de um papel, já há chamas. É uma oxidação mais rápida. Na explosão da dinamite, a queima, a oxidação é instantânea e violenta. Chama-se oxidação porque é o oxigênio que entra na transformação, ajudando a queima das substancias.
O tipo de queima que nos interessa é o que apresenta chamas.
Consideremos o triângulo do fogo:
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Pode-se, ainda, eliminar ou afastar o comburente (o oxigênio) do lugar da queima, por abafamento, por introdução de outro gás que não é comburente.
O triângu1o do fogo é como um tripé. Eliminando-se uma das pernas, acaba a sustentação. Isto é, o fogo se extingue.
De tudo isso se concluí que, impedindo a ligação dos pontos do triângulo, ou seja, dos elementos essenciais, indispensáveis para o fogo, este não surgirá ou deixará de existir se já tiver começado.
Quando num poço de petróleo que está em chamas se provoca lesão para combate ao incêndio, o que se deseja e afastar, momentaneamente, o oxigênio, o comburente, um dos elementos do triângulo de fogo, para que o incêndio acabe, se extinga.
Quando num lugar onde existe material combustível e oxigênio
se lê um aviso em que se proíbe fumar, o que se pretende é
evitar que se forme o triângulo do fogo, isto é,
combustível, comburente e calor. O calor, neste caso, é
a brasa do cigarro. Sem este calor, o combustível e o comburente
não poderão transformar-se em fogo.
4.1 - Classes de incêndio
Os incêndios, em seu inicio, são muito mais fáceis de controlar e de extinguir. Quanto mais rápido o ataque às chamas, maiores serão as possibilidades de reduzi-las, de elimina-las. É a principal preocupação no ataque consiste em desfazer, em romper o triângulo do fogo. Mas, que tipo de ataque se faz ao fogo em seu inicio? Qual a solução que deve ser tentada? Como os incendias são de diversos tipos, as soluções serão diferentes e os equipamentos de combate também serão de tipos diversos.
É preciso conhecer, identificar bem o incêndio que se vai combater, para escolher o equipamento correto. Um erro na escolha de um extintor pode tornar inútil o esforço de combater as chamas ou pode piorar a situação aumentando as chamas, espalhando-as ou criando novas causas de fogo (curtos-circuitos).
Os incendios são divididos em quatro (4) classes:
Classe B - São considerados inflamáveis os produtos que queimam somente em sua superfície, não deixando resíduos, como óleos, graxas, vernizes, tintas, gasolina etc.
4.2 - Agentes extintores
Basicamente a extinção de um incêndio é feita por ação de resfriamento, abafamento ou união das duas ações.
Ação de resfriamento: pela diminuição da temperatura do material incendiado a níveis inferiores ao ponto de fulgor ou de combustão desse combustível. Nesse instante, não haver; a emissão de vapores necessários ao prosseguimento do fogo.
Ação de abafamento: resultante da retirada do oxigênio; pela aplicação de um agente extintor que deslocará o ar da superfície do material em combustão.
Dependendo do tipo ou da forma como certos agentes extintores são empregados, outros efeitos podem aparecer, como a diluição de um líquido combustível em água e interferência na reação química.
A retirada do material combustível (o que está queimando ou que esteja próximo) evita a propagação do incêndio sem criar a necessidade de um agente extintor.
4.2.1 Tipos de agentes extintores (1)
A extinção só pode ocorrer quando o agente extintor atinge o ponto onde existe a combustão. O método convencional de extinção e aplicar, na base do fogo, jato pleno, mediante linhas de mangueiras, ou com extintores do tipo de carga de água.
Outra maneira convencional, e freqüentemente mais eficaz, é aplicar a água em forma de neblina. Isto se faz através de esguichos especiais, pulverizadores e dispositivos similares.
Além disto, em certos casos específicos , a água pode ser aplicada em forma de vapor.
Em certas situações, é necessário aplicar água de tal forma que se consiga o máximo efeito resfriador. Isto significa que a água aplicada, absorvendo o calor da combustão, deve ser aquecida a 100º C, convertendo-se em vapor (eventualmente superaquecido).
Tal resultado pode ser obtido mais rapidamente se a água for aplicada em forma de neblina em vez de Jato pleno.
Os fatores seguintes afetam a ação resfriadora da neblina:
Durante a aplicação da neblina, deve-se levar em conta a deflecção causada por correntes térmicas e outros movimentos do ar. O resfriamento e a geração de vapor (sinal de absorção do calor) são mais eficazes quando ocorrem no ponto de combustão.
O abafamento, evidentemente, e favorecido quando o vapor que e gerado fica encerrado na zona de combustão. O vapor tem pouco efeito resfriador sobre os combustíveis comuns, não sendo, portanto, fator importante na completa extinção de tais incêndios.
O processo de absorção do calor pelo vapor termina quando começa a condensação, o que significa que o vapor libera o calor. Esta condição se torna evidente pela formação de nuvens (visíveis) de vapor de água.
A condensação que ocorre acima da zona de combustão não tem efeito resfriador algum sobre o material incendiado.
O vapor pode ser utilizado com vantagens no combate a incêndio em equipamentos que contém líquidos inflamáveis ou combustíveis e que trabalham com altas temperaturas.
A aplicação da água fria, neste caso, poderia danificar os equipamentos.
A aguda pode ser também usada como agente abafador, particularmente no combate a incêndios em líquidos mais pesados (por exemplo, bissulfureto de carbono) ,ou insolúveis. A água deve ser aplicada levemente na superfície do liquido. A fim obter-se o efeito abafador.
Se o combustível, quando aquecido, libera oxigênio, o abafamento não extingue o fogo.
Por exemplo, num incêndio que envolva um derrame de álcool etílico ou metílico, a técnica de diluição pode ser usada com êxito quando e possível obter uma mistura adequada dos dois líquidos.
Em tanques, comumente não se pratica o método de diluição, por três motivos:
b) Limitações da água e da neblina
A água, agente extintor universal, tem limitações em certos tipos de incêndios. As características que limitam o seu uso como agente extintor incluem: tensão superficial, reatividade com certos materiais, condutividade elétrica, viscosidade, baixa opacidade e reflexão. Além disto, a água pode ser ineficaz nos incêndios em líquidos inflamáveis de baixo ponto de fulgor.
Algumas destas limitações podem ser eliminadas ou reduzidas com a adição de substancias que alteram as características físicas da água.
Recomenda-se, em primeiro lugar, desligar a corrente elétrica do equipamento incendiado, antes de aplicar água. Deve ser levado em conta, porém, que em certas linhas de alta voltagem pode ficar um potencial perigoso durante algum tempo após o desligamento. Caso existam condensadores elétricos no circuito, ou haja um cabo que por qualquer motivo tenha capacitância, a corrente demora algum tempo em dissipar-se. Se dois ou mais cabos de alta tensão estão instalados numa torre, ou em duas torres paralelas, pode gerar-se, após o desligamento de um cabo, uma corrente induzida no cabo desenergizado, caso este tenha capacitância. Também o cabo desenergizado pode ser acidentalmente energizado por contato com outra linha durante o combate a incêndio.
Em certas circunstâncias, a corrente não pode ser cortada, porque isto pararia equipamentos necessários para o combate a incêndio (por exemplo, bombas etc.). Em tal caso, somente agentes extintores não condutores devem ser usados (agentes químicos secos, pó ou gás carbônico)
Os testes indicaram que, provavelmente por causa da falta de opacidade, a água tem pouca capacidade de prevenir a passagem do calor de radiação.
c) Limitações do vapor
O vapor extingue incêndios através da exclusão do ar ou redução do conteúdo do oxigênio do ar atmosférico, de maneira similar ao gás carbônico ou outros gases inertes.
Embora muitos incêndios tenham sido extintos com vapor, seu uso foi freqüentemente ineficaz por falta de conhecimento das suas limitações. Exceto para aplicações especiais, o vapor não e dai para frente utilizado modernamente como agente extintor.
Para uso do vapor no combate a incêndio é preciso se dispor de grandes e constantes volumes. É difícil extinguir incêndios em combustíveis cuja combustão forme brasa, por ser baixo o seu efeito resfriador. Em alguns tipos de incêndios, como por exemplo em nitrato de amônia e materiais oxidantes similares, o vapor e completamente ineficaz.
Deve também ser levado em conta o risco de queimadura; a nuvem visível do vapor condensado, normalmente conhecida como "Vapor", não oferece proteção.
Recomenda-se limitar o uso de Jatos de vapor principalmente a pequenos espaços encerrados, deve ser aplicado durante muito tempo, a fim de garantir a completa extinção,
d) Neblina de água em incêndios de líquidos inflamáveis e líquidos combustíveis
O óleo combustível pesado, óleo lubrificante e outros produtos de petróleo, de alto ponto de fulgor, não produzem vapores em volume razoável, antes de serem aquecidos.
Entretanto ,uma vez incendiados, o calor do fogo causa vaporização suficiente para que a combustão continue. Caso seja aplicada neblina na superfície do líquido incendiado, o resfriamento reduzirá a taxa de vaporização de maneira suficiente a se extinguir o incêndio.
A água tem a sua capacidade extintora limita da em líquidos inflamáveis de baixo ponto de fulgor, tais como os que estão incluídos na classe A-B-C, da norma ABNT-P-NB- 98-1961. Qualquer volume de água atingindo a superfície dum liquido de baixo ponto de fulgor, incendiado, não ferverá, mas provavelmente descerá ao fundo.
Caso o liquido esteja num tanque, a água poderá causar trasbordamento. Em caso de incêndio em líquido derramado, a água provavelmente espalhará as chamas. Portanto, em incêndios deste tipo a espuma é o agente mais indicado.
e) Resumo dos usos de água
O uso de água em incêndios de produtos de petróleo pode ser resumido da seguinte maneira:
Água como agente resfriador
É útil como agente de prevenção e extinção de incêndio em situações as mais variadas, envolvendo produtos inflamáveis. Ela satisfaz todas as exigências referentes a um fluido de densidade muito baixa e alta capacidade de absorver calor.
a) Espuma mecânica (de ar)
A espuma mecânica (de ar) é formada por meios puramente mecânicos, sendo gerada por turbulência física que incorpora ar numa solução de água, contendo uma pequena proporção de extrato. Dependendo desta mistura, a espuma de ar pode ser de maior ou menor consistência. O grau de mistura pode produzir uma consistente de pequenas bolhas homogêneas, com baixa taxa de decomposição, ou, então, pode gerar um aglomerado heterogêneo com bolhas que se desfazem mais rapidamente, dando uma taxa alta de decomposição. A temperatura dos líquidos geradores de espuma, e de água, não afeta as características de espuma gerada.
b) Espuma química
A espuma química é produzida mediante uma reação química que gera bolhas de gás carbônico em solução de água, contendo um composto emulsionador.
A concentração química e a capacidade de expansão variam. Em temperaturas baixas, a espuma química é gerada lentamente e tem sua expansão reduzida. Em temperaturas muito altas, a espuma se forma rapidamente, com grande expansão, porém, sofre rápida desintegração.
c) Tipos especiais de espuma
Em adição aos dois tipos de espuma mencionadas, existem líquidos especiais para a geração de espumas mecânicas, a fim de atenderem a riscos específicos.
Uma vez que os líquidos geradores de espuma têm diferenças químicas básicas, o concentrado de um tipo deve ser misturado com o concentrado de outro tipo. A mistura de tipos pode produzir precipitação dos componentes ativas, entupindo a equipamento e tornando a mistura inoperante. Quando a precipitação não ocorrer imediatamente, pode haver uma redução considerável das propriedades espumígenas da mistura e suas características de extinção podem ser destruídas completamente.
d) Uso de espuma em geral
Todas as espumas são basicamente uma mistura estabilizada de água e O2 ou ar, em forma de uma massa de baixa densidade, refletora de calor, a qual é capaz de fluir e nivelar-se automaticamente, em superfícies horizontais de líquidos ou sólidos, e de aderir a superfícies verticais. São úteis sempre que se precise do efeito resfriador da água e quando sejam necessárias características para criar uma cobertura capaz de vedar os vapores.
As espumas que tem as características físicas e químicas apropriadas, para a risco contra a qual devem proteger, são capazes de extinguir a incêndio progressivamente quando aplicadas à taxa exigida. Uma capa de espuma, cobrindo a superfície do líquido, é capaz de prevenir a desprendimento de vapores durante varias horas porém, quando o seu conteúdo de água é drenada, torna-se mais vulnerável à decomposição mecânica. A capa pode ser retirada após um período conveniente de tempo e, freqüentemente, não afeta o produto com o qual entra em contato.
A espuma pode ser também usada para proteger estruturas e equipamentos contra a radiação térmica. Devido à sua opacidade quando aplicada à superfícies sólidas, a espuma reflete calor sendo que a lenta evaporação do seu conteúdo de água exerce efeito resfriador.
A espuma serve ainda para reduzir ou interromper a geração de gases tóxicos de líquidos e sólidos. Pode ser também usada para encher cavidades ou espaços encerrados, onde se podem acumular gases tóxicos ou vapores inflamáveis.
e) Uso em derivados de petróleo
O uso mais importante da espuma é no combate a incêndios nos derivados do petróleo do tipo da gasolina, com altas pressões de vapor e baixo ponto de fulgor. A espuma é o único agente extintor permanente usado para incêndios deste tipo e sua aplicação suave às superfícies inflamadas permite se extinguirem as chamas progressivamente, consolidando seu progresso até a extinção completa.
A espuma pode ser também usada para cobrir áreas expostas com inflamáveis e prevenir, assim, o desprendimento de vapores que poderiam incendiar-se. Os riscos de derrames são rapidamente controlados, mediante a aplicação da espuma.
Grandes áreas expostas com gasolina inflamada, como, por exemplo, no caso de desastres de aviação, na decolagem ou no pouso, exigem a aplicação de grandes volumes de espuma, afim de extinguir o incêndio ou, ainda, possibilitar os trabalhos de salvamento. A espuma é também usada, ocasionalmente, nas pistas dos aeroportos, para reduzir o risco de centelhas geradas por atrito, quando uma aeronave necessita pousar com as partes metálicas inferiores da fuselagem.
f) Limitações da espuma
A espuma não é considerada agente adequado para incêndios que envolvam gases liqüefeitos de petróleo (GPL) , como por exemplo, butano, propano, butadieno, etc,.
Senso comum deve ser usado quando se aplica espuma em recipientes contendo produtos quentes, cuja temperatura esta acima do ponto de ebulição da água, seja por circunstâncias normais, ou devido à exposição ao fogo.
Pode ser desaconselhavel o uso de espuma em tanques contendo óleos de alta viscosidade, tais como o "Bunker Oil" (óleo combustível para navios), os quais tenham permanecido em combustão durante um período prolongado. Em tais circunstancias, a água da espuma pode agitar violentamente o óleo e causar seu transbordamento.
A espuma é condutora de eletricidade; portanto; Jatos plenos deste agente extintor não devem ser usados contra incêndios em equipamentos elétricos energizados.
g) Espuma de alta expansão
Outro procedimento de produção de espuma, utiliza a chamada espuma de "alta expansão" ou "espuma leve" ("HI-EX"). A sigla "HI-EX" é formada pelas letras iniciais das palavras inglesas "High-Expansion" (em português "alta expansão").
O produto difere essencialmente daquele cita da anteriormente, devida a uma expansão mais ampla da mistura, forma da par um agente espumante e a água.
Enquanto que são necessários 160 1itros de solução (água + líquido gerador) para produzir 1m3 de espuma comum, o mesmo resultado atualmente é obtido com 1 litro de solução com novo agente (água + 15 cc do líquido gerador).
A "HI-EX", ou espuma de alta expansão, é simplesmente constituída por uma emulsão ou espuma de sabão", composta de bolhas de ar envoltas por um detergente e água.
Nos geradores, cuja potência depende da força motriz empregada, o agente espumante é aspirado do mesmo modo nos equipamentos comuns de espuma; a mistura atravessa uma tela e a seguir é lançada por meio de um ventilador, que se liga a um tubo de tecido leve (nylon), cujo diâmetro pode ultrapassar 1 metro.
Os geradores são unidades portáteis, podendo ser transportados a qualquer ponto de aplicação. Nas fabricas, conforme os riscos , podem ser instaladas em posições fixas
Este tipo de espuma é especialmente adequada para combater incêndios no interior de prédios ou navios, para sufocar incêndios em subsolos, almoxarifados ou locais de difícil acesso.
O problema do surgimento de água pode ser resolvido por meio deste procedimento, devido a pequena quantidade que é necessária para produzir a espuma; deve ser também destacada a fato, multo importante, de que os estragos causados pela água são reduzidos ao mínimo.
Tendo em vista o aumento dos riscos de incêndios, devido ao uso crescente de novos combustíveis nas industrias não há duvida de que este tipo de espuma constitui um meio de extinção de grande eficácia, sendo de destacar que não apresenta nenhum risco à saúde, não ataca metais, não é caustica, nem corrosiva.
Devido ao fato de que é possível produzir este tipo de espuma rapidamente, e em grande quantidade, o enchimento de grandes espaços nos edifícios ou navios é obtido facilmente e em pouco tempo, podendo-se atingir todas os locais, a menos que haja paredes divisórias sem aberturas de comunicação entre os riscos.
Tendo em vista a aplicação da espuma em grandes volumes, é lógico perguntar-se o que poderá ocorrer ao material estocado no interior de um prédio ou navio.
Imaginemos que uma casa comum, ou um local com um espaço de 500 m³, sejam cheios de espuma; a quantidade de água empregada é de 500 litros. Esta quantidade está, porém, espalhada em todo o espaço, inclusive no mobiliário ou na carga.
Pode-se, então, supor que a dispersão da água é tal que os resultados ficam dentro dos limites aceitáveis e não será necessário leva-los em consideração.
Se enchermos completamente com a espuma um local com 2.500 m3 e a fecharmos, não ficarão muitos vestígios da espuma depois de algum tempo, pois estes desaparecerão após 24 horas. A espuma será absorvida e os 2.500 litros de água necessários para a produção serão, em grande parte, absorvidos ou evaporados.
A espuma de alta expansão é adequada para os incêndios das classes A e B e sobretudo nos recintos de difícil acesso e em subsolos. É muito eficaz como meio de extinção auxiliar, tornando-se muito útil para os corpos de bombeiros oficiais e industriais, principalmente nos casos em que a fumaça e os gases nocivos tornam difícil o ataque ao fogo, quando há escassez de água, quando se querem evitar os estragos causados pela água ou ainda, nos casos em que o CO2 ou os outros meios de extinção não são eficazes.
No caso de grandes áreas incendiadas por líquidos inflamáveis, após ter sido aplicado o pó, a espuma evitará a reignição. Sendo compatível com o pó, oferece uma proteção eficaz contra a radiação do calor, isolando, abafando, resfriando e extinguindo o fogo completamente.
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O gás carbônico tem sido usado, desde há muitos
anos, para a extinção de incêndios em líquidos
inflamáveis e em equipamento elétrica energizado. As propriedades
que tornam o gás carbônico conveniente para uso em certos
incêndios, e as que limitam seu uso em outras ocasiões, são
discutidas neste capitulo.
O gás carbônico tem varias propriedades que recomendam sua aplicação na extinção de incêndios. Não é combustível e não reage com a maioria das substâncias. Tem sua própria pressão para a descarga do extintor ou do cilindro de armazenamento. Sendo gás, pode penetrar e espalhar-se em todas as partes da área incendiada. No estado gasosa conduz eletricidade e pode ser, portanto, usado em equipamentos elétricos energizados. |
c) Limitações do gás carbônico
O gás carbônico como agente extintor tem relativamente poucas limitações, as quais podem ser resumidas no seguinte: toxicidade, superfícies quentes e brasa, materiais contendo oxigênio e metais pirofóricos.
A concentração de aproximadamente 9 % é o máximo que a maioria das pessoas pode respirar, sem desmaiar em poucos minutos. A concentração de mais ou menos 20 % pode ser fatal, a menos que a vítima seja imediatamente transferida para ambiente ventilado.
A respiração artificial, em geral, dá resultado satisfatório, graças à natural tendência do gás carbônico em estimular a respiração.
Em geral, o risco não é grande, porque uma pessoa não desmaia aspirando concentrações fortes, apenas durante o tempo necessário para se retirar da área. Porém, o risco pode ser mais grave em caso de recintos maiores e quando o gás carbônico entra em áreas como poços, valas, etc.
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O termo agente químico seco refere-se aos pós extintores com base em bicarbonato, os quais são usados, em primeiro lugar, para extinguir incêndios das Classes B e C. "Agente químico seco universal", refere-se a pós extintores com base em fosfato de amônia, os quais tem sido considerados eficazes para uso em incêndios das Classes A B e C. Os termos agente químico seco e agente químico seco universal não devem ser confundidos com "pó seco", termo usado para identificar agentes pulverizados, elaborados primariamente para uso em incêndios de metais pirofóricos. |
Ao ser aplicado diretamente na área do incêndio, o agente químico seco faz com que as chamas se apaguem completamente, no momento. Não são conhecidos definitivamente o mecanismo exato e o principio químico da ação extintora. Abafamento, resfriamento e isolamento contra a radiação contribuem para a eficácia extintora do agente, porém estudos recentes parecem indicar que uma reação desagregadora em cadeia, na chama, pode ser a causa principal da extinção.
b) Uso
O agente químico seco tem sido apreciado pela sua eficácia na extinção de incêndio em liquido inflamáveis. Recomenda-se também para uso em incêndios que envolvam alguns tipos de equipamento elétrico, tendo ainda certa aplicação, limitada, na extinção superficial de incêndios de combustíveis comuns.
O agente químico seco universal pode ser usado em incêndios de materiais combustíveis comuns, em líquidos inflamáveis e em incêndios que envolvam equipamentos elétricos.
c) Limitações dos agentes químicos secos
O agente químico seco não produz atmosfera inerte permanente acima da superfície dos líquidos inflamáveis. Portanto, não extingue o incêndio permanentemente, caso existam no local fontes de reignição, como, por exemplo, superfícies metálicas quentes.
Não deve ser usado em locais onde estão situados relês e contatos elétricos delicados, como, por exemplo, em centrais telefonias, porque neste tipo de instalações as propriedades isolantes do agente poderiam tornar inoperante o equipamento.
O tetracloreto de Carbono foi o primeiro agente extintor deste grupo a ser usado.
Entretanto, por serem seus gases venenosos, o seu emprego torna-se cada vez mais restrito. Pelo mesmo motivo, o uso de Brometo de Metila ficou também reduzido.
O Clorobromometano foi introduzido como agente extintor na aviação e marinha alemã durante a ultima guerra. É muito menos tóxico que os dois agentes acima. Estudos posteriores, nos E.U A., comprovaram que o Bromo é o comandante mais ativo da molécula halogenada.
a) Aplicação
Os agentes extintores halogenados são mais convenientes nas situações em que um incêndio pode ser controlado com o mínimo de danos e que o peso do agente e do equipamento extintor é de importância crítica. Por exemplo, o Bromotrífluorometano é utilizado nos sistemas de extinção de incêndios das aeronaves comerciais. Este agente, que é um gás liqüefeito, tem dispersão imediata na área do incêndio, porém os jatos dos aparelhos extintores não alcançam grande distancia.
O Clorobromometano é um "líquido vaporizante" o qual pode ser aplicado em forma de jato e que alcança distancias maiores do que o agente anterior. Sua dispersão na área do fogo porém, é mais lenta e menos ampla.
b) Toxicidade
Uma vez que os agentes halogenados reagem com os fragmentos de moléculas do combustível , criam em certos casos com postos que são mais perigosos que o próprio agente. Por exemplo, o Tetracloreto de Carbono, em si muito toxico, gera, quando aplicado, o Fosgênio. Para se avaliar completamente o risco de toxicidade, deve ser considerada a eficiência relativa dos agentes halogenados individuais. Por exemplo, quanto mais eficiente o agente, menor será a quantidade a ser aplicada e mais rápida a extinção.
c) Fatores de corrosão
Alguns destes agentes apresentam o problema da corrosão. O Brometo de Metila corroí com severidade o alumínio e suas ligas. Por outro lado, este agente tem um efeito corrosivo insignificante no aço inoxidável, mesmo que haja alta porcentagem de umidade. Entretanto, o Brometo de Metila, com a umidade, gera o ácido Hidrobromico, o qual em sua decomposição pode-se tornar altamente agressivo a certos metais.
O Clorobromometano seco (contendo máximo água 0,02 %) praticamente não ataca o aço, bronze e chumbo, porém de extrema importância controlar o conteúdo da umidade, porque, presença desta, o agente corroí o ferro. Como a maioria dos outros agentes contendo cloro e bronze, este agente corrói o alumínio, magnésio e zinco. O tetracloreto de carbono também é corrosivo especialmente na presença de umidade, ocasião em que gera o ácido clorídrico, atacando principalmente o ferro e outros metais.
Os agentes contendo flúor são mais estáveis. Entretanto, atacam de certo modo o bronze, especialmente na presença de umidade; o alumínio é afetado menos do que o aço. O método de operação dos extintores carregados com agentes halogenados é similar ao manuseio dos extintores carregados com água.
A aplicação destes agentes extintores atualmente é limitada a finalidades especificas, como nos aviões. Não tem aplicação geral dos outros agentes já discutidos.
TABELA 1 - Agentes extintores por classe de incêndio.
| Agentes Extintores |
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| Classes de incêndios | |||||
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Papel Tecidos
Madeira Fibras |
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Óleo
Gasolina Graxa Tinta G.L.P |
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Equipamentos elétricos energizados |
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Magnésio
Zircônio Titânio |
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