PREDISPOSIÇÃO
A ACIDENTES
É conhecido o fato de que certos operários sofrem muito
mais acidentes que outros, seja porque trabalham em locais que oferecem
maiores riscos, seja porque são elementos descritos como "predispostos
a acidentes".
Como o termo predisposição para fim de estudo das causas
de acidentes é perigoso, confuso e pode nos induzir a concluir que
na prática a maioria dos trabalhadores sofrem pouco acidentes, enquanto
uma pequena minoria é: responsável por um grande número
deles.
Environ Hirschfeld e R. C. Behon, especialistas em segurança
do trabalho, estudaram uma série de 500 casos de acidentes e lesões
onde incluíram somente pacientes que foram entrevistados por psiquiatras
por um tempo que variou de 2 a 20 horas. Entre os aspectos interessantes
observados ressaltam os seguintes:
-
Na ocasião do acidente, muitos operários especializados e
experientes fizeram repentinamente coisas que não faria um novato;
-
Freqüentemente várias regras de segurança foram infringidas
simultaneamente;
-
Enquanto o esforço de autodestruição se processava,
alguns operários mandavam embora do local colegas que ali estavam
para protege-los;
-
Um sentido de previsão dos fatos foi observado - freqüentemente
as vítimas relataram que "haviam dito" ao supervisor ou as suas
esposas que uma tragédia estava por ocorrer.
Estes fatos quando repetidos por muitas vítimas de acidentes, parecem
ter algum significado. Deste estudo concluíram que um processo psicológico
estava em evolução há algum tempo antes que o acidente
tivesse lugar.
Segundo Selling, essa chamada "predisposição a acidentes"
na realidade não existe, mas ela encobre as suas causas que são
os fatores pessoais, e que em ordem decrescente de importância são:
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Deficiências físicas (principalmente órgãos
do sentido)
-
Deficiências psico-fisicas
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Deficiências mentais e nervosas
-
Preocupações com outros problemas.
-
Insatisfação com o trabalho da empresa
-
Atitude contrária à segurança.
Como podemos notar, a complexidade deste problema faz com que ele seja
transferido da segurança para a medicina, depois para a psicologia
e finalmente considerações sociológicas.