O pensamento de
Julius Evola no Brasil.
por César Ranquetat jr.
Procuraremos
demonstrar neste artigo, a presença do pensamento de Julius Evola em terras
brasileiras. Para este fim, mencionaremos artigos, livros, revistas e sites
onde é feita algum tipo de referência ao pensador italiano. Em um segundo
momento exporemos de forma sucinta a visão que alguns grupos “alternativos” têm
sobre a figura e a obra de J. Evola.
Um rápido
panorama da vida intelectual no Brasil atual.
Não muito
diferente do que ocorre em outros países latino-americanos, se constata
atualmente no Brasil uma hegemonia intelectual da esquerda progressista. Grande
parte das universidades (nas áreas das Ciências Sociais, História, Filosofia,
Letras), dos centros de pesquisa, revistas, jornais, redes de televisão e rádio
e casas editoriais estão sob o controle direto de “intelectuais” vinculados as
diversos correntes do pensamento esquerdista. São poucas as vozes que se
erguem, neste país, contra o monopólio cultural progressista. Para piorar ainda
mais a situação o país é governo por um partido de esquerda o PT (Partido dos
Trabalhadores). Não há no país um partido político de “direita” com expressão
nacional e uma única revista cultural que defenda princípios intelectuais que
se oponham ao discurso esquerdista gramsciano. Diante deste quadro, correntes
de pensamento e intelectuais anti-progressistas, não têm vez e são praticamente
desconhecidos. Os estudantes universitários (que mais parece um universo de
otários) no campo das chamadas Humanidades, conhecem Bourdieu, Foucault,
Derrida, Gramci, Marx, Habermas et
caterva, mas pergunte a eles e aos seus mestres quem foi Eric Voegelin,
Carl Schimitt, Joseph de Maistre, Marcel de Corte, Oswald Spengler,Ernst Jünger,
René Guénon, Fritjof Schuon e outros. Se estes pensadores “conservadores” são
praticamente desconhecidos nas universidades brasileiras o que dizer de Julius
Evola, que foi o mais radical crítico da modernidade, do progressismo e do
racionalismo ilustrado.
A presença de
J. Evola em livros, revistas, jornais e na Internet.
Até o presente
momento um único livro de Evola foi editado no Brasil, se trata de - O mistério
do Graal - que foi publicado pela editora pensamento em 1986. Esta mesma
editora publicou dois livros de René Guénon - A grande tríade - e - Os símbolos
da ciência sagrada e de Fritjof Schuon - O esoterismo como princípio e como
caminho - A editora em questão é especializada em publicações de livros de esoterismo,
ocultismo e religião. Cabe aqui ressaltar que - O Mistério do Graal - já havia sido
editado em língua portuguesa pelo editorial vega de Portugal em 1978. Esta
mesma editora portuguesa publicou em 1993 - A Metafísica do Sexo -. Outros dois
livros de Evola foram editados em Portugal - Revolta contra o mundo moderno -
em 1989, pela editora Dom Quixote, em uma coleção intitulada
Tradição-Biblioteca de Esoterismo e Estudos Tradicionais e - A Tradição
hermética - pelas edições 70, em 1979. A edição portuguesa de - Revolta contra
o mundo moderno - é seguida por uma breve nota sobre a vida de Julius Evola e a
obra deste autor em Portugal, realizada por Rafael Gomes Filipe que afirma “Uma
obra de Antônio Marques Bessa, Ensaio sobre o fim da nossa idade (Edições do
Templo, 1978) acusa uma certa assimilação do pensamento evoliano, sendo
inclusivamente este autor citado em epígrafe. Também Antônio Quadros se tem
referido com freqüência a trabalhos de Julius Evola, nomeadamente em Portugal -
Razão e Mistério - e em - Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista - volume
2º[...].”
No ano de 2000
a editora portuguesa Hugin publicou uma pequena biografia de Evola, escrita
pelo francês Jean - Paul Lippi que é o autor de um estudo intitulado-Julius Evola, métaphysicien et penseur
politique- . Faço esta rápida exposição a respeito dos livros de Evola em
Portugal, pois muitos brasileiros tiveram contato com este autor através das
traduções portuguesas.
É bastante
provável que a primeira referência a Julius Evola em um livro no Brasil tenha
sido feita por Fernando Guedes Galvão que foi o tradutor e introdutor de René
Guénon neste País e manteve com Guénon longa correspondência. Guedes Galvão
traduziu em 1948 pela editora Martins Fontes - A crise do mundo moderno -. A
edição traduzida por Guedes Galvão
possui um interessante apêndice onde é feita uma exposição sintética das
principais obras de René Guénon. Em um determinado momento, o tradutor do
metafísico francês trata sobre a campanha de silêncio em torno da obra de
Guénon e declara citando Evola: “J. Evola exprime-se assim, - Guénon é
combatido em França por todos os meios e modos; tentam até fazer desaparecer os
seus livros de circulação.”
Não há dúvida
que René Guénon é mais conhecido do que Julius Evola em terras brasileiras. A
razão está ligada ao fato da consideração aparentemente mais positiva que o metafísico
francês tinha para com o catolicismo.
O IRGET (Instituto
René Guénon de Estudos Tradicionais) fundado em 1984, na cidade de São Paulo, pelo
jornalista Luiz Pontual se dedica ao estudo e ensino da obra de René Guénon,
conforme declara a Homepage[1]
deste instituto. É interessante notar que Luiz Pontual é também um admirador da
obra evoliana, reconhecendo sua radical oposição ao mundo moderno. Porém no
site do IRGET, Pontual afirma: “Partidários de Evola, por outro lado, nos
censuram por não nivelá-lo ou colocá-lo acima de Guénon. A estes, remetemos ao
próprio Evola, que registrou em seus livros, mais de uma vez, o orgulho em ser
um Kshatrya (poder temporal) e o reconhecimento em Guénon de um Brâmane (autoridade
espiritual). Isto nos dispensa de maiores explicações.” O jornalista Luiz
Pontual demonstra não conhecer a obra de Evola em profundidade, pois o pensador
italiano assevera que em tempos primordiais, na Idade de Ouro, não havia uma
separação entre a autoridade espiritual e o poder temporal. A figura da realeza
sagrada, do rei-sacerdote, do pontifex,
do imperador divino nas civilizações tradicionais, atesta a presença de uma
autoridade superior à casta sacerdotal e a casta guerreira.
O jornalista e
filósofo Olavo de Carvalho, em sua home-page menciona o livro de Evola - A
Tradição Hermética - como um dos grandes livros que formarão sua visão de mundo. Olavo de Carvalho é um
intelectual que vem escrevendo diversos artigos em jornais e revistas, onde
expressa sua revolta diante da hegemonia intelectual esquerdista. Seu
pensamento tem certa influência em alguns grupos conservadores brasileiros. O
livro - Jardim das Aflições - escrito por O. de Carvalho em 2000, faz uma
interessante referência J. Evola, que aqui apresentamos: “Não deixa de ser interessante
que a disputa de prioridade espiritual entre as castas sacerdotal e real se
reproduza, na escala discreta que convém ao caso, entre os dois maiores
escritores esotéricos do século XX: René Guénon e Julius Evola.” O. de Carvalho
é um estudioso de Guénon e de outros autores tradicionalistas.” Neste livro
trata, entre outras diversas questões, sobre a relação entre a autoridade
espiritual e o poder temporal.
A editora
revisão, dedicada à publicação de livros revisionistas simpáticos ao nazismo,
publicou no ano de 1996 um curioso livro intitulado - O elo secreto - por Hélio
Oliveira. O livro em questão procura demonstrar quais são as forças ocultas que
conduzem a História. A tese central do autor é que por detrás de tudo está a
ação do judaísmo e da maçonaria. Visão reducionista é claro, incapaz de
perceber que o próprio judaísmo e a maçonaria moderna são instrumentos de
forças superiores. Mas o que nos
interessa é a citação que Hélio Oliveira faz de Evola, ao tratar sobre - Os
protocolos dos Sábios de Sião -, afirma o autor: “Alguns escritores judeus se
manifestaram acerca da fidedignidade do livro. Para Julius Evola, - Nenhum
livro do mundo foi objeto de tamanho boicote, como Os Protocolos dos Sábios de
Sião. Pode-se dizer sem esforço, que ainda que sejam falsos e seus autores
agentes provocadores, neles se refletem idéias típicas da lei e do espírito de
Israel.” A citação de Evola é autêntica, porém Hélio Oliveira afirma que o
autor italiano é judeu... o que não é verdadeiro.
É preciso
destacar aqui o livro do historiador norte-americano Nicolas Clarke - O Sol
Negro - publicado pela editora madras no ano de 2004.O livro deste historiador, trata das relações entre
o nazismo e o ocultismo, bem como da influência de determinados pensadores
“malditos” na formação de alguns grupos neo-nazistas e neo-fascistas. O autor
dedica um capítulo inteiro a Julius Evola. Neste capítulo, Clarke procura
sintetizar os aspectos principais do pensamento evoliano. Além de Evola, há
outros capítulos dedicados, a Savitri Devi, Miguel Serrano e Francis Parker
Yockey. A sintetiza feita por Clarke é razoável, entretanto o autor insiste em
ressaltar o caráter pagão e anti-cristão de J. Evola. O livro teve algum
sucesso entre alguns grupos neo-pagãos brasileiros.
A antropóloga Denise
Maldi, já falecida, escreveu um artigo para a Revista de Antropologia em 1997,
neste artigo cita Evola em dois momentos. O artigo se intitula - De
confederados a bárbaros: a representação da territorialidade e da fronteira
indígenas nos séculos XVIII e XIX – é aborda a questão da territorialidade e da
fronteira enquanto categorias culturais. Ao tratar o conceito de nacionalidade
se remete a Evola citando uma passagem de Revolta do Mundo Moderno que aqui
transcrevemos diretamente de seu artigo: “A idade média conheceu
nacionalidades, não nacionalismos. A nacionalidade é um dado natural, que
circunscreve um certo número de qualidades elementares comuns, de qualidades
que mantém tanto na diferenciação quanto na participação hierárquica, a que
eles não se opõem de maneira alguma.” No final do artigo a antropóloga se
refere novamente a Evola: “ Nesse sentido, o projeto de construção do Estado(a
autora trata sobre o Estado - nação moderno) implicou também numa antinomia com
relação à diversidade, em moldes completamente distintos do projeto
colonizador, em que a naturalidade cedeu lugar à nacionalidade e o ethnos cedeu lugar ao demos, conforme apontou Julius
Evola(1989). Isso significa a superação da diversidade no interior da ideologia
do Estado e a homgeneização das diferenças étnicas em favor da unidade jurídica
e da cidadania.” A antropóloga quer mostrar que o Estado nacional moderno é uma
construção artificial, anti-natural , e que o nacionalismo é um produto da
modernidade apoiando-se na distinção que Evola traça na - Revolta contra o
mundo moderno - entre o princípio das nacionalidades, de origem medieval, e o
nacionalismo moderno.
Em 14 de maio de 1995, o Jornal
Folha de São Paulo, um dos maiores jornais do país, publicou um artigo do
escritor italiano Umberto Eco. O artigo recebia o título de - A nebulosa
fascista -. O famoso escritor italiano procurou elaborar um conjunto de traços,
características daquilo que ele chamou de “protofascismos ou Fascismo Eterno”. Entre os traços elencados por Eco está o
culto á tradição, o tradicionalismo. Acerca disso declara: “Basta dar uma
olhada aos patronos de qualquer movimento fascista para encontrar os grandes
pensadores tradicionalistas. A gnose nazista nutria-se de elementos
tradicionalistas, sincréticos e ocultos. A fonte teórica mais importante da
nova direita italiana, Julius Evola, fundiu o Santo Graal e os Protocolos dos
Sábios de Sião, alquimia e Sacro Império Romano-Germânico.” É evidente a
oposição de Eco ao pensamento de Evola. O escritor italiano não conhece as
críticas de Julius Evola ao Fascismo[2]
em livros como - O fascismo visto desde a direita e - Notas sobre o terceiro
reich. Nestes dois livros, J. Evola demonstra os aspectos anti-tradicionais do
fascismo italiano e do nacional-socialismo alemão, como o culto ao chefe, o
populismo, o nacionalismo, o racismo biológico etc. Em relação à Nova Direita
italiana, esta se nutre de apenas alguns aspectos da obra de Evola. Em todo o
caso o artigo de Eco, muito lido pela intelligentsia
brasileira, serve apenas para denegrir a imagem de Evola e deformar seu
pensamento.
Mais
recentemente, em 26 de dezembro de 2003, o historiador da UFRJ (Universidade
Federal do Rio de Janeiro), Francisco Carlos Teixeira da Silva, muito conhecido
no meio acadêmico, publicou um pequeno artigo no Jornal do Brasil, um dos mais
importantes do país, com o nome - Estadista ou pastor de almas -. O artigo em
questão tem a finalidade de manchar a figura de do Papa Pio XII. O historiador
argumenta que Pio XII silenciou-se diante do holocausto e era no fundo um
filo-nazista. No final do artigo declara: “Do ponto de vista puramente
teológico e filosófico, os fascismos (alemão ou italiano, pouco importa) são
absolutamente incompatíveis com o cristianismo. A base racial e o culto da
violência chocam-se inevitavelmente com a solidariedade cristã, fato
constantemente lembrado por ideólogos do fascismo, como Julius Evola ou Alfred
Rosemberg, que consideravam o cristianismo uma religião montada por mendigos,
prostitutas e escravos.” Julius Evola, jamais foi ideólogo do fascismo, em nenhum
momento fez parte do partido fascista e mais, escreveu diversos textos onde se
opõe claramente a alguns aspectos do fascismo. Em 1930, Evola criou a Revista
La Torre, de nítida orientação tradicionalista. A revista teve apenas cinco
meses de vida e foi interditada por ordem de alguns elementos do governo
fascista que não concordavam com as críticas da Revista La Torre ao fascismo.
Em segundo lugar, Evola jamais se referiu ao cristianismo da forma como quer
ver o historiador Francisco Teixeira. Se é verdade que Alfred Rosemberg, em seu
- Mito do Século XX -, opunha-se radicallmente a tradição católica-cristã
associando esta ao universalismo e ao judaísmo, e defendendo uma nova religião
do sangue e da raça, Evola não pensava desta forma. O barão J. Evola,
estabelecia uma distinção entre o mero cristianismo das origens, que conformava
uma espiritualidade lunar, sacerdotal e o catolicismo. Neste reconhecia alguns
aspectos positivos e superiores. De acordo com J. Evola a tradição católica
romana teria sofrido o influxo da tradição céltica, nórdica-germânica, romana e
grega.
A visão dos
tradicionalistas católicos brasileiros, dos “perenialistas” e a influência de Evola
em círculos ocultistas e neo-pagãos.
Evola é pouco
conhecido nos meios tradicionalistas católicos no Brasil, que se agrupam em
organizações como a associação cultural monfort, dirigida pelo professor
Orlando Fidelli, a TFP (Tradição, Família e Propriedade), criado por Plínio
Corrêa de Oliveira, a fraternidade São Pio X e o grupo permanência no Rio de
Janeiro que é dirigido por Dom Lourenço Fleichman. Em uma conversa pessoal que
mantive com o príncipe Dom Bertrand de Orléans e Bragança, herdeiro da família imperial
brasileira, ligado a TFP, e dirigente do grupo pró-monarquia que defende o
retorno do sistema monárquico no Brasil, afirmou: “O problema de Evola e que
ele é ocultista, esoterista.” Esta é também a opinião de Orlando Fedelli, da
associação monfort, que vai ainda mais longe afirmando ser o pensador italiano
um gnóstico. A realidade é que os membros destas organizações não conhecem o
pensamento evoliano, jamais leram um livro ou artigo de Evola. Por sua vez,
todo aquele pensador que destacar a relevância de outras tradições metafísicas,
é logo tachado por estes grupos como gnóstico, o que revele o sectarismo e o
exclusivismo dessas organizações, incapazes de compreender a “unidade
transcendente das religiões”.
Em relação aos “perenialistas”
brasileiros, estudiosos e seguidores da “philosophia
perennis”,que Evola denominou de Tradicionalismo Integral. Formada por
pensadores como Guénon, Schuon, Ananda Coomarawamy, Martin Lings, Titus Burckhardt
expressam uma maior simpatia por Evola. Para o professor de Filosofia Murilo
Cardoso de Castro, que é um pesquisador e difusor da escola “perenialista” no
Brasil por meio de uma excelente site na Internet[3],
Julius Evola pode ser definido como um autor “perenialista”. Murilo Castro
considera o pensador italiano, um estudioso da “Tradição primordial” um
“buscador da verdade”. Em seu site disponibiliza diversos texto de Evola em
italiano, espanhol, francês e inglês, indicando também outros sites que tratam
sobre Julius Evola. Entretanto, o principal difusor e pesquisador dos autores
perenialistas no Brasil, o jornalista e mestre em História da Religião, Mateus
Soares de Azevedo com dissertação sobre Frijof Schuon, e autor de alguns livros
sobre o tema e tradutor de algumas obras de Schuon, bem como de um livro de
Martins Lings e outro de Rama Coomaraswamy, não faz qualquer referência a
Evola. O referido jornalista jamais fez menção a Evola em seus escritos, o que
é bastane estranho. Considera Guénon o “pai” da escola “perenialista”mas revela
sua simpatia maior por Schuon , considerando este superior ao metafísico
francês.
É em
determinados grupos ocultistas, neo-pagãos e seguidores do hitlerismo mágico de
Miguel Serrano que a figura e a obra de Evola têm despertado um maior
interesse. A tradução da obra de Nicolas Clarke - o Sol Negro - teve um grande
impacto entre tais grupos, que assim tomaram contato com pensamento de Evola.
Por outro lado, alguns seguidores de Miguel Serrano no sul do Brasil,
demonstram um certo interesse por Evola, devido as várias referências que este escritor chileno faz ao
pensador italiano. Por meio da obra de Serrano, de Clarke, estes grupos
identificam Julius Evola como um ocultista, um defensor do paganismo e um
inimigo do cristianismo. Esta visão distorcida do pensamento evoliano, não tem
colaborado para uma maior difusão de Evola no Brasil. Os artigos de Evola - L’equivoco del “nuovo paganesimo”(1936) Hitler e le società secrete(1971)- bem como o livro -
Máscara y Rostro del espiritualismo contemporâneo, publicado no ano de 2003
pelas ediciones Heracles, demonstram o aspecto contra-tradicional dos grupos
ocultistas, neo-pagãos e espiritualistas que pululam na sociedade moderna. Se
estes textos fossem lidos e estudos por tais grupos a imagem de um Evola
ocultista e pagão seria desfeita. A verdade é que poucos “neo-pagãos” conhecem
as principais obras de Evola.
A guisa de
conclusão podemos afirmar que o pensamento de Evola é pouquíssimo conhecido no
Brasil. A única obra publicada no Brasil, deste pensador, - O Mistério do Graal
- encontra-se fora de circulação. A intelligentsia
brasileira desconhece a obra de Evola. O contato com pensamento de Evola é
feito pelo esforço individual de alguns poucos que percebem no mestre italiano
e em sua monumental obra um conjunto de orientações fundamentais para que um
tipo humano diferenciado – o homem tradicional – possa manter-se em pé diante
das ruínas desta civilização decadente.
Cesar Ranquetat
Jr
20/09/2006
Notas:
(1)http://www.reneguenon.net/oinstitutoindex.html
(2) Ver -Más allá del fascismo, ediciones heracles -, 2º edição, 2006, com
introdução do Professor Marcos Ghio do Centro de Estudos Evolianos da
Argentina.