* Julho-Agosto de 1998 * I - 2 * Direitos Humanos

" DIREITOS DO PACIENTE TERMINAL

Tenho o direito de ser tratado como pessoa humana at� que eu morra.

Tenho o direito de ter esperan�a, n�o importa que mudan�as possam acontecer.

Tenho o direito de ser cuidado por pessoas que mant�m o sentido da esperan�a, mesmo que ocorram mudan�as.

Tenho o direito de expressar � minha maneira, sentimentos e emo��es diante da minha morte.

Tenho o direito de participar das decis�es referentes a meus cuidados e tratamentos.

Tenho o direito de receber cuidados m�dicos e de enfermagem mesmo que os objetivos "de cura" muidem para objetivos "de conforto".

Tenho o direito de n�o morrer sozinho.

Tenho o direito de ser aliviado na dor e no desconforto.

Tenho o direito de que minhas quest�es sejam respondidas honestamente.

Tenho o direito de n�o ser enganado.

Tenho o direito, ao aceitar a minha morte, de receber ajuda de meus familiares e que estes tamb�m sejam ajudados.

Tenho o direito de morrer em paz e dignidade.

Tenho o direito de conservar minha individualidade e n�o ser julgado por minhas decis�es que possam ser contr�rias �s cren�as dos demais.

Tenho o direito de discutir e aprofundar minha religi�o e/ou experi�ncias religiosas, seja qual for seu significado para os demais.

Tenho o direito de esperar que o meu corpo humano seja respeitado.

Tenho o direito de ser cuidado por pessoas sens�veis, humanas e competentes que procurar�o compreender e responder �s minhas necessidades e me ajudem a enfrentar a morte e garantir minha privacidade.

Texto resultado de um semin�rio sobre Paciente Terminal, como ajud�-lo, em Lansing, Michigan, EUA - (p.210) - in:- Padre Leocir Pessini - Bio�tica

Eutan�sia e Am�rica Latina - Quest�es �tico-teol�gicas

Sendo a eutan�sia uma postura de morte, de vida abreviada, cortada, na Am�rica Latina nos defrontamos com a morte individual, sim, uma vez que somos todos mortais, mas tamb�m com a morte coletiva de milh�es que s�o condenados a simplesmente sobreviver muito mal (...) S�o os eutanasiados socialmente. (p.130)
� a partir desta compreens�o da eutan�sia como abrevia��o da vida frente a uma situa��o insustent�vel de sofrimento que nos perguntamos sobre qual o sentido �tico da eutan�sia num contexto de Terceiro Mundo, especialmente Am�rica Latina e Brasil, onde nos deparamos n�o apenas com a morte de alguns no contexto m�dico-hospitalar, mas de milhoes de seres humanos condenados � morte antes do tempo a nivel de sociedade. (p.160)

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