Está é uma história que não pretende mais que ser Shipper. se você não é Shipper não leia, pois perderá seu tempo. Se você é Shipper divirta-se. Mesmo sendo Hiper Mega shipper, não tive a preocupação de esconder situações que facilmente aconteceria no dia seguinte do nosso casal preferido.

 

Acordei num daqueles instantes em que não se sabe se é noite ou se é dia, não tinha a menor idéia se tinha dormido por duas horas ou por dois dias, meu corpo estava cansado demais e tudo que eu queria era ver a luz do dia, que não entrava pela janela fechado com uma grossa cortina, tentei me virar na cama, mas meu corpo foi impedido por um outro corpo que estava ao meu lado. Minha respiração parou, meu coração disparou e eu não conseguia acreditar no que via. Era Mulder que ao meu lado dormia, tão candidamente. As primeira imagens da noite anterior começaram a voltar a minha mente.

Acordei está manhã mas estava muito exausto para se quer me mover, tudo que eu fiz foi abrir os olhos e virar para o lado guiado por um perfume, não totalmente desconhecido que me invadia o nariz. Era ela estendida a poucos centímetros de mim. A certa altura seu corpo nu esbarrou no meu e eu me contive para que ela não percebesse que eu já estava acordado. Apenas comecei a fazer um exercício, para achar as melhores palavras para dizer quando tivéssemos que nos olhar cara a cara

Não, eu não esperava que minha mãe saísse de dentro do armário e me repreendesse pelo que acabara de fazer, nem que Bill Júnior estivesse sentada ao nosso lado da cama me dizendo a importância de me manter integra para um futuro e improvável marido. Que droga, eu já tinha mais de trinta anos, um bom emprego que me tornara financeiramente independente e porque me sentia tão culpada em relação ao meu parceiro.

Sexo por telefone, as vezes pode ser muito solitário mas pelo menos agente tem o controle de toda situação e qualquer escorregão e só desligar. Agora aqui, com ela do meu lado não sei exatamente o que fazer o que dizer como agir. Tenho medo de abrir meus olhos e ver que foi tudo um sonho, mas ao mesmo tempo, seria um alívio pois não teria que encara-la pela manhã totalmente atônito, como uma criança olha para uma mãe depois de ter feito alguma pirraça.

Saber seus hábitos, suas preferencias, como ele gosta de tocar e ser tocado. Isso parece desafiador e ao mesmo tempo me causa um constrangimento tão grande que não tenho a menor idéia de como irei encará-lo depois dessa noite. Onde talvez, mais do que nunca, tenhamos sido um só.

Passei anos buscando uma verdade, que para ela sempre foi improvável e nada plausível, fazendo disso a minha única razão de viver e nunca tive tempo de pensar que haviam outras verdades, ao meu lado, que também precisavam ser exploradas e agora que encontrei, não sei o que faço com ela. Fico pensando se talvez quando encontrar a outra verdade que tanto me desafia, minha reação não vai ser a mesma, de completa perplexidade

Sua mão escorregou sobre o meu ventre, duvidei por um instante se ele estava dormindo. Acaricie levemente os cabelos que insistiam em cair sobre seu rosto e ele parecia, ainda mais bonito. As vezes me passava pela cabeça se ele tinha consciência de tanta beleza e de que reações ele provocava nas mulheres. Não pude evitar que o nome de Diana me viesse a cabeça, pensei que ela também já o tinha tocado e já tinha estado ao seu lado, com agora, eu me encontrava.

O telefone tocou, e não haviam mais desculpas para que nos mantivéssemos ali parados em completo transe perdidos em nosso corações e corpos, temendo cada instante que se seguiria diante da nossa nova realidade.

O diretor Skinner estava do outro lado da linha, ele parecia impaciente e perguntou porque eu tinha atendido o telefone de Mulder e onde estávamos. Naquele instante tive vontade de me esconder debaixo do lençol, nem tinha percebido, que aquele era o celular de Mulder, pensei rápido e disse que estávamos no apartamento dele e que eu tinha atendido porque ele estava tomando banho. Skinner, aparentemente acreditou em minhas palavras afinal, não tinha motivos para duvidar. Em mais de cinco anos juntos, nunca tínhamos dado nenhum evidência de que nosso relacionamento pudesse evoluir para o que tinha acabado de evoluir.

Desliguei novamente o telefone e encontrei Mulder de olhos abertos olhando atentamente para o teto do meu apartamento, como se estivesse em busca de algo que não o fizesse encarar o que tinha nos acontecido. Meu coração temeu que aquilo pudesse ser o final de tudo, de toda a nossa amizade, de todo nosso amor.

Sua reação não foi de indiferença, mas muito mais fria do que eu esperava. Dizem que nós mulheres fantasiamos tudo e por isso muitas costumam se decepcionar com as respostas de seus parceiros e aquela hora era exatamente como me sentia, como se o que eu tivesse feito não fosse suficiente para ele e como agora ele tivesse me punindo por isso.

Eu olhei para o rosto dela que parecia me pedir alguma coisa que eu não conseguia entender. Certas vezes, me sentia estúpido por ser tão bom analisando os pensamentos das mais diversas espécies de criminosos malucos e não saber nada, das pessoas que estavam ao meu redor. Achava até que talvez, fosse porque minha mente se aproximava da deles. Talvez eu fosse, só mais um louco com uma mascara de sanidade que os outros não tinham e com uma insígnia do FBI que me dava autoridade para os examinar Queria poder dizer a ela como tinha sido bom estar nos seus braços, mas tudo que consegui fazer foi passar docemente a mão sobre seu rosto.

Ele saltou da cama rapidamente como se o nome do nosso assistente diretor Skinner o tivesse lembrado de que eu não era mais importante que nosso trabalho, do que os Arquivos X. Me doeu ver que ele estava agindo como se nada tivesse acontecido ele então, virou-se rapidamente para mim perguntando se eu me incomodava que ele tomasse banho primeiro eu apenas balancei a cabeça negativamente.

Tive medo que as lágrimas me saltassem aos olhos revelando toda minha dor, mas achei melhor me controlar. Em tantas outras circunstâncias tinha me sentido em segundo plano, principalmente quando eu notava que ele estava envolvido com outra pessoa mais que o habitual . Agora, no entanto, era diferente ele tinha sido meu por aquela noite e não parecia justo que eu me sentisse outra vez excluída.

Quando eu sai do banho notei que Scully estava sentada envolta num roupão, ela parecia meio aérea e parecia não querer falar muito. Eu disse que esperaria por ela para que fossemos juntos para o FBI, mas ela preferiu que eu fosse logo, na frente, disse que demoraria e que eu não gostaria da espera. Quando ela passou ao meu lado pude sentir novamente aquele perfume que tinha me feito perder a cabeça, na noite anterior. Senti vontade de dete-la novamente, mas não consegui. Achei que ela não queria falar sobre a noite passada e que pelo menos por enquanto o melhor a fazermos, era o jogo do silêncio.

 

 

Skinner pediu que eu entrasse e me de um envelope lacrado. Antes que eu conseguisse fazer qualquer pergunta ele adiantou que aquilo podia ser muito importante para mim e para os arquivos X e que tinha sido deixado anonimamente sob sua porta. Antes que eu saísse da sala eu ainda tive que inventar uma desculpa já que Scully, ao telefone, tinha dito que estávamos juntos em minha casa e até agora ela não tinha chegado ali.

Quando sai do escritório de Skinner ela vinha entrando na ante-sala. Confesso que foi estranho vê-la novamente, dentro daquele terno, com os cabelo muito bem penteados, bem diferente de quando acordamos.

Ele estava parado a minha frente não consegui encara-lo por muito tempo e fiz menção que iria entrar na sala, mas ele me deteve colocou o envelope na minha frente.

O meu maior medo, era que eu tivesse agindo como uma colegial, que não tem nenhuma experiência. De fato eu não podia dizer tinha tido muitas. Sempre fui tão reservada que acabei afastando muitos homens que tentaram se aproximar de mim, mas eu não tinha mais vinte anos e não podia deixar que a simples música de sua voz, o simples cheiro de seu corpo ou até mesmo o simples toque de suas mãos me levassem para longe da realidade do meu trabalho.

Quando entramos no carro, senti vontade de começar de novo a conversa que tínhamos deixado inacabada, naquela manhã, mas o fato dela não olhar nos meus olhos enquanto conversávamos, fazia- me crer que tudo tinha sido um erro e que ela se arrependerá de tudo que vivemos. Me sentia em parte fracassado, por não ter talvez correspondido ao que ela esperava de mim, mas ao mesmo tempo curioso pelo fato dela ter deixado que chegássemos ao ponto que chegou.

Scully se calou diante deste último argumento de Mulder por um instante durante a conversa dos dois ela conseguiu olhar em seus olhos, e novamente implorou para que ele admitisse o que sentia, porque ela achava que o sentimento que nutria por ele era mútuo e não entendia porque ele se esforçava tanto para esconder.

Quando finalmente chegaram a sede dos Pistoleiros encontraram uma cena, no mínimo curiosa. Fhrolike, Byers e Lngley estavam cada um carregando um extintor de incêndio apagando as chamas de algo, completamente irreconhecível que ardia no chão. Os três amigos custaram a notar a presença de Mulder e Scully.

Ao sair do carro Mulder olhou para Scully e pela primeira vez eles sorriram um para o outro depois da noite anterior. O sorriso, foi mais do que um sorriso pelo inusitado da cena, foi quase com uma cumplicidade, como se ambos estivesse de alguma forma tentando se comunicar, sem precisar usar das palavras, que naquele momento parecia tão difícil. Esse pelo menos foi o pensamento de Scully, que sentiu essa sensação como uma forma de consolar seu coração que estava definitivamente fragmentado em pequenos blocos de dúvidas.

Mulder e Scully somente viraram para Byers que ainda tossia depois de ter engolido a fumaça e olharam com uma expressão de curiosidade .

Mulder e Scully não tinham muito tempo para continuar a conversa e foram com os três rapazes até o interior do prédio, queriam que pelo tipo de papel do envelope ou que por algum detalhe imperceptível ao olho nú, eles identificassem a origem do envelope. Quem quer que tivesse mandado sabia muito mais do que tinha revelado e mesmo achando que as possibilidades eram pequenas, era a única chance que tinham.

Depois de passar por alguns leitores óticos e toda uma parafernália Fholike falou todas as características do papel. A única coisa de mais evidente que podiam dizer era que o mesmo se tratava de um papel especial, usado por alguns setores do governo e de uso exclusivo destes orgãos. Fhrolike verificou no computador e disse em poucos segundo todos os orgãos que estavam incluídos na lista de exclusividade do fabricante.

Enquanto os quatro homens conversavam ao redor do computador. Scully apenas os observava. Somente quando Mulder lembrando de algo começou a tatear todos os bolsos do paletó é que ela desviou a atenção para ele. Tenho um sim, disse ele tirando um papel do bolso de cima do paletó e tirando o conteúdo de dentro, guardando novamente no bolso e entregando o envelope vazio para Byers.

Você está com sorte Mulder! – disse Byers entregando novamente o envelope para Mulder após fazer os mesmos testes.

Os três homens e Scully estavam ansiosos para que Mulder respondesse mas ele somente consentiu afirmativamente, sem nada dizer a não ser chamar Scully para saírem

Mulder saiu na frente seguida de Scully que apressou o passo para alcança-lo na saída e nem mesmo chegou a se despedir dos pistoleiros.

 

 

 

Ao alcançar Mulder Scully perguntou quem tinha enviado o papel para ele, ela tinha uma estranho pressentimento de que já sabia da resposta para sua pergunta, mas queria confirmar suas expectativas:

Mulder sabia que Scully ficaria furiosa por ele está se comunicando com a antiga parceira . Sabia que ela não gostava de Diana e até então não entendia o porque, mas agora que os dois tinha ido para cama juntos, aquela podia ser uma das causas de tanto desafeto, talvez desde o início o que Scully sentisse fosse ciúmes do relacionamento passado. Por um segundo sentiu-se até um pouco confortável com a situação já que era ele o objeto do desejo e estava até preparado para uma reação mais exaltada de Scully. Embora todo silêncio até então, talvez ela usasse isso para que pudesse conversar sobre os dois sobre a noite anterior.

Ao contrário do que Mulder esperava Scully ficou em silêncio e entrou no carro sem dizer nenhuma palavra.

O nome de Diana foi como se uma espada furasse meu coração. Em menos de 24 horas, já era a segunda vez que ele cruzava meu caminho e sua face vinha a minha mente. No início, antes mesmo de saber do relacionamento com Mulder, já nutria uma antipatia gratuita por ela, agora isso se misturava a um sentimento que todos negam que tem, mas que na hora H surge do nosso âmago a galopes e nos arrebata, o ciúme. O pior de tudo era ela e Mulder simplesmente não terem falado sobre o assunto, o que a deixava ainda mais insegura.

Se ele pelo menos tivesse reafirmado o amor que nutria e que na noite passada entre um beijo e outro declarara tão convicto e apaixonado. Será que tudo que tinha dito ou feito foi só pela fugacidade do prazer. Será que mesmo sendo um homem integro e honesto em seus ideais Mulder era só mais um cafajeste nas suas relações pessoais do tipo que diz palavras ao vento, para conseguir suas conquistas. Como odiava saber tão pouco sobre o íntimo daquele a quem tinha se entregado tão inteiramente, aquele que amava.

O melhor a fazer era fingir que aquilo não a perturbava e que estava segura o suficiente, inclusive para agüentar uma decepção amorosa caso ela acontecesse. Se Mulder fosse um Dom Ruam sexualmente falando, ela não deixaria que ele percebesse o quanto a magoava.

 

 

O carro estacionou em frente ao prédio de Diana Fowley e o fato de Mulder fazer o percurso com destreza e rapidez ainda deixou Scully mais intrigada de com quanta freqüência ele já tinha estado lá. Apesar de todo mistério de seu passado depois que saiu dos Arquivos X Mulder não conseguia enxergar naquela mulher um áurea de falsidade que só Scully via, apesar de todo ceticismo que possuía nessas coisas.

Quando Mulder bateu na porta Scully ficou encostada na parede, de uma forma que Diana só viu Mulder pelo olho mágico. Quando a porta se abriu Diana abraçou Mulder fortemente, como se a visita dele não fosse nenhuma surpresa para ela, somente quando viu que Scully estava llhe olhando seriamente é que desatracou de Mulder e pediu que os dois entrassem.

Não podia esconder que toda aquela situação ao mesmo tempo que me embaraçava, causava também uma certa excitação. Não que emocionalmente estivesse ligado a Fowley, não era esse o caso. O fato é que nunca tinha estado em um ambiente com duas mulher, que eu como vou dizer, conhecia profundamente.

Mulder procurou a primeira cadeira que achou e fiquei pensando se era aquela a cadeira preferida dele naquele lugar. Será que foi ali que os dois ficaram juntos pela primeira vez. Como ele podia se sentir tão a vontade naquele ambiente?! O que será que ela tinha escrito no bilhete que o tinha enviado?! todas aquelas dúvidas me martirizaram e eu estava aflita demais para me sentar. Por sorte, ele foi direto ao assunto que nos levara lá.

Mulder ainda olhou para Scully como se tentasse dizer que não a pressiona-se pois certamente não tiraria nada dela agindo daquela forma, mas parecia em vão tentar obter de Scully um olhar de atenção, tão comum em outros tempos.

Diana finalmente pareceu rendida e resolveu abrir a boca. Ela no entanto falava diretamente para Mulder, como se Scully não estivesse ali dentro.

Scully notava que a cada pergunta de Mulder Diana ficava mais e mais nervosa para responder, mas o que realmente não lhe saia da cabeça eram as palavras que ele tinha acabado de pronunciar. Bela dupla, o que ele queria dizer com isso ?!

Mulder parecia inconformado com a situação, mas não protestou muito e acabou saindo acompanhado de Scully.

 

Fwoley esperou que os dois saíssem e respirou profundamente. Tinha pedido que Mulder fosse lá e quando o viu pelo olho mágico acho que ele tinha ido fazer uma surpresa e aparecido antes do tempo marcado no bilhete tremeu. Ela iria dar um jeito de se livrar dele antes que ele entrasse. A presença de Scully, ao contrário do que a mesma pudesse pensar, foi na verdade um alívio pois desta forma indicava que ele não tinha ido lá por causa do bilhete provocativo que ela o enviara, só não podia imaginar que era uma coisa que a deixaria em uma situação de maior risco.

O homem saiu de dentro do banheiro e com toda força jogou Diana no chão com um tapa.

Ele começou a vestir a roupa rapidamente e percebeu que Diana estava indo para o outro lado da cama e abrindo uma gaveta. Ele avançou rapidamente em direção a ela e fechou a gaveta puxando-a, pelos cabelos e jogando a na cama.

 

Já lá embaixo, Mulder encostou no carro de costas para Scully, estava pensativo e com raiva de si mesmo por não conseguir tirar de Fowley tudo que queria. Será que tinha realmente tanta condescendência com ela, como Scully insistia em falar?!. Não, não podia ser. Sentia um respeito e uma amizade muito grande por ela afinal, ela o tinha ensinado muito, profissionalmente falando, mas porque estaria escondendo uma verdade dele.

Mulder pareceu arrependido por ter perdido o controle. não era o fato de Scully ter pressionado sobre Diana. Aquilo era somente uma desculpa. O que ele realmente estava sentindo era medo, medo que tudo que tinha acontecido com eles até então tivesse sido um ledo engano.

Desde que acordaram não paravam de brigar, a cada olhar para ela, não parava de pensar o quanto tinham se amado. Até mesmo ela que era sempre tão centrada em seus pensamentos parecia tão dispersa aquela manhã agindo como uma imatura em certas ocasiões. Sempre evitou que seus sentimentos fosse maiores que seus ideais mas agora, os dois não conseguiam lidar com o que sentiam.

Os dois já estavam na metade do caminho para o FBI quando Mulder deu um cavalo de pau na pista,

- O que está fazendo

Mulder acabara de virar novamente na rua do prédio de Diana quando percebeu um carro com duas figuras conhecidas dentro. Era Diana e o estranho Fumante , no interior do carro. Mulder começou a seguir o carro com os dois mantendo uma certa distância. Isso, no entanto, começou a ficar mais difícil, a medida que o carro saia da cidade.

Scully pensou pela primeira vez naquele dia, que Mulder podia estar certo, e Diana realmente estaria sendo pressionada por alguém, mas ainda tinha sérias dúvidas sobre o caráter dela. No entanto permanecia atentamente com os olhos no carro que perseguiam, novamente sem trocar uma palavra ou olhar com Mulder.

O carro foi se aproximando de uma pequena estrada de terra que dava para uma espécie de armazém abandonado. Mulder esperou que o Canceroso saísse do carro e levasse Diana puxada pelo braço para o interior do prédio. Depois de alguns segundos estacionou o seu carro, ao lado do outro carro e pediu que Scully seguisse pela parte de trás.

O lugar era muito escuro e ele não enxergava quase nada lá dentro, então começou a ouvir atravez do eco quando Diana e o Canceroso começaram a discutir:

As palavras de Diana ainda ecoavam nos ouvidos de Mulder deixando completamente sem atitude diante de tudo aquilo. Scully sempre tivera razão a respeito dela, ela não passava de uma grande e bem relacionada prostituta. Não podia no entanto deixar que o Canceroso acabasse com a única prova que tinha de que realmente havia uma conspiração envolvendo pessoas dentro do governo.

Diana aproveitou a distração do Canceroso e voou em cima dele , tomando-lhe a arma e dando um tiro, no seu peito que lhe derrubou no chão, depois saiu correndo tomando a direção de uma escada no final do primeiro andar do galpão. Mulder ajoelhou perto do corpo do Canceroso e notou que o pulso ainda existia, mas temeu que Diana armada pegasse Scully desprevenida e se afastou do local indo na mesma direção que ela tomara.

Scully tinha ido pelo outro lado da fábrica, mas a única entrada que existia lá para o interior do lugar ficava na parte de cima e por isso ela tinha percorrido uma grande distância para chegar aonde se encontrava naquele instante e nem mesmo sabia onde estavadireito. Finalmente ouviu passos.

Scully também apontou a arma para Diana e as duas estavam se mirando, quando Mulder finalmente chegou.

Percebendo que não teria mais com convencer Mulder Diana apertou o gatilho e um tiro foi ouvido.

Scully correu até o corpo da mulher caído no chão. Mulder permaneceu parado segurando sua arma, que tinha acabado de ser disparada. Não aprecia acreditar que tinha tido coragem de puxar o gatilho contra Diana. Apesar de saber que ela tinha o tinha enganado, mesmo não sabendo até onde ela tinha ido em suas atitudes cafajestes, era a primeira vez que atirava em alguém que tinha sido tão próxima a ele. Ele então se aproximou de Scully e da mulher caída no chão.

Quando a ambulância chegou Diana ainda estava viva, mas seu estado era ainda muito crítico. Mulder tinha permanecido ao lado do corpo da mulher por todo o tempo até a chegada da ambulância. Scully apenas o observava de longe, não conseguia se aproximar dele e pedir que se afastasse, queria deixá-lo com sua dor. Sabia que o sentimento dele não era pela mulher que tinha tirado a vida, mas por tudo que tinha lhe acontecido.

Os paramédicos colocaram na maca e Mulder guiou um dos homens até o local onde estaria o outro corpo, mas a parte de baixo do armazém estava limpa e só havia um carro estacionado. O Canceroso novamente fugira das armadilhas que o destino lhe pregava como um gato ele mostrava que ainda tinha muitas vidas para serem gasta.

Quando finalmente ele voltou-se para Scully estendeu-lhe a chave do carro e deu para ela, envolveu levemente ela sobre os seus braços e deu-lhe um beijo carinhoso na testa.

 

Scully chegou em casa, estava exausta e seu pés doíam, ela deixou os sapatos ainda na sala e foi até o quarto para tirar a roupa e tomar um banho. Colocou um roupão e sentou na cama pensando em tudo que aquele dia a reservara, em todas as ambíguas emoções que tinha sentido. Não pode evitar ao sentar na cama, em passar a mão sobre o lado da cama onde Mulder dormira, lembrando de todos os momentos que os dois tinha passado ali. Primeiro um leve sorriso cortou-lhe a face depois um misto de desespero e saudades dos braços de Mulder.

Deitou-se sobre o travesseiro e ainda sentia o cheiro de Mulder, as lágrimas que tinha evitado durante todo o dia finalmente apareciam em abundância. Ela estava tão cansada que adormeceu ali mesmo.

Nos seus sonhos lhe passava pela cabeça que quando se vissem novamente ele diria que aquilo foi um erro, que nada devia ter acontecido como aconteceu e o melhor que tinha a fazer era colocar uma pedra sobre tudo.

Levantou-se de sobressalto e tomou um susto com o vulto que encontrou ao lado da cama.

Mulder mais uma vez nada falou apenas desviou o olhar para o chão pensativo.

Scully se levantou da cama e foi até onde ele estava segurou na suas mão que estavam frias pelo ar condicionado, o que mostrava que ele tinha ficado horas observando ela dormir naquele quarto escuro. Colou o seu corpo no dele, envolvendo-lhe com os braços que apenas alguma horas antes tinha descoberto que se encaixavam perfeitamente ao corpo e disse:

Scully levou um dedos até o lábio de Mulder como se quisesse ir direto ao assunto , depois teriam muito tempo, talvez a vida inteira para discutir o relacionamento dos dois. Ela sorriu para ele e falou.

 

 

 

 

 

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