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Os acontecimento que se seguem poderiam Ter acontecido em qualquer das temporada de Arquivo X e se deram numa Noite Quente de Verão.
Parte 1
Mulder tinha acabado de chegar em casa e ligado a televisão, prometera a si mesmo que programaria todo o seu dia para que nada o fizesse perder as grandes finais. Aproveitaria o tempo que tinha antes que o jogo começasse, para preparar alguma coisa para comer. Foi só quando entrou na cozinha que se deu conta que não tinha nada na sua geladeira e nem nos armários a não ser um enorme pacote de sementes de girassol.
Mulder pegou o pacote e despejou em uma enorme vasilha e achou algumas latas de refrigerante quente que estavam na dispensa, abriu uma e colocou as outras no refrigerador, e correu para a frente da televisão.
Os repórteres não cansavam de falar que nunca a cidade tinha estado tão quente. Mulder começou a se sentir incomodado com o calor e fez uma trilha de roupas até seu quarto, onde colocou uma velha bermuda e uma camisa dos Yankes. Mesmo assim, o calor continuava e depois de abrir todas as janelas e portas do apartamento, em busca de ar, foi para frente do computador e abriu uma lista de coisas que tinha se proposto a fazer antes que o ano acabasse. Ao mesmo tempo que olhava para televisão, digitava em baixo de comprar uma cama , comprar um ar-condicionado.
Mulder começou a dançar pela sala, ao som da música de abertura dos jogos. Nesse instante, o televisor começou a apresentar sinais estranhos e fachas pretas começaram a cortar o monitor. A imagem foi se tornando cada vez mais e mais distante da tela até desaparecer por completo.
O sorriso de contentamento que exibia em sua face, desapareceu. Tinha esperado tanto por aquele momento e agora, a poucos minutos do evento , seu televisor resolvera pifar. Mulder pensou rápido e decidiu que conseguiria com os vizinhos um outro aparelho, mas então começou a notar que lá fora o barulho era cada vez maior.
Pessoas já gritavam na janela, como se quisessem punir os céus pelos seus inconvenientes eletrônicos. O bairro inteiro provavelmente tinha tido o mesmo problema. Ele ainda esperou por alguns minutos, tentando manter a calma, pois poderia ter alguma reviravolta e as comunicações, no local, se restabelecessem. Quando suas esperanças se esgotaram resolveu que tentaria liga para Scully.
Uma música suave, cortava o ambiente e um perfume de incenso de jasmim era sentido em todos os cantos da casa. A fita cassete, que estava no aparelho, dizia:
"Estendendo suavemente as mão em direção ao céu, inspirando profundamente, sentindo todas as batidas do coração e espirando de uma só vez"
Scully estava sentada no chão, com as pernas cruzadas, uma sobre a outra, decidiu que seria a ocasião perfeita para colocar em dia suas forças energéticas. Não tinha tido muito tampo de ir a igreja, nos últimos meses, e se sentia carente de algo espiritual e decidira que mesmo, não sendo uma adepta das teorias orientais de relaxamento, experimentaria este novo método. Ao mesmo tempo que promoveria o relaxamento físico a poria mais em contato com sua espiritualidade.
Desde que começara a trabalhar com Mulder, já tinha feito diversas concessões, no sentido de deixar sua mente mais aberta a possibilidades que não as convencionais e certamente isto era o que mais a atraia no trabalho com ele. Tinha que admitir que sua mente tinha se aberto a possibilidades, que até encontrá-lo nunca antes cogitara. Não que agora fosse uma crente em todos os sentidos. Os tais Homenzinhos Verdes, que povoavam a imaginação de seu parceiro, certamente estavam muito longe de sua lógica, e de sua compreensão do possível.
Pareciam muito mais imagens vinda da imaginação de um escritor de ficção, do que hipóteses plausíveis para qualquer cientista, que como ela, dedicava a vida a encontrar nos elementos terrestre, todas as explicações para o que Mulder insistia serem de outro mundo.
A fita continuava:
-"Descendo levemente os braços até encontrar o centro magnético do corpo e em conseqüência o equilíbrio"
Scully se preparava para encontrar o tal equilíbrio, quando telefone tocou:
Scully foi até o aparelho de televisão, que servia muito mais de peça decorativa, e ligou. Para sua surpresa nenhuma imagem surgiu. Ela tentou inutilmente mudar os canais, mas o fundo preto continuou a aparecer, embora o aparelho estivesse ligado na tomada.
- Scully?? – falava ainda mais impaciente a voz do outro lado da linha.
- Sinto muito Mulder, mas o mesmo problema que o atingiu parece que me atingiu também.
Mulder não deu nenhuma chance para que Scully se despedisse e desligou o telefone, deixando- a de volta a sua meditação.
O que quer que tivesse atingido aquela região, naquela noite, parecia ter afetado a cidade inteira, e da mesma forma.
No caminho até a sede dos Pistoleiros, Mulder contou dezenas de carros da polícia, nas ruas, tentando organizar o trânsito caótico . Muitas pessoas estavam em frente as suas casas, como se procurassem explicação para o que tinha acontecido. O percurso , que normalmente duraria vinte minutos, levou mais de quarenta .
O prédio onde estavam instalados os pistoleiros, pertencia a um velho armazém abandonado. Os rapazes tinham comprado o lugar e transformado em uma verdadeira fortaleza eletrônica. Todo e qualquer visitante era rastreado antes de se aproximar. Haviam pelo menos seis câmeras que se espalhavam num raio de duzentos metros da porta principal.
Normalmente quando Mulder se aproximava e os rapazes o viam já abriam a porta, mas desta vez foi diferente e Mulder permaneceu por alguns instante parado na entrada, antes que apelasse para uns socos na porta de metal.
Os outros dois pistoleiros, estavam na frente de aparelho de televisão, vendo os últimos arremessos de um dos tempos do jogo.
Não estão sabendo. A cidade toda esta lá fora em polvorosa por causa da pane nas comunicações e vocês são os únicos privilegiados que tem isso aqui. – disse Mulder apontando para a tela.
Nesse instante um pico de energia aconteceu e a luz se apagou de todo o ambiente, um enorme clarão cortou o céu velozmente e os quatro homens correram, como crianças para as foscas janelas do prédio
Todos se viraram e olharam espantados, nem mesmo o gerador estava funcionando e toda a cidade estava as escuras.
Mulder tentou algumas vezes sem nenhuma resposta. Já estava desistindo quando finalmente a luz voltou e paulatinamente toda a cidade foi se iluminando
Mulder começou a subir as escadas do galpão dos pistoleiros, onde tinha uma imensa varanda. Enquanto Scully chegava ao telhado do pequeno prédio onde morava.
Mulder desceu as escadas e os Pistoleiro pareciam já menos abalados e assistiam ao jogo, tal qual quando ele chegou.
O Jogo, que antes parecia fundamental para Mulder, já não tinha a menor importância . Ele Ficou um pouco mais, com os Pistoleiros, até acabar a cerveja. Mas depois foi para casa, com a certeza de que teria muito trabalho, no dia seguinte.
Parte 2
O Dia Seguinte
Washington amanheceu ainda confusa, com um congestionamento ainda maior que o do dia anterior. Logo cedo Mulder telefonara para Scully dizendo que a pegaria em frente ao prédio do FBI, e os dois deveriam seguir para a pequena "Rock", uma cidade nas proximidade da capital e onde ficava o reservatório que abastecia região. Ele não tinha dado nenhum outro detalhe do que iriam fazer lá e Scully achou que iriam investigar a possibilidade que levantara na noite anterior, de ser a seca a responsável pelo Blackout. Pontualmente 30 minutos atrasado Mulder estacionou o carro diante de Scully que esperava impaciente.
Mulder estendeu um jornal que trazia na primeira página a manchete "Mistério na Represa". Scully leu atentamente e não conseguiu esconder um sorriso de ironia quando chegou na última linha.
Mulder continuava dirigindo e olhando de vez em quando para o que Scully dizia como se estivesse só esperando um momento para intervir.
No departamento de Polícia de Rock havia um cordão de isolamento e um pequeno grupo de repórteres se acotovelava. O prédio estava cercado por cerca de quinze policiais e haviam alguns caminhões parados na lateral do prédio.
Um sujeito baixinho e gordo, que suava muito e se enxugava a toda hora com um lenço, andava de um lado para o outro, em frente ao prédio .
Mulder e Scully continuavam sem entender o que estava se passando, mas o homem disse que o melhor seria que eles entrassem logo, e vissem com os próprios olhos.
O Laboratório da cidade era bem melhor do que Scully imaginava e parecia bem equipado, além de ser bastante amplo. No fundo havia uma enorme sala que estava guardada, por mais dois policiais e o xerife Shiban fez algum mistério antes de abrir a última porta ,dizendo para que eles se preparassem para o que iriam encontrar.
Quando a porta se abriu, um vento gelado veio lá de dentro e Scully não podia acreditar no que seus olhos viam. Mulder entrou na sala , onde dezenas de imensas pedras de gelo estava colocadas umas sobre as outras. Mulder encostou em uma destas pedras e tocou o gelo. Dentro, quase imperceptível, devido a grossa camada, podia-se notar os contornos de uma pessoa.
Scully se aproximou de uma das pedras, e notou que ali dentro, estava um mulher, com longos cabelos. Ela tocou levemente nos blocos e pareciam ainda intactos.
Scully apenas balançou a cabeça negativamente. O rosto daquela mulher, a expressão de medo, que podia ser notada pela boca levemente aberta estava deixando Scully atordoada. Mulder notando que Scully estava perturbada a puxou gentilmente pelo braço em direção a outro corpo.
O outro bloco de gelo que Mulder apontava estava num estado mais degenerativo que o primeiro e apresentava os primeiro sinais de descongelamento. Dentro estava um homem, branco e nu, tinha apenas uma medalha de identificação no pescoço, mas ainda não era possível ler o que estava escrito.
Mulder saiu e Scully voltou ao bloco inicial onde a moça permanecia com a expressão de espanto no rosto. O terror daquele rosto não saia da sua cabeça e ela imaginava o que tinha por trás daquela expressão. Quais teriam sido as últimas imagens que aquela jovem tinha visto. Scully sabia que não podia mais perder tempo e iniciaria logo os exames no corpo, onde o gelo estava mais derretido.
Parte3
Mulder chegou ao prédio do Congresso, mas sabia que as chances de encontrar com seu antigo contato, Senador Matheson, seriam quase nenhuma. As poucas tentativas que fizera por telefone, desde a última vez que tinham se visto, fracassaram e ele não tinha passado de uma secretaria que já tinha respostas prontas, para cada ligação. Mesmo assim precisava ir até lá. Chegou na ante sala, onde um pequeno grupo de pessoas esperavam por uma audiência e pediu para secretária avisar que ele se encontrava ali. A mulher ficou meio redissente , já que ele não tinha marcado entrevista, mas concordou em avisar diante da insistência de Mulder. Ele sabia que podia ter que esperar o dia inteiro, mas estava decidido a não sair dali, até encontrar com o Senador.
Para sua surpresa, a mulher saiu de dentro do gabinete e pediu que ele entrasse, diante do olhar impaciente dos demais, que esperavam na ante sala.
O Senador Matheson estava na janela do gabinete, de pé e olhando fixo para o horizonte. Observou apenas com o canto dos olhos quando Mulder entrou na sala.
O Senador não tinha mais nada o que falar e acionou o interfone, pedindo para que a secretária entrasse e acompanhasse Mulder até a porta.
No caminho para o estacionamento, Mulder percebeu que aquele homem, com que tinha acabado de se encontrar, não era o mesmo que tinha o incentivado a ir ate o fundo , nos casos de Arquivo X. Sentia-se desapontado com a atitude do Senador Mathson e ficou assustado, pensando na possibilidade, de um dia, ser levado pelo mesmo caminho e se vender, como o outro tinha feito. Prometeu a si mesmo, que não importando o que custasse se manteria honesto a verdade que sempre buscara.
O telefone o interrompeu de seus pensamentos:
Scully, se calou, por um instante, Mulder pode sentir sua respiração do outro lado da linha.
Scully olhou para um canto da sala, onde o delegado estava sendo levantado por alguns de seus subordinados. De tanto medo, ao ver os militares o homem se escondeu de baixo de um mesa e agora não conseguia sair sozinho.
Scully desligou o telefone foi até um canto da sala, onde julgava ter mais privacidade. De dentro da blusa, ela tirou dois pequenos frascos, com um resíduo metálico e guardou em um dos bolsos. Não notara, mas um dos policiais a estava observando e quando ela saiu da sala ele a seguiu e observou quando ela pegou um Taxi, em frente ao departamento de polícia de "Rock".
Já passavam das dez da noite quando Scully chegou a cede dos Pistoleiros e logo que seu carro estacionou Mulder e Frohike foram a seu encontro.
Os outro dois pistoleiros, estavam com um mapa militar e procuravam identificar, a pedido de Mulder, todas as instalações nas proximidades para onde os corpos pudessem ter sido levados.Scully tirou do bolso os frascos com o material, que tinha conseguido salvar. Todos se juntaram em torno dela. Esperando para sabe os detalhes da invasão militar.
Scully baixou a cabeça pensativa, como se quisesse, ter a certeza de que suas palavras fossem bem compreendidas. Sabia que Mulder identificaria qualquer hesitação em seu discurso, como uma revelação de que ela sabia se tratar de um fenômeno inexplicável.
Ela não queria causar um ânimo excessivo no parceiro. Sempre se imaginou como uma âncora, que o mantinha fora das especulações e queria continuar fazendo o seu papel. Mas era difícil , até mesmo para ela , deixar a especulação longe de seus pensamentos.
A porta bateu e Fhrolick foi até a mesa, pegando os frascos de metal, que Scully tinha esquecido e comentou.
Parte 4
A Busca
Mulder e Scully pegaram a rodovia 21, que levava para fora da cidade. O tempo finalmente iria mudar, nuvens carregadas já tomavam o céu. Desde o início da tarde o clima estava cada vez mais abafado. Scully sabia que era um loucura o que Mulder estava fazendo, mas tanto quanto ele achava que quanto mais cedo agissem, mais fácil seria encontrar alguma pista dos blocos de gelo. Já estavam andando a meia hora, na rodovia, quando um forte vento, começou a bater vindo do Norte.
Mulder se calou diante da última afirmação de Scully. Ele não tinha argumentos para debater, concordava com Scully que estas pessoas tinha sido objeto de experiências, mas enquanto ela achava, que se tratava de experiências do governo, ele tinha certeza que era o que estava acontecendo vinha de bem além do jardim. A chuva neste instante tinha aumentado e a visibilidade era muito pequena e Mulder resolveu parar num Motel, de beira de Estrada.
Não demorou mais que cinco minutos, antes que ele retornasse, com dois sacos na mão e entrasse no carro espalhando água por toda parte.
Mulder estacionou o carro numa área coberta nos fundos do Motel. Só agora podia perceber o quanto o Hotel estava realmente cheio, dezenas de carros estavam no estacionamento. e alguns outros também estavam estacionados, nas proximidades e com gente instalada dentro.
Nesse instante alguns sussurros vieram de um carro próximo. Mulder esticou o pescoço para observar o que acontecia, mas os vidros estavam embaçados e os pneus tremiam com os solavancos.
Scully disfarçadamente olhou para ver que cor era as suas roupas intimas.
Ela sorriu e foi para a parte de trás. Depois de comerem o Sandwich e o café os dois se acomodaram. Scully deitada no banco de trás e Mulder no da frente, esticado entre os dois bancos e com metade das pernas para o lado de fora da janela.
Scully estava encolhida dentro do lençol, estava exausta pois passara o dia inteiro entre o laboratório do FBI ,a cidade de Rock e agora ali, no fim do mundo, onde nem mesmo sabia o nome do lugar e conversar seria a última coisa que queria fazer, mas não podia deixar Mulder falando sozinho além do que ajudaria a desvia a atenção do barulho do carro do lado que parecia mais intenso.
O dia não tinha ainda amanhecido e uma fina chuva ainda caia . De repente Mulder sentiu o apoio sobre sua cabeça sumir e foi arrancado abruptamente do banco da frente do carro, procurou sua arma, mas não conseguiu encontrar. Alguns homens vestindo capuz o seguravam Mulder olhou para o banco de trás procurando por Scully mas não a viu. Mulder olhou para o caminhão estacionado na frente do carro e viu que o corpo de sua parceira era despejado, inconsciente . Mulder gritou por Scully, mas levou uma coronhada na cabeça e não viu mais nada. O mundo escureceu diante de seus olhos.
Um cheiro muito forte invadia o pequeno ambiente. Seu corpo ardia, e suava muito. Mulder estava sem roupas trancado num pequeno cubículo, quase não havia ar no lugar e o cheiro do que parecia um produto químico invadia o ambiente. No pequeno recinto só havia uma abertura muito pequena. Mulder se arrastou até a porta e pela fresta viu uma ampla sala. Estava muito escuro e era impossível precisar que espécie de lugar era aquele mas podia observar vários homens se movimentando de um lado para o outro. tinha uma disciplina militar, mas não estavam vestidos de uniformes convencionais. Eles trajavam roupas escuras e se misturavam a penumbra do lugar .
Mulder notou que do outro lado da sala tinham mais cubículos , como o que estava preso e imaginou que mais pessoas estavam ali presas e a espera de alguma coisa.
Nesse instante a porta do cubículo, onde Scully estava se abriu e um dos homens falou.
Mulder correu para a fresta mas tudo que conseguia ver era as pernas dos homens e a de Scully.
Mulder continuava observando o que acontecia do lado de fora, mas não entendia o que homens queriam com ela. Os homens esperaram que ela vestisse o macacão e a levaram para um andar superior aquele que ela estava. Enquanto era escoltada pelo corredor, Scully pode perceber inúmeras barras de gelo como as que tinha examinado no condado de "Rock" . Só que elas eram muito mais finas do que as primeiras e podia se ver claramente as pessoas que estavam dentro delas. Haviam homens, mulheres e até mesmo crianças.
Scully observou também que no peito delas havia um enorme cicatriz, como se tivessem sido objeto de uma autópsia . Estava muito assustada com o que iria encontrar e temeu por deixar Mulder sozinho lá em baixo. Os homens a guiaram até uma sala no fim do corredor e a empurraram lá dentro.
Não havia ninguém . Só uma cadeira no meio do ambiente vazio e ela se acomodou pois suas pernas também estavam muito doloridas. Alguns minutos se passaram até que uma outra porta lateral se abrisse e um homem alto e sombrio entrasse na sala.
A porta lateral foi aberta novamente e um outro homem entrou na pequena sala. Ele se aproximou do Homem Sombrio e falou alguma coisa em seu ouvido. O Homem Sombrio deixou o lugar, sem nem mesmo olhar para Scully, deixando-a sozinha novamente.
O Homem Sombrio caminhava com hesitação, mas satisfeito pois sabia que para seu superior ir até as instalações do projeto, suas atitudes tinha causado impacto em todos os escalões do projeto. Provavelmente receberia uma citação de honra ou até mesmo seria promovido para as etapas finais do processo. Ao chegar ao final de um imenso corredor entrou num escritório onde o Superior o aguardava. O Homem Sombrio caminhou até o chefe e estendeu-lhe a mão, mas em troca recebeu um tapa no rosto.
O Superior saiu da sala, deixando o homem com a mão no rosto ainda sentindo a dor da pancada. Mesmo depois de alguns minutos de sua partida ainda era possível sentir a fumaça de cigarro, na sala.
Mulder não tirou os olhos da fresta desde que tinham levado Scully e imaginou que ela estivesse sofrendo nas mãos destas estranhas figuras. Pode observar quando dois homens desceram as escadas e abriram um outro cubículo e retiraram uma jovem mulher lá de dentro. Ela também estava sem roupas e eles a levaram a força, sem dizer nenhuma palavra. A mulher gritava mas era em vão, ela foi levada até o pé da escada onde um terceiro homem a aplicou uma injeção no pescoço.
Mulder não podia fazer nada e fechou os olhos buscando forças para suportar o que estava vivendo. de repente ouviu passos em sua direção e acho que tinha chegado sua vez. Foi arrancado do cubículo , mas ao contrário da mulher, os homens lhe entregaram um macacão. enquanto acabava de vestir recebeu uma outra pancada na cabeça e novamente tudo ficou escuro.
Um Menino passeava pelo quintal da fazenda, onde morava, com seu pequeno cão, e jogou um graveto para que o animal pegasse em meio a uma plantação de trigo. O animal entrou no meio da plantação mas não voltou e começou a latir.
O cachorro latia mais e mais e o pequeno garoto decidiu entrar pela mata. Quando encontrou o cachorro ele estava lambendo o rosto de um homem que estava vestido com um macacão estranho e estava desmaiado. O menino se aproximou do corpo inerte e tocou de leve o rosto do homem. Ele se movimentou assustando o menino que se afastou rapidamente. Mulder abriu os olhos e depois de tanto tempo procurando o desconhecido era engraçado observar que ele era o alienígena ali. Levantou-se ainda grogue e aproximou-se do menino, que ainda o olhava assustado.
Mulder procurou entre os galhos de trigo por Scully. Depois de alguns minutos de busca acompanhou o pequeno garoto até a casa deste. Se identificou para a família do garoto e pediu que eles o levassem até Washington. Tinha que achar Scully. O lugar onde tinha sido encontrada, ficava a mais de cem quilômetros de onde tinha deixado seu carro. Achou melhor ir direto para cidade.
Ao chegar no seu apartamento Mulder subiu apressadamente as escadas. Tão logo tomasse banho e vestisse alguma coisa iria procura por Skinner e tentaria achar Scully. Quando chegou ao corredor de seu apartamento, viu aquela mulher sentada, na porta, com olhar perdido num ponto qualquer do corredor. Ela segurava a chave do apartamento na mão, mas parecia não Ter coragem de abrir e encontrar o vazio.
Scully não conseguia conter as lágrimas que rolavam pelo seu rosto e Mulder apertava os braços da parceira, para se certificar de que ela estava ali. Os dois ficaram alguns minutos abraçados, iluminados apenas pela luz que entrava pela janela.
Mulder tirou uma mecha de cabelo que insistia em cair no rosto de Scully e beijou a sua testa.
Scully, abriu o apartamento, com a chave que achara no carro e os dois entraram no apartamento.