ARQUIVO X

Criação de Chirs Carter

 

 

 

 

 

 

O OUTRO LADO DA VERDADE

 

 

Por

Dinara Souza Lima

 

 

 

 

 

 

ARQUIVO X

Criação de Chris Carter

 

 

O OUTRO LADO DA VERDADE

Por

Dinara Souza Lima

I

Eram 14h57 quando o agente especial Erick Novack chegou a sala de Walter Skinner. Erick usava um terno não muito alinhado, uma calça velha e um sapato por engraxar. Seu tipo de investigacao no FBI era totalmente diferente dos trabalhos do Arquivo X. O que teria levado um agente cujos trabalhos eram os de rotina no FBI aos arquivos x?

— Agente Erick Novack, senhor. - dizia ele quando abria a porta e ao mesmo tempo arrumava ou seus cabelos loiros, que parecia não ter visto um pente naquele dia e também nem fizera a barba.

— Sente-se agente Novack. — disse Walter Skinner enquanto arrumava as varias pastas em cima de sua mesa.

O grande motivo que levara Novack a entrar nos arquivos x foi ser afastado de suas atividades devido ao seu estilo radical de conter seqüestras e terrorismo. Em resumo, um agente violento e que brigava com todos os demais de seu setor. Devido a uma falha em que ele fora responsabilizado e ter passado por uma sindicância, levou o conselho a querer a expulsão de Novack do FBI, mas como consolo e ate mesmo como forma de dar uma chance, ele foi mandado para trabalhar nos Arquivos X.

— Novack, você irá trabalhar com a Agente Dana Scully. Ela lhe dará todas as informações do caso e como funciona os Arquivos X. — Disse Skinner com sua face serie e fria. Enquanto falava olhava a ficha do agente que estava em sua mesa — Espero que aqui o senhor consiga se "acalmar" e que não crie nenhum problema. Tudo o que você fizer serrai feito um relatório de suas ações, feito pela agente Dana Scully. — Disse Skinner depois de ler tudo sobre o incidente que afastou Novack totalmente de suas atividades no anti-terrorismo.

Novack queria responder aqueles sermões de Walter Skinner, mas tudo que fez foi dizer um "sim senhor" e sair dali o mais rápido possível. Pensou em contar a sua verdade, o aconteceu de fato naquele dia crucial. Dia em que Fox Mulder e Dana Scully estavam investigando desaparecimentos em Leon County, Florida.

Novack resolveu conter-se, o relatório nas mãos de Skinner era a verdade.

As 15h35, Erick Novack se dirigiu a sala da agente Scully, no porão do FBI. Era a antiga sala do Mulder. Ao chegar no corredor, Erick mais uma vez verificou sua roupa, passando a mão na calca, ajeitou a gravata e passou a mão no cabelo. Olhou para os seus sapatos, chegou a se abaixar querendo passar saliva para limpa-los, mas logo se levantou dizendo: "Que que eu to fazendo!". Bateu na porta e esperou, ate que alguma voz se manifestasse em mandá-lo entrar.

Enquanto esperava, ele foi surpreendido quando a porta abriu e viu a agente Scully bem a sua frente.

— Desculpe, "senhora"! É que eu esperava que me mandasse entrar! — Disse o agente tentando se adaptar a aquelas novas pessoas e passar uma boa imagem, afinal de contas estava em observação e não iriam poupa-lo no FBI, caso cometesse um deslize. Novack agia querendo acertar, mas só dava mancadas. Antes de ir a sede do FBI, justamente no dia em que iria se apresentar a Skinner e Dana Scully, tudo dera errado para ele. Sua ex namorada incendiou sua casa, numa crise de raiva, quebrou seu carro e ainda pegou suas reservas financeiras. Novack passou a madrugada inteira com bombeiros tentando apagar sua casa em chamas. Depois foi a delegacia dar a queixa e passar por todos os protocolos. Teve de levar seu carro na oficina, um prejuízo de $1.500,00. Quando voltou as 14h15, lembrou-se que tinha de se apresentar a Skinner as 15h00. O fogo na casa de Novack não foi suficiente para coloca-la ao chão. Parte da sala foi queimada, mas seu quarto, teve um estrago muito grande, computador, aparelho de som, televisão, vídeo cassete, cama... não restou mais nada. Procurou um terno, alguma roupa de trabalho, mas não tinha. Sem dinheiro, sem cartões e cheques, foi a casa de seu irmão, Jessie, atras de terno. O único terno que Jessie era exatamente o que ele, Novack vestia.

— Entre agente Novack. Sou Dana Scully. — Disse a agente enquanto apertavam as mãos.

Novack foi sentando e esperando o que ela teria a dizer.

Dana Scully pegou o arquivo de Novack e começou a ler alguns trechos em voz alta. Leu as partes que lhe interessou.

— Participou da guerra do Golfo, atualmente com 30 anos, formado em Química pela Universidade de Iowa, perito em armas químicas, trabalhava no grupo anti-bomba e escreveu vários artigos contra terroristas... — Disse Dana, olhando para ele, enquanto fechava o arquivo de Novack, não demorando a perguntar — Tem idéia do é os arquivos x agente Novack?

— Se não se importa, prefiro que tire o "agente" e me chame de Novack — Disse ele já detestando aquela formalidade exagerada prosseguindo — Já ouvi algo a respeito dos arquivos x, de seu trabalho junto com o agente Mulder, porem nunca dei muita importância, pois o trabalho de vocês dois são totalmente, foram, totalmente fora da minha realidade nas ruas.

— O que espera aqui Novack? — disse Scully querendo saber opiniões de Novack.

— Não espero nada. Não quero atrapalhá-la nos trabalhos. Soh estou aqui para cumprir minha suspensao, enquanto voce estah sem parceiro, com o desaparecimento do agente Fox Mulder. — disse ele salientando e continuou depois de olhar para o cartaz de um ovni que estava escrito "I want to believe". Scully ficou pensativa e demonstrou tristeza ao lembrar de seu antigo parceiro. E Novack prosseguiu —Soh nao entendo porque nao me jogaram para um serviço burocratico no meu departamento e, ao inves disso, me puseram para trabalhar aqui.

Scully se lembrara quando entrou na sala de Mulder pela primeira vez e que faria relatorios para dar fundamentos cientificos aos trabalhos de dele e agora estava sendo colocada para fazer relatorios de um agente impulsivo, jovem, com pouco tempo no FBI. Olhou para Novack respondendo — Serei responsavel pela sua acoes Novack, por isso, coopere. Se quer voltar para seu departamento, comporte-se. Li seu relatorio e... — quando iria prosseguir, Novack a interrompeu.

— Eu nao errei! Ler um relatorio eh facil! Se quer que eu faca um bom trabalho, nao jogue isso na minha cara! — disse ele falando serio com a agente Scully.

Mal se conheciam e o clima que se criara lembrava a famosa frase: "A primeira impressao eh a que fica".

Scully deu um desconto para as palavras de Novack. Se iriam trabalhar temporariamente e sua volta dependeria dos relatorios da agente, eles teriam de encontrar um elo profissional muito bom.

— Ok, Novack. Nao vamos falar de aguas passadas. — disse Dana demonstrando um sorriso leve em seu rosto a fim de demonstrar boas vindas a ele, mesmo que temporariamente.

Novack se sentiu menos constrangido. Pensou que ficaria ali por pouco tempo e tudo que precisava era ajudar a agente Scully. Os dois se levantaram em direçao a porta. Caminharam pelo corredor e Dana parou Novack. Ele olhou para ela sem entender nada e perguntou:

— O que foi? — disse Novack querendo entender.

— Por que será que transferiram voce pra cah? Arquivo X, Novack. Talvez isto seja um Arquivo X!. — disse Dana sorrindo para o novo agente.

Novack sorriu tambem, tentando passar confianca a Dana Scully. Eles voltaram a caminhar enquanto Dana apresentava fotos e pastas com um novo caso.

— Poderia fazer uma pergunta? Soh uma! — disse Novack como que pedindo um tempo para se atualizar.

Dana Scully olhou para ele, balancou sua cabeca querendo ouvir seus argumentos.

— Meu dia nao foi nada bom, nao que voce tenha haver com ele, nao eh isso, mas eh que eu preciso urgentemente alugar um carro. Ver como andam minhas coisas... — Novack parou de falar pois as coisas que aconteceram no dia anterior e seus problemas pessoais nao poderiam intervir justamente naquele instante. Mas ele estava sujo, o terno nao era dele, nada era dele. Pegou dinheiro com seu irmao Jessie para apanhar um taxi que levasse-o ao FBI. Explicar tudo isto a ela, o que ela poderia pensar? Colocou a mao na cintura, olhou pro chao e prosseguiu, querendo desviar seus motivos para outros motivos — Sabe que que eh, eu gostaria de um tempo para ler os arquivos x, o que voce e o agente Mulder fizeram em outros casos. Eu nao sou perito neste tipo de investigacao e, sei lah!

— Novack, se vamos ser parceiros, eh melhor voce falar o que eh realmente o que voce quer! — Disse Dana olhando para a calca de Novack. Percebeu que a boca da calca estava curta demais para a altura dele! Viu que ele estava incomodado e que sua preocupacao naquele momento nao era em ler sobre os antigos trabalhos dela e de Mulder.

— Se importa de me dar uma carona? Eu conto tudo no caminho, ok? — Disse Novack, percendo para onde Scully estava olhando.

Dana Scully balancou a cabeca e ambos foram em direcao ao carro e assim, logo que entraram, Novack comecou a contar o que acontecera.

— Eh na Av Eastlake, 731. — disse Novack olhando rapidamente para Scully. Novack parecia querer resolver logo seus assuntos pessoais para se dedicar ao caso que Scully lhe mostrara as fotos no corredor do porao do FBI. As fotos eram de animais que morreram em causas desconhecidas.

Scully deu a partida em direcao ao endereco solicitado por Novack. Enquanto dirigia olhou para ele, dando a entender que nao tinha esquecido que queria saber o que houvera. Novack percebendo, comecou a contar-lhe a historia.

— A historia eh a seguinte agente Scully: ontem tive uma briguinha com minha ex namorada, Estela. Discutimos na casa dela e sai pensando que tudo estava resolvido. Mas nao! Nao estava nada resolvido! — Disse Novack comecando a se empolgar em querer contar o que houvera e continuou enquanto Scully ouvia atentamente — Fui num bar com um amigo que me pegou na casa de Estela. Fui tentar me distrair, esquecer os meus problemas com ela e tambem para esquecer a minha suspensao do departamento, pensando no que seria vir trabalhar nos Arquivo X. Saih do bar as 3h00 da manhã, me despedi do Matt... — disse Novack interrompido pela agente Scully.

— Quem eh Matt? — perguntou Scully.

— Ah, desculpe! Eh o nome do meu amigo com quem fui beber. Voltei em um taxi e, ao entrar na rua onde moro as 3h25, vi alguns curiosos, vizinhos o carro de bombeiros, ambulancia e a policia. Encontrei minha casa pegando fogo, meu carro foi quebrado...E em resumo tudo que me restou foi prestar um depoimento, ir a delegacia, levar meu carro para consertar e pegar este terno ridiculo com meu irmao Jessie! Foi isso Scully! Nao queria contar isto por que eh ridiculo!

— Ela eh mexicana? — disse Scully quando entraram na Av Eastlake.

— Eh! Como voce soube? — perguntou Novack curioso.

— Nao eh um nome comum para uma americana: Estela! Foi um palpite! Disse Dana franzindo as sobrancelhas.

Novack indicou um predio residencial de quatro andares, era onde morava seu irmao Jessie.

— Eh aqui. Que horas voce quer que eu lhe encontre? — perguntou Novack preocupado. Tudo poderia ir para o relatorio. Queria mostrar que era competente e que estaria pronto assim que resolvesse tudo.

— Erick Novack, vamos combinar uma coisa: vou deixar voce resolver suas coisas pessoais. Vah ver sua casa, vah ver seu carro e tome um banho! Ah compre um terno tambem! — disse Dana lamentando a situacao de Novack.

— Muito obrigado Scully! Te devo essa! — disse Novack super agradecido continuando a falar — Voce tem telefone?

— 555-1013 — disse Scully ligando o carro.

— Tah! 555-1013. Ok. — disse Novack repetindo para memorizar o numero.

— 555-9802. — disse Novack o numero de seu telefone celular.

— Ok. —Disse Dana partindo da av. Eastlake, 731.

 

 

II

ZIGANNICO

O apartamento de Jessie , irmao de Erick Novack, era um apartamento desses para solteiro com uma sala, cozinha, area de servico, dois quartos e um banheiro.

Novack foi tomar banho, enquanto relaxava debaixo da ducha, comecou a pensar nos prejuizos financeiros, no novo departamento e no que acontecera no passado. Sua mente entao foi direto no caso nΊ18040, o homem da bomba, que ele e seu parceiro Morgan Baker investigavam.

Morgan Baker era parceiro de Novack a dois anos, seis anos mais velho, ajudava Erick Novack nos mais delicados casos desde resgatar um gato na arvore ateh um terrorista em troca de ideiais politicos ou qualquer tipo de ideologia.

O caso que eles resolviam era na cidade de Atlanta as 11h34 em uma tarde que chuvia muito. Enfim, eles conseguiram prender um lunatico religioso que colocava bombas quimicas em locais onde ele achava que almas comandadas pelo demonio comrrompiam os mortais em busca dos pecados e prazeres materiais. Colocou bombas em duas danceterias, que fatalmente explodiram e outra no Atlanta Stadium, que Novack conseguiu desmontah-la a tempo. Alfred Zigann foi preso atraves de uma pesquisa feita por Baker que comparou as pistas que tinham com uma pessoa na Internet que dava mais que meras opinioes sobre os casos. Baker e Novack o prenderam apos Zigann fugir de seu trailer e correr por uma floresta em uma zona afastada da area urbana de Atlanta.

Apos ser preso, as 12h03, na sala de interrogatorio, Zigann, aconselhado por seu advogado, decidiu revelar mais locais onde estaria mais duas bombas quimicas. Uma em uma escola secundarista, Saint George, e a outra em um quarteirao onde se localizavam bancos e lojas,no centro de Atlanta. Zigann justificou os locais das bombas. O colegio porque teria de estipar o demonio e as almas corrompidas, jovens viciados e com vidas promiscuas. O outro local justificou como sendo o antro da vaidade e da ambicao, pessoas compravam sem controle, roubos frequentes e tudo aquilo, segundo ele teria de acabar. A única coisa que Zigann não revelara foi os locais exatos das bombas, pois não lembrava. A essa altura eram 12h48 e comecava a chover. O trabalho de corrida contra tempo estava comecando. O FBI, a policia municipal ,estadual, bombeiros, se dirigiram para os locais socilicitados.

Baker e Novack se dirigiram primeiro para o colegio Saint George chegando lah as 13h17. A policia tirava os ultimos alunos da escola. Ao entrarem, foram avisados de que haviam encontrado a bomba na cantina do Saint George. Chegando lah, ambos Bakes e Novack encontraram o agente Chairman, tambem perito em bombas, tentanto desmontah-la e, para a surpresa de todos, era uma bomba quimica de confecao simples, apesar de possuir cronometro, sendo ativada sem querer quando foi aberta as 13h19, pelo agente Chairman. Apos 58 segundos, Chairman conseguiu desativar. De todas as bombas, esta foi a unica que o lunatico Zigann havia montado com uma tecnica simples e, logo facil de desativar. Baker concluiu, entao que o criminoso queria brincar com os agentes, deslocando-os para uma area mais distante simplesmente para se divertir. O que mais assustava Novack era a possibilidade de a outra bomba ser mais complicada e exigir mais tempo para desativativah-la. As13h21 Morgan e Novack saem de lah e partem para o centro. A outra bomba, segundo Zigann iria explodir as 14h15, o grande problema eh que Zigann da mesma forma que disse nao lembrar de onde pusera a bomba na escola, disse nao lembrar em que local no quarteirao estaria a bomba. As equipes que se encontravam no local, estavam tirando as pessoas de lah quando os agente s chegaram as 13h40. Enquanto todos vasculhavam o quarteirao, Novack e Morgan entraram no banco e lah viram outros agentes em busca da bomba.

Novack comecou a pensar desesperado onde em um quarteirao poderia estar aquela bomba.

— Morgan, veja se acha uma lista telefonica em alguma mesa. — disse Novack na esperanca de encontrar no catalago alguma pista onde poderia estar a bomba.

Ao abrir o catalogo telefonico, Novack procurou as ruas que faziam parte do quarteirao: Avenida Blancarte, Rua East Van Buren, Avenida N.W. Grand e Rua Peachtree. Morgan tambem pegou um outro catalogo para agilizar a busca.

Procurando na Avenida N.W. Grand, Novack deu atencao a um nome despercebido. Estava escrito: "Madame Blum". Novack associou o nome a pessoas que trabalham como vidente ou qualquer coisa do ramo e lembrou que poderia ser o local. Associou o perfil da mente de Zigann e pensou na revolta dele com algumas coisas. "Madame Blum", poderia ser um local ideal pois, seguindo a linha do pensamento "zigannico", "Madame Blum" nada mais era do que uma loja que atraia pessoas que buscavam falsos valores, artigos exotericos e tambem um local onde um falso profeta enganava as pessoas. Zigann detonaria tanto quem fornecia os servicos assim como quem os procurava.

Novack falou para Morgan sua linha de raciocinio, baseada nas ideias de Zigann. Os dois sairam dali correndo em direcao a Avenida N.W. Grand, 66. Morgan chamou outros agentes que estavam na rua para revistar o local. Segundo o chefe responsavel pela busca da bomba, Roger Smith, a rua havia sido vasculhada e jah estavam em retirada, iriam agora ajudar as outras equipes em controlar o transito e acesso das pessoas a aquela area.. Mas, devido a nova informacao, Smith, Novack, Morgan e tres agentes entraram no nΊ 66, as 13h56, para uma nova busca.

Mais uma vez, a bomba nao fora encontrada, porem Novack insistia em procurah-la. Tinha um feeling de que estava bem proximo.

— Novack, nao ha mais nada a fazer aqui! — disse Roger Smith irritado com a persistencia dele.

— Ora, homem! Serah que voce quer tumultuar a situacao agora? — disse Novack peitando Smith, continuando. — ainda tah no tempo!

— Senhores, parem com isso! Vamos procurar! — disse Morgan afastando os dois. Smith olhou para Baker. Tinha uma grande admiracao pelos seus trabalhos na academia. Olhou para Novack e comecou a falar.

— Tem dez minutos Novack pra sair daqui! Estou retirando minha equipe! Nao vou sacrificar nenhum homem! Tiramos todas as pessoas da area, nao vou sujeitar meus homens a esta busca inutil! Jah cumprimos a parte mais importante que foi tirar os inocentes da mira de um doido! — disse Smith bastante irritado com a persistencia de Novack. Deu uma risada olhando para cima e voltou a olhar para ele. Novack, serio, soh esperava o final do discurso de Smith. Morgan e os demais agentes nao se meteram naquela troca de palavras. Smith, entao, esticou seu braco ateh o peito de Novack e deu dois cutucoes com seu dedo indicador dizendo, como se fosse um conselho — Se quer aparecer Novack, ponha um pinico na cabeca! — no mesmo instante que dava um sorriso de deboche e virou-se, em direcao a saida. Novack cutucou Smith, que estava de costas, em seu ombro, retribuindo o mesmo movimento. Smith virou-se em direcao a Novack, e, olhou medindo aquele agente impulsivo. Morgan pedia para eles pararem, aquela discussao havia ido longe demais, mas a coisa havia piorado e jah era tarde. No momento em que Smith olhava os pes do impulsivo agente, foi surpreendido por um gancho no queixo e um chute entre as pernas. Os tres agentes ali em volta seguram Smith, que ao levantar, queria partir para a briga. Morgan segurava Novack, que queria bater mais.

— Isso nao vai ficar assim Novack! Vou te processar! — disse Smith enquanto era levado pelos outros agentes para fora da loja.

— Pode me processar, eu jah te bati! — disse Novack ironizando da cara de Smith ao ve-lo quase na rua, segurado pelos outros agentes.

— Vamos se acalmar, Novack! — falou Morgan tirando as maos de cima dele e indo procurar a bomba. Ele nao deu um sermao em seu parceiro, queria tempo. Apenas foi procurar a bomba. Nunca Morgan chamou atencao do jovem agente.

Novack se sentiu um imbecil depois do que havia feito, mas nao falou nada ateh mesmo porque estavam com uma preocupacao muito maior que problemas pessoais. Mas, estava irritado e prestes a desistir quando deu um murro na parede. Para susto dele e de Morgan Baker, a parede fez um barulho estranho. Imediatamente os dois comecaram a quebrar a parede e entao acharam a bomba.

Prontamente, Novack abriu sua mala de equipamentos anti-bomba com todo tipo de material que ele utilizava para aquelas situacoes. Afinal, era a sua especialidade.

— Baker, me espere lah fora. Diga que encontramos e que vou tentar desmontar. Se nao conseguir, eu saio, ok? — disse Novack, sentindo que a busca nao tinha sido em vao.

— Vou lah fora ligar para o Smith. — disse Morgan Baker, tirando o telefone cecular de seu bolso e indo em direcao da saida para falar com Simith. Ele tinha ficado feliz por Novack ter acertado.

Baker ficou na rua, bem em frente da casa que vendia artigos exotericos. Nao havia mais ninguem na area, os agentes estavam trabalhando naquela tarde de chuva para isolar a area ateh mesmo porque nao sabiam o local exato da bomba. Baker ligou para Smith avisando que Novack havia encontrado o explosivo na casa de artigos exotericos. A essa altura eram 14h04.

— Tem cinco minutos pra sair dai, Baker. Esgotado este limite tire seu parceiro de lah, ok? Nos e os bombeiros jah estamos a postos! — disse Smith, sentado no banco passageiro da policia. Apesar do exito de Novack, Smith nao queria arriscar a vida dos agentes. Com este prazo, Novack e Morgan Baker sairiam sem correr riscos.

A bomba funcionava com sistema de emulsao. A substancia utilizada nao havia sido identificada por Novack, mas segundo ele havia 20kg de massa explosiva e funcionava com espoleta, fios e sistema de ativacao automatica, pois fora programada. Novack tinha de acertar qual fio teria de cortar. Estava suando porque o tempo estava se esgotando.

— Esse pessoal tah assistindo muito filme do Wills! — disse Erick Novack pra si mesmo enquanto cortava um fio. Ateh o momento tudo bem, faltavam mais dois.

14h5. Baker retorna para loja de Madame Blum e ve Novak concentrado no que estava fazendo.

— Ele nos deu cinco minutos pra sairmos! — disse Baker a Novack.

Novack nao respondeu, mas jah sabia do tempo que lhe restava, olhava para o emaranhado de fios e soh pensava em desativar a bomba. Pensou tambem na possibilidade de "sair por cima" de Smith. Um pensamento bobo, mas pensou. Cortou mais um fio e nada acontecera. Soh mais um agora. Baker em peh soh olhava sem falar nada, ateh mesmo para manter a concentracao de Novack somente na bomba. Baker olhou no relogio, eram 14h9. Pensou em nao falar nada, mas falou.

— Soh mais um minuto, Novack! — disse ele querendo que Novack parasse.

— Soh falta um fio! Ele mudou a combinacao e tenho de adivinhar qual eh! — disse ele esperancoso.

O tempo chegou no limite estipulado de Smith:14h10.

— Vamos Novack! — disse Baker.

— Vou ficar! — disse Novack, "cego" pelo que estava fazendo.

— Acabou, Novack! Serah que voce nao compreende! Acabou! Nos perdemos! Nao vale a pena se sacrificar por isso! Vamos agora! — disse Baker pegando no ombro de Novack e falando compenetrado. Queria passar superioridade e ao mesmo tempo fazer com ele caisse na real. Novack passou a mao no rosto inconformado. Olhou para a bomba, olhou para seu parceiro e largou o alicate no chao. Saiu de lah deixando suas mala de trabalho. Baker olhou aquela atitude, mas saiu acompanhando Novack.

Chegaram no final da rua onde estavam os outros. Um elicoptero comecou a rondar a area na tentativa de indicar as equipes de operacoes em terra os locais onde a explosao afetaria.

As 14h15 a bomba explodiu. Novack se afastou daquela agitacao e procurou um lugar afastado pra ficar, estava se sentindo um incompetente. Enquanto as outras equipes trabalhavam, inclusive Morgan Baker, ele se sentou na sarjeta um pouco distante, pensando com ele mesmo. Eh dificil dizer em que pensava, mas a verdade eh que ele nao pensava em nada. Sentia um vazio dentro de si. Sentado na calcada, olhava a agua do corrego, molhando os seus sapatos, nao se importou. Sua "meditacao" foi atrapalhada, interrompida, pelo Diretor-Chefe do Departamento Anti-Bomba do FBI, Kevin Lowry.

— Agente Novack! — disse o diretor ao se aproximar do agente.

— Senhor... — disse ele se levantando da sarjeta, esperando o que ele teria de dizer.

— Amanha na sede do FBI as 16h00 havera a entrega dos relatorios deste caso. Voce nao precisarah entregar o seu. — disse o diretor.

— Eu nao estou entendendo... — disse Novack sem saber o que estava havendo.

— Baker entregarah o relatorio por voces. — disse o diretor Lowry dando uma ligeira pausa e continuou — Apos termos discutido os erros e acertos desta operacao, serah aberta uma sindicancia sobre sua conduta hoje. Jah tive um parecer informal do Agente Smith, dos agentes, Swensson, Miles, Gray e de Baker. — disse Lowry dando a ideia do assunto que iriam tratar apos os dados do caso Zigann.

— Sim senhor. — disse Novack mordendo os labios, uma mania que tinha quando estava em uma situacao nao muito boa.

— Gostaria de ter deixado as coisas para serem resolvidas dentro do FBI, mas Smith acabou de sair, foi a uma delegacia dar queixa de agressao. — disse Lowry, pois sua intencao era de resolver as coisas o mais rapido e da melhor forma possivel.

Novack nao falou mais nada. Lowry despediu-se, enquanto Novack ia em direcao ao carro, um Cutlass Ciera de cor vinho.

III

"A maneira mais segura de destruir um inimigo, eh tornah-lo um amigo."

As 20h37, Baker foi a casa de Novack. Fora mostrar o relatorio que estava quase pronto em seu lapptop, talvez pudesse ter faltado algum detalhe e isto precisava ser revisto. Estavam na sala. Na mesinha de centro, estava o lapptop de Baker, algumas anotacoes de Novack e duas caixas de pizza, uma de queijo catupiry e a outra de bacon-calabresa, com alguns pedacos, e cerveja. Novack estava de shorts enquanto que Baker vestia calca jeans, camisa de algodao e um par de tenis.

Apos verem todos os detalhes do relatorio, Baker queria combinar o que iria dizer durante a sindicancia, mas Novack apenas pediu para ele falar exatamente o que aconteceu. Novack parecia estar tranquilo e no fundo queria resolver as coisas com Smith. Talvez, o que o preocupava era Ter de ir a delegacia. O que o preocupava era o fato de ficar com uma ficha em seu nome na delegacia.

Recebi uma intimacao, assim que cheguei. Amanha terei de ir a delegacia. — disse Novack a Baker.

Que horas? — perguntou Morgan Baker.

As 8h30 — disse Novack.

Quer que eu vah? — perguntou Baker.

Não serah preciso. Mesmo assim eu agradeco. — disse Novack, tentando demonstrar que estava bem. Demonstracao, pois Baker sabia que ele tentava disfarcar. Baker nao insistiu mais.

O assunto delegacia morreu naquele instante. Erick olhou para o lapptop esperando que Baker falasse algo, outro assunto sem ser aquele. Paralelamente ao caso de Zigann, Baker e Novack estavam comecando a investigar sobre sequestros de homens africanos em Maputo, Mocambique. E foi este assunto que Baker comecou a explorar.

— Amanha, as 10h00, vamos falar com a Representante Geral das Nacoes Unidas, senhorita Marita Covarrubias — disse Baker.

— Ela sabe de alguma coisa? — perguntou Novack.

— Nao sei, mas talvez possa nos ajudar. Foi o Diretor Lowry que disse para procurah-la, ateh mesmo por ela trabalhar nas Nacoes Unidas. — disse Baker abrindo sua maleta e tirando um envelope de dentro dela — Ah! Consegui uma coisa que pode nos ajudar. — disse Baker retirando um disco laser do envelope e mostrando para Novack.

— O que tem nele? — perguntou Novack.

— Nao sei! — disse Baker olhando para o cd. — Coloquei no computador mas estah codifcado e nao sei o que fazer.

— Onde conseguiu? — perguntou Novack.

— Ontem, fiquei na sala ateh umas 19h00, estava pesquisando alguns dados, fichas e, para minha surpresa, encontrei isto debaixo de uns papeis em minha mesa. Alguem deixou o cd neste envelope em cima de minha mesa. Abri o cd no computador da sala, mas todo o conteudo estah em codigos. Nao levei para analisar no Centro de Processamento de Dados porque jah estava fechado. E hoje, com o caso do Zigann, foi impossivel dar atencao para isto aqui — disse Baker jesticulando com o disco na mao.

— Se voce jah abriu e nao conseguiu entender nada, nao vou te pedir pra abri-lo aqui porque tambem nao vou entender nada! — falou Novack bocejando.

— E eu jah vou! — disse Baker percebendo o cansaco do parceiro. Entao, ele comecou a arrumar suas coisas para ir embora.

— Amanha eu encontro com voce no predio das Nacoes Unidas pra falar com a... como eh mesmo o nome dela?

— Marita Covarrubias. — disse Baker de peh enquanto Novack abria a porta.

— Vamos combinar sobre o meu depoimento amanha? Talvez voce possa me dar alguns dados de alguma coisa que eu nao vi de sua briga com Smith e... — disse Baker na ultima tentativa.

— Definitivamente nao! Diga o que aconteceu. Eu confio no seu ponto de vista, ok? Fale a verdade. — disse Novack bocejando.

— Me encontre em frente do predio as 10h00. — disse Baker com relacao a reuniao com Marita Covarrubias — disse Baker saindo da casa de Novack

No dia seguinte, as 10h16, Baker se encontrava na frente do predio das Nacoes Unidas. Nao muito distante, Baker avistou Novack. Totalmente diferente da primeira impressao que a agente Scully teve no dia em que compareceu em sua sala, Novack estava com os sapatos engraxados, a calca bem passada, com vinco e tudo, e terno habitual.

O que houve? — Perguntou Baker.

O detetive fez varias perguntas, sem falar no tumulto na delegacia. Desculpe pelo atraso! — disse Novack olhando para seu relogio.

Tudo bem! — disse Baker não querendo perguntar mais sobre o depoimento na delegacia para não deixar Novack mais inseguro.

Caminharam, entao, ateh a sede das Nacoes Unidas. Entraram no escritorio de Marita Covarrubias as 10h20. A porta estava aberta, Marita Covarrubias estava em peh, falando ao telefone. Os agentes pararam em frente a sala, aguardando. Nao sabiam se era para entrar ou nao. Marita Covarrubias, olhou para os agentes e fez sinal para que entrassem. Entao eles entraram, Novack puxou uma cadeira para sentar e Baker ficou em peh, olhando a sala e tambem para Marita. Sua conversa ao telefone era a respeito de material que houvera acabado no seu escritorio e ela ditava uma lista com pedidos. Terminada com a lista, colocou sua atencao nos agentes.

— Em que posso ajuda-los senhores? — disse Covarrubias colocando o telefone no gancho — Nao quer se sentar...Senhor.... — continuou Covarrubias, esperando que ele se identificasse.

— Ah! Claro!. — disse Baker, enquanto Novack observava a mancada. Novack percebera que Baker estava "olhando" demais para a encantadora Representate das Nacoes Unidas.

— Somos agentes do FBI. Este eh o agente Morgan Baker e eu sou o agente Erick Novack— disse Erick Novack, mostrando as carteiras do FBI.

— Voce eh russo? — perguntou Marita Covarrubias com curiosidade a Novack.

— Nao, nao! Meu bisavo era russo. — disse Novack.

— Ah! — deu uma pequena pausa e prosseguiu — Em que posso ajuda-los?

— Soubemos de alguns sequestros de Mocambiquenios na capital Maputo. Gostariamos de saber se as Nacoes Unidas possuem algum conhecimento de algum grupo que atue na area ou qualquer informacao que possa nos dar. — disse Baker, nao mais com olhos voltados a Covarrubias e sim pelo que os levaram lah.

— Nao conhecemos nenhuma atividade de algum grupo em Mocambique, mas vou, pessoalmente, comandar uma investigacao em nome das Nacoes Unidas a este respeito.

— Agradeceriamos se nos mantivesse informados sobre qualquer parecer — disse Novack.

Terminada a conversa, se despediram e sairam da sala. Novack acompanhou Baker ateh a entrada em seu carro, nas imediacoes do predio das Nacoes Unidas. Chegando lah, comentaram a repeito a visita a Covarrubias.

— O que achou? — perguntou Baker, tirando a chave do carro, um Century, de cor azul escuro.

— Meio magra, sem ...! — disse Novack, fazendo um gesto com as maos para ver a reacao de Baker.

— Sabia que voce nao iria perdoar! Ela eh uma mulher atraente Novack! — disse Baker defendendo a sua escolha — Voce deveria parar de fazer este tipo de gesto grosseiro! — disse Baker com relacoes ao gesto feito com as maos de Erick Novack.

— Desculpe! Fiz para ver sua reacao! Foi soh! — disse Novack se desculpando.

— Alias, ela se interessou por voce: " Voce eh russo?" — disse Baker repetindo a frase dita por Covarrubias.

— Ela soh quis ser gentil, quebrar o gelo da visita, soh isso! — disse Novack comecando a rir junto com Baker . Apos a brincadeira, voltaram a ao assunto que os levara a sala de Marita Covarrubias.

— Falando serio, acha que ela sabia de alguma coisa? — perguntou Baker.

— Nao sei. Mas achei estranho ela nao querer detalhes dos sequestros, nao perguntou nada — falou Novack ajeitando sua gravata.

— Tambem percebi isto. Uma coisa eh certa, Novack: Vamos ficar atentos a este caso. — disse Baker, agora sentado na cadeira do motorista, continuando a falar — Ah! Voce poderia guardar esta chave para mim?

— Tah! O que eh? — perguntou Novack pegando a chave.

— Eh onde estah o cd. Como hoje nao teremos tempo de investigar este caso, alias ainda nem temos autorizacao para ele, achei melhor guarda-lo em um local seguro.

— Pode deixar! — disse Novack. Ele nao perguntou o local onde estaria o cd porque sabia onde Baker havia guardado.

— Vou para o escritorio terminar o meu relatorio. E voce, vai para onde agora? — perguntou Baker.

— Vou para casa. O Lowry disse para eu comparecer somente as 16h00. E eh isso que vou fazer — respondeu Novack jogando e pegando a chave, do local de onde estava o cd, no ar.

— Ateh mais tarde! — disse Baker.

— Tah! Vejo voce! — disse Novack enquanto Baker dava a partida e saia dali.

Enquanto os agentes se despediam nas imediacoes do predio das Nacoes Unidas, Marita Covarrubias olhava-os atentamente de sua janela. Ela passava a sua mao direita em seu queixo, pensativa. Apos Baker partir, ela viu Erick andar ateh sumir de sua vista. Imediatamente, ela virou-se, foi ateh sua mesa e abriu a Segunda gaveta, na qual estavam os dossies dos agentes Erick Novack e Morgan Baker. Ela sentou e comecou a ler os dossies.

 

 

ARQUIVO AGENTE ESPECIAL ERICK NOVACK

Educacao: Universidade de Iowa, bacharel em Quimica, 1992. Academia de Treinamento do FBI, Anti-Terrorismo,1993.

Publicacoes: Armas Quimicas na Guerra do Golfo – A historia que nao se contou(1993).

Posicao Atual: Agente Especial do FBI

Arma: Wesson 1076;

HISTORICO DA CARREIRA NO FBI

1988-1992 :Universidade de Iwoa.

Obs: Fuzileiro Naval na Guerra do Golfo - 1990.

1993: Ingressa no FBI. Durante o treinamento eh bastante destacado obtendo primeiro lugar em tiro da turma de 1993 da academia. Meritos ao prender o terrorista israelense Abdul Iskandar, em agosto do mesmo ano.

1994: E desigando a fazer parte da equipe Anti-Bomba, chefiada por Kevin Lowry.

1995: Participa do caso nΊ 17210, bomba colocada no Houston Plaza. Desententimentos com alguns agentes sao anotados. Seu comportamento comeca ser avaliado.

1996: Comeca a trabalhar com o agente Morgan Baker.

1997 marco: Em parceria com Baker, as investigacoes nos casos ficam mais rapidas, pois ateh entao, Novack nao tinha parceiro. Em casos de sequestros, resolveram 75% dos casos existentes no departamento.

 

 

ARQUIVO PESSOAL-

Nome: Erick J. Novack

Numero de credencial: KXP1121800

Altura: 1m82

Peso: 76 kg

Cabelos: loiros

Olhos: Cartanhos-escuros

Data de Nascimento: 08/abr/1968

Local de nasciemento: Jacksoville - FL

Endereco atual: Av. Northeast 8th Bellevue, WA 98004

Telefone: (206) 454-3892

Nome do Pai: Wilson Sovisevith Novack

Nome da Mae: Caroline Dalton.J. Novack

Endereco dos pais: (ignorado) Jacksonville – FL

Telefone: (ignorado).

Irmaos: Jessie S. Novack

Endereco: Av. Eastlake, 731 Washington DC

Telefone: (202) 555-1321

ARQUIVO AGENTE ESPECIAL MORGAN STUART BAKER

Educacao: Universidade de Cambridge. Bacharel em Ciencias Politicas, 1987. Academia de Treinamento do FBI, Anti-Terrorismo. 1987.

Publicacoes: Perfil dos Eleitores em Paises Subdesenvolvidos; Analise Politico-Cultural em Paises Subdesenvolvidos; Historia Politica na America Latina.

Posicao Atual: Agente Especial do FBI

Arma: Sig Sauer 226.

HISTORICO DA CARREIRA NO FBI

1983-1987: Universidade de Cambridge.

1987: Ingressa na Academia de Treinamento do FBI.

1988: Viaja a Colombia para investigar as rotas do trafico de drogas internacional. Paralelamente comeca a escrever "Analise Politico-Cultural em Paises Subdesenvolvidos". Palestra na Universidade da California, com o tema "Influencia Politica no Comando de Guerras entre Paises Arabes".

1989: Comeca a trabalhar com o agente especial Paul Chernin, 50 anos, nas investigacoes de grupos terroristas.

1990: Baker e Chernin prendem uma quadrilha especializa em falsificar cartoes de creditos, cheques e dollares, cuja rede controlava varios estados da costa leste.

1991: Comeca a estudar casos resolvidos pela fotografia forense.

1996: Em virtude do pedido de aposentadoria de Paul Chernin, Baker eh designado a trabalhar com o Agente Erick Novack.

1997-marco: Em parceria com Novack, as investigacoes nos casos ficam mais rapidas, pois ateh entao, Novack nao tinha parceiro. Em casos de sequestros, resolveram 75% dos casos existentes no departamento.

 

 

ARQUIVO PESSOAL

Nome: Morgan Stuart Baker

Numero de credencial: JTT4011681

Altura: 1m90

Peso: 84 kg

Cabelos: pretos

Olhos: azuis

Data de Nascimento: 12/set/1962

Local de nascimento: Sacramento - CA

Endereco atual: (ignorado), apt 1002 – Seattle-WA

Telefone: (206) 525-1426

Nome do Pai: Craig Buller Baker

Nome da Mae: Ellen Hatte Stuart

Endereco dos pais: Av. Clanton, 575, Charlotte-NC 28217

Telefone: (704) 523-3063.

Irmaos: Craig Buller Baker Jr (38), Robert Stuart Baker(33), Jessica Stuart Baker(28).

IV

"A maioria das pessoas não planeja fracassar, fracassa porque não planeja."

As 15h57 Novack jah se encontrava na sala de reunioes do FBI. Quis ser o primeiro a estar lah, estava nervoso e nao gostaria de chegar estando todos a sua espera, mesmo sabendo que a primeira pauta seria centralizada no caso de Zigann.

As 16h00, o Diretor-chefe Kevin Lowry entrou na sala, juntamente com mais quatro Diretores, talvez os julgadores do caso de Erick Novack. Depois, foram chegando os agentes Smith, quem fez a queixa, e as testemunhas, Baker, Swensson, Miles e Gray, estes ultimos, os agentes que estavam no momento da briga de Smith e Novack.

Durante a primeira parte da reuniao foram relatadas as formas de conduta da acao, bem como as falhas e os acertos. Tais procedimentos, referentes ao caso em si, nao deram mais que 45 minutos de avaliacao de todos. A segunda parte foi o inquerito. Smith fora ouvido, contando como Novack se comportou na operacao, sob seu comando. Novack, apos algumas anotacoes de Lowry e dos quatro Diretores, fez seu depoimento. Foram ouvidos os agentes que estavam no momento e todos, inclusive Baker, fizeram seus relatos imparciais. A situacao de Baker era muito embaracosa. Como parceiro de Novack, ele contou como as coisas se procederam e contou tambem o que aconteceu apos a saida do agente Smith e dos demais. Houve uma pausa de 15 minutos. Os diretores se retiraram durante este periodo, ficando em um recinto ao lado da sala de reuniao, onde se encontravam os agentes. Eles voltaram, e a espectativa de Novack era de querer que tudo acabasse logo. Enquanto esperava, nem ele e nem os demais agentes se falaram. Baker soh olhava para Novack como quem queria transmitir uma forca para seu parceiro. Novack parecia entender, e em alguns momentos, esquecia da espectativa. De volta, os Diretores vieram com o resultado do julgamento.

— Agente Smith, nos decidimos que o senhor poderia ter tomado outro meio para falar com seu colega de trabalho, mesmo o senhor estando encarregado da operacao. — disse o diretor Lowry continuando — Devido a este episodio, o senhor, agente Smith, ficarah afastado tres semanas de suas funcoes externas para avaliar-mos sua forma de comando. Ficarah no departamento auxiliando os trabalhos internos durante os tres dias de sua suspensao.

Para Smith, aquele era um veredito que sequer esperava, primeiro que jamais pensou em ser punido. Smith olhou para Novack demonstrando sua insatisfacao pelo o que acabara de ouvir e ao mesmo tempo a raiva das atitudes de Novack que causaram aquele transtorno.

O Diretor Kevin Lowry, apos dizer a pena do agente Smith, dirigiu suas atencoes a leitura do relatorio referente a parte do agente Erick Novack.

— O senhor agente Novack, segundo nos deste conselho julgador, com quatro votos a um, decidimos afastah-lo de suas atividades durante um mes. Seu comportamento agressivo contra um colega de trabalho, nao eh uma atitude normal. Tal atitude violenta contra um colega, sem falar que, estavam em servico, foi considerada imatura. Seu descontrole foi iresponsavel, pois o senhor estava em uma operacao, operacao esta delicada, em busca de um explosivo, cujas dimensoes eram desconhecidas. Com relacao aos seus procedimentos em achar a bomba, foi exemplar, mesmo nao conseguindo desativah-la. Entretanto, devo avisah-lo que serah feita uma simulacao, pois tambem serah julgado os seus procedimentos, com relacao a desativar o explosivo por outros tecnicos para sabermos se realmente esta nao pode ser desarmada no tempo em que foi achada e, tambem, se realmente o senhor nao sabia qual substancias foram usadas na confeccao da mesma. — disse o diretor Lowry, lendo a pagina do relatorio daquela reuniao. Quando Lowry foi continuar, Novack se levantou e interrompeu o final do parecer da comissao para se pronunciar.

— Senhores, eu reconheco a agressao contra o Agente Smith, mas nao posso aceitar um julgamento do meu trabalho! E senhores, eu nao poderia saber quais substancias usadas, eu necessitaria de um laboratorio para saber! —disse Novack aos membros do conselho, enquanto os outros agentes olhavam Novack, como que entendendo a posicao dele. O proprio Smith, nao esperava tal veredito.

— Senhor Novack! Queira se sentar! — disse um dos Diretores da comissao julgadora.

Baker olhou para Novack dando a entender que era melhor ele se sentar.

— O senhor ficarah suspenso por tempo indeterminado, ateh que este inquerito termine. Enquanto isso, farah terapia com um psicologo do Bureau. — disse Lowry terminando de ler o relatorio. Olhou para Novack e continuou —Deixe sua arma e seu distintivo em cima da mesa, por favor, agente Novack.

Novack tirou seu distintivo de dentro de seu terno, tirou sua arma, wesson 1076, colocando em cima da mesa. Olhou para todos e saiu sem dar uma palavra. Não esperou o Diretor Lowry dizer que a reuniao havia encerrado.

No corredor, Smith e Baker sairam conversando a respeito da punicao de Erick Novack.

— Baker, eu sinto muito pelo que aconteceu com Novack. Meu objetivo era refrear os impulsos dele. Eh um agente novo, inteligente e muito esperto. Nao sabia que as coisas fossem caminhar para este lado. — disse Smith meio sem jeito, talvez pensasse que Baker iria explodir.

— Eu sei, Smith. Tenho certeza disso. Novack sabe que errou com voce. Todos nos que depomos nao esperavamos que iriam julgah-lo com relacao ao seu trabalho. Me sinto culpado, pois fui eu que relatei suas atividades apos a saida de voces. — disse Baker desconsolado.

— Nao se preocupe! O Novack sabe que nao foi culpa sua. Ele ficarah bem. Este afastamento poderah ser bom pra ele se acalmar. — disse Smith a Baker e pegando em seu ombro continuou — Ouca, hoje a noite eu e outros agentes do departamento iremos ao Mayday tomar uns drinks lah pelas 20h00. Ligue para o Novack. Quero que ele vah! Diga que eu quero falar com ele, vou retirar a acusacao na delegacia — disse Smith, tentando aliviar a punicao de Novack.

Tudo bem!. Eu vou ligar para ele ir. Tenho que falar com ele tambem, a respeito deste julgamento. — disse Baker aceitando o convite de Smith.

Erick Novack saiu da sede do FBI meio que decepcionado. Nunca pensara que iria ser julgado em seus trabalhos que realizou ateh o momento para o Bureau. Se sentiu pequeno e incompetente. Apos sair da sede do FBI, Erick resolveu ir para sua casa em Bellevue. Enquanto dirigia ao seu destino, o telefone de Erick, um Nokia modelo 232 comecou a tocar. Erick olhou para seu telefone, na cadeira de passageiro, na duvida de atender ou não atender. Resolveu atender na oitava chamada.

Alo! — disse Erick.

Erick, eh o Baker! Como voce estah? — perguntou Baker preocupado, enquanto entrava em uma padaria.

Pessimo, mas vou sobreviver! — disse Erick ajeitando o telefone entre o ombro e o ouvido direto.

Falei com Smith apos o inquerito e ele me pareceu honesto. Ele nao sabia que iriam levar o julgamento para o lado tecnico e... — quando ia continuar, Erick o interrompeu.

Baker, não estou interessado em saber coisas referentes a este assunto, acabou. Jah houve a sentenca, nao houve? Entao "o que foi entendido nao precisa ser discutido!" Quanto a Smith, diga para ele parar de se preocupar. — disse Erick parando em um semaforo.

OK, tudo bem! Vou dizer a ele. Ele me disse que vai tirar a queixa contra voce! — disse Baker.

Menos mal! — disse Novack dando um sorriso de leve.

Ouca, vamos tomar uns drinks no Mayday as 20h00?

Nao, to fora! Quero dormir e descansar. — disse Erick olhando para o semaforo.

Erick, queria te pedir desculpas, sobre o que aconteceu no julgamento.

Desculpas do que? — perguntou Erick querendo fazer alguma relacao.

Talvez se eu não tivesse relatado o que se passou apos a saida de Smith, voce não seria julgado, questionado quanto a sua conduta profissional.

A culpa não foi sua Baker! Que isso! Pare de se culpar, ok? — disse Erick dando a partida apos o semaforo acender a luz verde.

Ok Erick — disse Baker e perguntando em seguida — Entao, que tal irmos ao Mayday? Eu pago! — disse Morgan insistindo.

Não, amigo! Eu vou para cama, dormir! Alem do mais, tenho que ligar para Estela, dizer que estou vivo! — disse Erick referindo-se a sua namorada.

Entao tah certo! Jah entendi! Deveria ter dito antes! Vou falar para o pessoal que voce não vai, ok? — disse Baker entendendo o motivo de Erick nao querer ir ao Mayday.

Na verdade, Erick nao iria procurar Estela. Utilizou este argumento como pretexto. Não queria ver ninguem, queria ficar sozinho. O maximo que poderia fazer era chegar em casa e ligar para Estela e mais nada. Seu relacionamento com Estela completaria um ano na semana seguinte. Apesar desse namoro com um periodo relativamente grande, Novack não contava os problemas referentes ao seu trabalho, uma dos motivos que levava ao desentendimentos com Estela.

Quando estava chegando em sua casa viu um carro, um Seville STS preto saindo da frente de sua casa, achou estranho, mas ao entrar na garagem viu o carro de Estela, um Sunbird GT branco e por alguns instantes ele esqueceu do carro que saira estacionado em frente de sua casa.

Ao entrar, viu Estela arrumando a mesa, colocando pratos, talheres.

Oi coracao! — disse Erick abracando-a e lhe dando um beijo.

Nossa Erick! Se eu nao aparecer voce some! Parece ateh que eu eh que sou a interessada! — disse Estela tirando o terno de Erick e jogando no sofah.

A partir dali, enquanto Estela estivesse com ele, teria de demonstrar que estava tudo bem.

Desculpe! Eh que estou trabalhando muito e nao deu para ligar — disse Erick tendo um estalo para perguntar sobre o Seville GTS preto.

Quem esteve aqui? — disse Erick enquanto tirava suas roupas indo em direcao ao banheiro.

Era uma mulher, pensei que fosse a outra! Estava procurando uma casa aqui nesta area que vai haver uma festa. — disse Estela entrando no banheiro.

Festa? Com certeza nao era aqui! — disse Erick dentro da banheira e ligando o chuveiro.

Serah que nao era a outra, Erick? — perguntou Estela com brincando, implicando com ele.

Erick comecou a rir. Depois daquele dia dificil era a primeira vez que sorria, gargalahva.

Como ela era? — perguntou Erick para aumentar ainda mais a brincadeira.

Era alta, magra e loira. — disse Estela, tirando suas roupas e entrando no chuveiro tambem.

Por alguns instantes Erick pensou em Marita Covarrubias. Mas no mesmo instante que pensou, tirou a ideia da cabeca. Afinal, que motivos ela teria para ir a casa de Erick? Erick Novack nao demonstrou a possibilidade de ser Marita Covarrubias e nem tampouco se conhecia alguem com as caracteristicas.

Ah! Entao nao era a outra! — respondeu Novack, mas sua mente pensava na possibilidade de ser Marita Covarrubias.

Apos tomar banho, enquanto Estela colocava o jantar em cima da mesa, Novack, ligou de seu quarto para casa de Baker. Ele queria falar a respeito do assunto que trataram com Covarrubias, o que fariam com aquele caso que ambos comecavam a investigar e a respeito da mulher que veio ateh sua casa, cujas as caracteristicas eram parecidas com o perfil da Representante das Nacoes Unidas. Como jah eram 21h05, Novack deduziu que Baker estava no Mayday com os outros agentes. Entao, ligou para o celular de seu parceiro, mas estava desligado. Diante disto, Novack achou melhor conversar com Baker pela manha.

 

 

V

"Inocente eh o que dizes ateh que se prove o contrario."

A campainha da casa de Novack tocou. Novack meio adormecido, olhou em seu relogio de cabeceira e viu que marcava 1h17 da manha. Ele se levantou, procurou uma camisa para vestir, porem, naquele momento, não ouvia mais o som da campainha e sim alguem bater forte, muito forte na porta.

— Jah vai! — disse Novack vestindo uma camisa de algodao branca, do avesso.

As batidas a porta se acentuaram. Novack pegou sua arma pessoal, uma glock 19, e colocou atras de seu short, afinal, não era de seu habito receber visitas na madrugada.

Quem eh? — disse Novack em frente a porta.

— Policia, Agente Erick Novack! — disse a voz masculina por tras da porta.

Novack, antes de abrir, olhou pela cortina da sala para realmente ter certeza que era a policia. Quando olhou, de fato havia dois carros patrulha em frente a sua casa. Novack entao abriu a porta.

Agente Erick Novack? — perguntou o policial ao lado de tres tiras.

Sim, o que deseja? — perguntou Erick para saber do que se tratava.

O senhor estah preso pelo assassinato em primeiro grau do agente federal Morgan Baker — disse o policial virando Novack e, antes que o algemasse percebeu que ele estava armado. Enquanto algemava Novack, um outro policial retirava a pistola de Novack, colocando dentro de um plastico.

Que isso! Sou inocente! — disse Novack sem saber com que fatos reais os policiais se baseavam para tal cusacao.

Tem o direito de ficar calado... — disse o policial o discurso de rotina, se distanciando da porta de entrada da casa de Novack. A voz do policial se distanciava enquanto andavam em direcao a um dos carros patrulha.

Novack sentou no banco de tras do carro da policia. E antes que os policiais prosseguissem, chegaram ao local, dois carros da marca Lumina Euro Sedan, ambos de cor preto, estacionando no outro lado da rua, em frente a casa de Novack. Assim que pararam, o Diretor Lowry saiu do primeiro carro e foi em direcao aos policiais e Novack

Senhores, queiram tirar as algemas! Ele eh um agente não um criminoso! — disse o Diretor Lowry se apresentando como funcionario do FBI.

Do outro lado da rua, saindo do outro Lumina Euro Sedan preto, dois senhores, aparentando terem mais de 50 anos, tambem se dirigiram aos tiras.

Novack olhava tudo que estava acontecendo sem entender.

Tire as algemas! — disse um dos homens, um pouco acima do peso, enquanto o outro senhor, com as maos bem feitas, ajeitava seu palitoh, meio que indeferente ao que acontecia.

O policial mediante as autoridades resolveu tirar as algemas de Erick Novack.

VI

"Para encontrar a resposta certa, eh preciso primeiro fazer a pergunta certa."

Apos a agente Dana Scully deixar Erick Novack na casa de Jessie Novack, ela voltou a sede do FBI. Enquanto Scully esperava Erick Novack se estruturar, decidiu voltar a sala do agente Mulder para pesquisar o caso referentes aos animais que apareceram minteriosamente mortos, com causa aparentemente desconhecida pela ciencia. Scully, na sala de seu parceiro, o agente Fox Muder, pesquisava nos arquivos casos semelhantes com aquele.

O agente Fox Mulder desapareceu sem deixar nenhum vestigio. Ele e a agente Dana Scully nao estavam investigando conspiracoes e nada que colacasse em risco a vida de ambos.

Tudo que o FBI e ateh a propria Dana Scully sabiam eh que o agente Fox Mulder desapareceu ao sair do Bureau e ir para seu apartamento, em Alexandria -WA.

Fox Mulder e a Dana Scully iriam comecar a investigacao no caso dos animais que morreram em condicoes desconhecidas. Agora, esta investigacao teria continuidade, porem, com Dana Scully e Erick Novack.

A sala ainda pertencia ao agente Fox Mulder. Dana Scully resolveu ocupar a sala de Fox como uma forma de resistir a quem ou o que houvesse tirado Mulder de circulacao. Dana estava preocupada, mas algo dentro dela dizia que Fox estava vivo. Na manha seguinte Fox Mulder iria completar a quarta semana de desaparecido, sem vestigios.

O relatorio que Dana Scully faria de Novack, avaliaria se este agente possuia condicoes de retornar as atividades dentro do FBI, mas precisamente em seu departamento. Como as atividades nos Arquivos X eram consideradas "leves" pelo Diretor-Chefe Kevin Lowry, seria, entao, um teste para avaliar o comportamento e procedimentos de Novack.

Naquela tarde, entao, Dana se encontrava pesquisando em antigos arquivos e anotacoes de Fox Mulder. Sua pesquisa foi interrompida pela entrada do Diretor Assintente Walter Skinner.

— Agente Scully, estah muito ocupada? — perguntou Skinner entrando na sala, localizada no porao do FBI.

— Nao, senhor. Estou soh pesquisando algumas coisas. Tem alguma novidade sobre o agente Mulder? — perguntou Scully, mostrando sua preocupacao.

— Ainda nao. Estao recolhendo depoimentos dos vizinhos e de funcionarios que prestavam servicos para o predio onde mora o agente Mulder. — disse Skinner, em peh, de frente para Scully.

— Agente Scully, acha que Mulder sumiu de proposito? Desistiu dos arquivos x? — perguntou Skinner.

— Nao creio, senhor. Este trabalho eh a vida dele, tudo em que acredita! — disse Scully enfatizando bem a palavra "acredita".

Skinner olhou para a sala do agente Mulder, olhou para o teto, ainda com alguns lapis fincados e se conscientizou que a opiniao da agente Dana Scully fazia sentido. O Diretor Assistente, entao, sentou e puxou uma ficha de sua maleta, colocando em cima da mesa, dizendo a razao de ter ido a sala de Mulder.

— Agente Scully, vamos concentrar nossos trabalhos com a vinda do agente Erick Novack por enquanto. Voce leu a ficha dele?

— Li senhor, mas ainda nao conversamos a respeito. — disse Scully.

— Acredita na ficha dele? — perguntou Skinner.

— Quero ouvi-lo, senhor. — respondeu Scully.

Skinner se levantou, pegando a ficha do agente Erick Novack e guardando em sua maleta.

— Agente Scully, antes que eu me esqueca. — disse Skinner abrindo a porta da sala — O agente Novack amanha farah trabalho comunitario. Concilie os seus horarios com os dele.

E, antes que Skinner saisse, Dana Scully lhe fez uma pergunta.

— Senhor!

— Sim, agente Scully! — disse Skinner.

— Acredita nele? — perguntou Scully.

— "Nao acredito em nada alem do que duvido", agente Scully. — disse Skinner, olhando para Scully e saindo em seguida.

Scully largou os papeis e arquivos que pesquisava para dar mais uma vez atencao a ficha de Erick Novack. Lendo a ficha de Novack, viu o endereco do medico psicanalista que tratava de Erick Novack, o Dr. Roger Thompson. A principio os julgadores do caso de Ercik Novack pensaram em um psicologo, mas depois decidiram por um psicanalista.

Dana Scully, entao, resolveu ir buscar informacoes sobre o agente Erick Novack com o Dr. Roger Thompsom. Queria uma opiniao medica e ateh mesmo qualquer dado novo que nao estivesse na ficha do agente. Scully chegou a clinica do Dr Roger Thompson situada a Av. Columbia, 1121 em Wasihington.

Ao chegar, Scully bateu a porta e aguardou. Um senhor, com altura de aproximadamente 1,70 abriu a porta. Estava vestido com uma bata branca, usava oculos e seus cabelos jah apresentavam alguns fios brancos, de quem se aproximava dos 55 anos.

— Sim! — perguntou o senhor.

— Dr Thompson? — questionou Dana Scully.

— Sim, em posso ajudah-la? — perguntou o Dr. Thompson.

— Sou agente do FBI. Meu nome eh Dana Scully. Podemos conversar? — disse Dana Scully apresentando sua identificacao 2317-616.

— Claro, entre! — disse Dr. Thompson indo com Scully em direcao ao consultorio.

Ao entrarem, enquanto o Dr. Thompson e Dana Scully se sentavam, ela nao pode deixar de olhar sobre a mesa do psicanalista. Um livro chamou sua atencao, cujo titulo era "From The Outer Space" (Do Espaco Sideral), de Jose Chung, um velho conhecido de Mulder e Scully. Ao perceber que a agente reparava no livro, o Dr. Thompson nao pode deixar passar desapercebida tal atitude.

— Conhece o livro agente Scully? — perguntou o Dr. Thompson.

— Um pouco! — disse Dana Scully nao querendo entrar em maiores detalhes, afinal de contas o livro de ficcao cientifica estava "baseado" nas atividades de Mulder e Scully. Apesar de Scully ter não mencionu a este respeito ao carissimo Dr.

— Eh de um dos meus pacientes! Ele gosta muito de ficcoes e coisas do genero. Deixou aqui para que eu lesse! — disse o Dr. Thompson dando uma explicacao e a partir disto prosseguiu — entao em que posso lhe ser util?

— O motivo de minha vinda aqui, Dr Thompson, eh com relacao a um de seus pacientes, o agente Erick Novack. Fui encarregada de fazer os relatorios quanto a conduta dele no FBI. Gostaria, se pudesse, que o senhor fornecer algo que possa me ajudar. — disse Dana Scully explicando a que veio.

— Agente Scully, nao posso fornecer informacoes do que foi discutido ou feito com Erick Novack ou com qualquer paciente, a menos que ele autorize. — disse o Dr. Thompson.

— Entendo perfeitamente, Dr. Thompson, sou medica. — disse Dana Scully prosseguindo — O que eu gostaria de saber, Dr Thompson, eh se houve um pedido do departamento de Novack para que ele voltasse a ativa.

— De modo algum, agente Scully —disse o medico com bastante convicao, continuando — O que eu posso lhe dizer eh que o agente Erick Novack obteve uma evolucao gradativa durante esses cinco meses de afastamento. Devido a sua recuperacao, eu enviei meu trabalho terapico e os resultados ao Diretor-Chefe Kevin Lowry. A partir de minha aprovacao medica, o agente Erick Novack estah voltando as atividades. — disse o Dr. Thompson.

Dana Scully, obteve mais confianca a partir daquelas informacoes do agente Erick Novack. Informacoes essas que nao estavam na ficha pessoal de Novack, ateh mesmo porque soh iriam estar em sua ficha, a partir do momento que Erick voltasse de vez a ativa. E, para isso, precisava ser avaliado por Dana Scully.

— Soh mais uma pergunta, Dr. — disse Dana Scully um pouco apreenssiva em em prosseguir.

— Diga, agente Scully! — disse o Dr. Thompson.

— Quanto a acusacao de assassinato, quem pediu para que ele fizesse regressao hipnotica? — perguntou Scully e justificando em seguida — Nao estah na ficha pessoal e gostaria de saber.

— A defesa, mas precisamente o proprio agente Erick Novack.

Dana ficou muito curiosa e cheia de interrogacoes, assim como o caro leitor deve estar-se perguntando neste exato momento. Diante de tais revelacoes, Scully passava a ficar aliviada.

O Dr. Thompson a acompanhou ateh a porta de saida. Ao se dirigir ateh o carro, ele fez uma recomendacao.

— Agente Scully! — disse o Dr. Thompson enquanto Dana jah abria a porta do carro.

— Sim, Dr. Thompson! — respondeu com uma expressao em seu rosto de espectativa.

— Quer a verdade? Procure Erick Novack! — disse o Dr. Thompson, dando um ligeiro sorriso, como se fosse um sorriso de conforto ou esperanca, a Dana Scully.

VII

"Eu lembro das coisas que quero lembrar,

Eu nao esqueco das coisas que tento esquecer."

Balneario de Bellevue, domingo - 10h08.

Estava quente naquela manha de domingo. Erick usava shorts, uma sandalia e uma camisa regata com a estampa do Cartoon Network. Era mais um dia em que ele iria prestar trabalho comunitario com com os alunos de uma escola local. Todos os domingos, Erick ensinava raguebi a 30 garotos, com faixa estaria entre 15 a 18 anos.

Erick estava de peh, observando o jogo de raguebi. Gostava daquele trabalho e tinha feito um boa amizade com aqueles garotos.

Dana Scully, sem avisar, apareceu no Balneario de Bellevue. Sem seus trajes tipicos do FBI, Scully usava calcas jeans, blusa feminina e sapatos fechados.

Sem Erick perceber, Scully se aproximava. Ela notava seu entusiasmo ao ve-los jogar. Enquanto Scully caminhava em direcao a Erick, um dos garotos pediu para que ele entrasse em seu lugar. Erick tirou as sandalias e entrou no campo de areia substituindo-o. Ao chegar ao local onde Erick estava, Dana Scully acabou sentando em um banco sueco para ver jogo.

Nao durou muito tempo, talvez cinco ou dez minutos e, entao, Erick chamou os garotos e os reuniu no meio do campo. Falou sobre o treino, sobre o jogo e os dispensou. Erick colocou a bola debaixo do braco e foi entao que ele avistou a agente Dana Scully sentada.

— Olah Scully! Nao sabia que viria aqui! — disse Novack, ao chegar proximo dela e guardando a bola em uma sacola.

Neste instante, Scully viu uma tatuagem na parte interna do braço de Erick. A tatuagem era na forma do simbolo do infinito.

— Nao sabia que gostava de tatuagem! — falou a agente Scully.

— Ah! — disse Novack olhando para o tatoo e continuou em seguida — Um fuzileiro fez na volta para casa! — disse Novack falando muito satisfeito com o simbolo em seu braço.

— Ficou muito bonita! Quem fez eh um artista! — disse Dana fazendo mençao em tocah-la, mas nao tocou. Nao tinha intimidade para isso. Novack percebeu, mas nao quis dar andamento ao assunto, porem Scully prosseguiu com uma pergunta a este respeito — Voce acha que cada um recebe a tatuagem que merece? — perguntou Scully, um pouco sem jeito.

— Acho que cada pessoa recebe uma tatuagem de acordo com o momento que estah passando e daí, resolve exprimir suas vontades ou desejos na tatuagem. — disse Novack dando um ligeiro sorriso. Scully aceitou bem a resposta de Novack, porem não mencionou que possuia a tatuagem da serpente circular, a ouroboros. Novack apos falar sobre a tatuagem, prosseguiu, mudando o assunto para a parte mais profissional que os envolvia — Voce poderia ter ligado. Dizer que viria ateh aqui. — disse Novack sentando ao lado de Scully.

— Desculpe! — disse Scully um pouco sem jeito e continuando a falar — Precisamos conversar Novack. Eh sobre sua ficha, tudo bem?

— Tudo bem! Veja, eu vou tomar um banho e me vestir. E ai podemos conversar, tah certo? — disse Novack.

Apos Novack se vestir, ele e agente Scully procuraram um local, no proprio balneario, para conversar. Acharam uma mesa, sombreada por algumas arvores e cercada por arbustos.

As vezes o que parece inadequado na verdade eh o mais apropriado. O ambiente familiar, arejado e com um sol ameno, tornou-se a paisagem ideal para que Scully fizesse as perguntas a Novack, bem como facilitaria a explanaçao do agente quanto aquele assunto de dificeis lembrancas. Talvez se estivessem na sede do FBI, em uma sala, e inumeros agentes andando pelos corredores, Novack nao se sentiria tao a vontade. Entao, eles se sentaram a mesa, um de frente para o outro

— O que quer saber Agente Scully? — perguntou Novack.

— A verdade. — disse Scully — bastante concentrada na conversa que iriam ter.

— Sobre meu arquivo pessoal? — perguntou Novack.

— Digamos que sim. Eu quero a verdade, a sua verdade — disse Dana Scully.

— O outro lado da verdade? — perguntou Novack.

— Nao, soh a verdade, o que aconteceu. Me conte? — disse Scully querendo passar a imagem de que nela ele poderia confiar.

— Vou resumir para não ficar cansativo, mas voce irah entender. — disse Novack tentando organizar as ideias para falar.

Dana ficou calada, esperando Novack comecar. Entao ele comecou a contar para ela tudo o que aconteceu desde novembro de 97.

— Sobre o caso de Ziggan, o laudo da pericia tecnica comprovou que houve falha nos meus procedimentos para desativar a bomba em Atlanta. Porem, as condicoes que o perito se encontrava eram melhores que as minhas: ele não estava sob pressao e tambem jah estava familiarizado com as substancias utilizadas na confecao da bomba. Ele pesquisou, logo treinou para desativah-la. Esse julgamento, aconteceu dois meses apos ser aberto este inquerito da pericia tecnica. Fora parte, eu já respondia a suspensao de um mês por agressao a Smith.

— E o que o FBI disse? — perguntou Dana Scully.

— Eles valorizaram o que o perito disse! — disse Novack colocando a mao no queixo e apoiando o cotovelo na mesa, continuando — Entao, fiquei com suspensao por tempo indeterminado. Paralelamente a isso, respondia a acusacao da morte do meu parceiro, Baker. Isso foi logo em seguida, apos o inquerito de meu desentendimento com agente Smith.

Dana Scully pegou uma caderneta e comecou a anotar os acontecimentos e a ordem cronologica dos fatos. Novack não se importou. A conversa deles foi interrompida por alguns instantes. Uma garconete do balneario passava pelo local com umas garrafas de suco e perguntou a eles se queriam algo. Scully e Novack pediram duas garrafas de suco que ela vendia. Apos a entrega da garconete, Novack continuou.

— A policia, agente Scully, me prendeu sobre a acusacao de assassinato em 1ΊGrau de Baker. Eles não tinham a minha arma, a que havia sido apreendida pelo Lowry. Havia o testemunho de populares e de tres agentes no Mayday. Segundo eles, eu entrei no bar e disparei quatro vezes, a uma distancia de 2 metros no agente Baker. Baker foi assassinado as 12h45 da manha. Estela, minha ex namorada saiu de minha casa as 12h35. Seria impossivel eu sair de Bellevue e chegar em Washington em 10 minutos. Fizeram o exame de polvora em minhas maos e constaram que eu não havia feito nenhum disparo. A pedido da promotoria, passei pelo detetor de mentiras. A meu pedido, mesmo indo contra meu advogado, fiz regressao hipnotica com o Dr. Thompson. A regressao hipnotica foi comparada com o resultado do detetor de mentiras. Mediante a tais provas, o caso foi arquivado.

— Voce matou Baker Novack? — perguntou Dana Scully um pouco receosa.

— Não Scully! Ateh hoje durmo esta culpa que não tenho. Todos no meu departamento acham que matei meu parceiro. Me chamaram de desiquilibrado! — disse Novack desviando os olhos de Scully, olhando em outra direcao e continuando a falar — A familia dele quer justica! Querem mover uma acao contra mim! Não pude ir ao velorio do meu amigo! — disse Novack bastante magoado.

— E quanto a arma do crime? — perguntou Scully.

— A minha arma, uma Sig Sauer 226 sumiu do FBI. A arma, uma Sig Sauer 226, que fez os disparos contra Baker não foi encontrada. Soh foram encontrados os cartuchos. A arma que encontraram em minha posse era de outro modelo. Apesar de estar armado, isto não foi levado em consideracao. Meu advogado alegou que jah estava muito tarde e que acordei assustado. A arma que eu portava, eu a havia comprado dois dias antes da minha sentenca, por tanto eu não tive tempo de entregah-la naquele dia.

— E quanto as testemunhas do Mayday? Elas disseram que o viram — perguntou Scully.

— Exatamente. Meu advogado conseguiu anular o depoimento delas, pois estavam em um bar, estava escuro, com essas luzes de casas noturnas, com muita gente e todas as testemunhas estavam bastante alcoolizadas. O juiz mediante a mais este fator, atribuiu que a promotoria se quer tinha testemunhas em estado de consciencia plena. — disse Novack tomando um gole apos sua explanacao.

— O caso foi arquivado entao? — perguntou Scully.

— Ateh onde eu sei sim. — respondeu Novack.

— Voce entao soh estah cumprindo a suspensao com relacao ao caso do Zigann e a agressao a Smith? — perguntou Scully.

— Sim. — respondeu Novack.

— Esta historia eh bastante confusa, Novack. Por que alguem gostaria de matar o agente Baker? — perguntou Scully tomando um gole de suco.

— Eu acho que sei agente Scully, mas ainda não tenho certeza. Eu não contei isso a ninguem. Na epoca do assassinato de Baker, tentei contar o que eu sabia ao Diretor Lowry, mas depois decidi voltar atras e não contar nada a ele pois jah estava se envolvendo muito em tentar me livrar de toda a acusacao de assassinato. Preferi não confundi-lo.

Scully ficou mais atenta a aquelas revelacoes do agente Baker. Aqueles fatos poderiam trazer novas interrogacoes e quem sabe, trazer em fim respostas.

— O que voce não contou Novack? — perguntou Scully a Novack.

— Eu e Baker iriamos comecar a investigar um caso. Sequestros de pessoas em Maputo, Mocambique. Fomos as Nacoes Unidas e falamos com a Representante Geral. Apos sairmos, Baker me deu uma chave, Scully.

— Uma chave? Que chave? — perguntou Scully querendo ver a relacao.

— Quando haviam pistas muito importantes, eu e Baker guardavamos a prova em um lugar seguro. Desta vez, a prova que ele conseguiu foi um cd, porem codificado. Puseram na mesa dele. Entao, ele resolveu guardar o cd em um local seguro. Daí a exitencia desta chave. Pensavamos que apos o meu julgamento de agressao poderiamos prosseguir com o caso, mas o final disso tudo voce jah sabe — disse Novack.

— Onde estah a chave? — perguntou Scully.

— Estah comigo. Estah guardada. — respondeu Novack demonstrando que agora eles tinham um grande trunfo.

— Voce procurou levar a investigacao sozinho? — perguntou Scully.

— Não. Resolvi esperar, principalmente apos a morte de Baker. Voce eh a única que sabe sobre isso. Eu não contei a ninguem — disse Novack cobrando fidelidade a Scully.

— Ok. — disse Scully apertando a mao de Novack. Como uma especie de pacto.

Scully não anotou aquelas revelacoes em sua caderneta. Apos esta confissao, Scully revelou algumas coisas a Novack.

— Coincidencia ou não Novack, as minhas investigacoes que tambem iriam se iniciar com Mulder era em Mocambique.

— Acha que há ligacao? — perguntou Novack.

— Não sei, ainda — disse Scully.

— Ha uma outra coisa, Scully. Fiz passar uma impressao de que acreditei que Estela colocou fogo em meu apartamento, mas acho que não foi ela. Acho que alguem esta atras do cd.

— Entao não foi ela que incendiou sua casa? — perguntou Scully, surpresa com aquela revelacao.

— A empresa responsavel por coletar o lixo de meu bairro, viu uma mulher, com o mesmo fisico de Estela, entrar em minha casa. A principio, pensei na possibilidade de ser ela, afinal haviamos discutido horas antes.

— O que discutiram? — perguntou Scully.

— Basicamente sobre essa coisa toda que estah acontecendo comigo. Como eu não contei o que se passou, ela ficou bastante decepcionada.

— Por que acha que não foi Estela? — perguntou Scully.

— Porque na hora que os coletores de lixo a viram, ela estava arrumando suas coisas para voltar para o Mexico. Ela estava na casa dela com uma amiga, logo tem um alibi.

Novack ganhava tempo enquanto a policia verificava a acusacao de incendio, e ouvia os coletores de lixo. Estela tinha um alibi. Enquanto a policia não chegava ao culpado, Novack formulava sua linha de raciocinio achando que outra pessoa havia posto fogo em sua casa e no seu carro.

— E o que estah tentando fazer Novack? Estah alimentando a ideia de que foi ela que fez isso! Por que não falou a policia? — perguntou Scully um pouco indignada.

— Porque estou querendo que essas pessoas que estao tentando me ferrar pensarem que eu não estou ligando os fatos. Ate agora eu fiz tudo para parecer isso. Se eu contasse antes, não sei o que poderia acontecer. Assim, eh uma forma de proteger Estela e a ,mim tambem. Não sei com quem estou lidando, mas me comportei dessa maneira para pensarem que estou "morto" — disse Novack, porem fazendo um jesto de aspas em sua ultima palavra.

— Novack, voce quer me dizer que o mesmo que aconteceu com voce, de estar em um lugar e não estar, aconteceu com Estela? — perguntou Scully, achando aquela historia meio "Mulder".

— Acho. Da mesma forma que alguem apareceu no bar parecido comigo, alguem parecido com Estela foi tambem a minha casa. Acho que foi procurar o cd.

— Novack! O meu Deus! — disse Scully ligando alguns fatos.

— O que foi Scully? — perguntou Novack.

— O caso que voces investigavam era em Mocambique. Mulder comecava a investigar, juntar indicios de um caso em Mocambique. Ele sumiu estranhamente! Não são apenas coincidencias. — disse Scully fazendo uma ligacao do caso de Mulder com o de Novack e Baker.

— Talvez faca sentido Scully. Soh não consigo encaixar as nossas investigacoes — disse Novack querendo entender.

— Baker foi assassinado e voce foi afastado. Voces comecaram a investigacao primeiro do que Mulder. As investigacoes pararam e voce tambem não pode prosseguir. Mulder sumiu apos levantar dados sobre um caso no mesmo pais. Esta e a ligacao Novack! Alguem não quer que seja feita as investigacoes — disse Scully atonita.

— Entao eh hora de prosseguir-mos! Parece que agora Scully temos um caso a investigar. — disse Novack se levantando, ao mesmo tempo que ela se tambem levantava.

 

 

VIII

"Os julgamentos quase sempre são injustos, porque neles, geralemtne, os defeitos pesam mais que as qualidades."

Erick Novack e Dana Scully partiram dali do balneario de Bellevue definindo um roteiro de investigacao a partir das revelacoes de Novack e da ligacao que a propria Scully fez entre os dois casos. Novack entrou no carro de Scully e no caminho decidiram por onde comecar.

— Scully, vamos ateh minha casa, depois vamos ateh o apartamento de Baker e depois ateh o apartamento de Mulder. — disse Novack a Dana Scully.

— Talvez possamos encontrar alguma coisa. E a chave? — perguntou Scully, afinal, a chave traria o cd e era a única evidencia concreta que tinnham ateh aquele momento.

— Vamos pegar logo, logo. — respondeu Novack.

— Essas provas que voce tem ai atras, o que são? — perguntou Novack olhando para o banco de tras do carro de Scully.

— São aquelas fotos que te mostrei quando nos apresentamos. Não sei como Mulder as conseguiu. — disse Scully enquanto dirigia.

— Voce procurou nos arquivos do Mulder algo para nos ajudar? — perguntou Novack.

— Procurei, mas não achei muita coisa referente a isto. Houve um incendio e não restou praticamente nada. Alguns arquivos estavam no apartamento de Mulder e foram a partir deles que Mulder comecou a reorganizar os documentos do arquivo x. — disse Scully se referindo ao pouco material que tinha em maos para aquele caso.

Scully e Novack entraram em uma casa que estava comecando a ser reformada, apos o incendio. A casa estava com material de construcao alojado em frente a garagem. O material, basicamente se constituia de madeira, tipicamente nos moldes americanos. Ao abrir a porta, Novack e Sully tiveram uma surpresa.

— Nossa! Tudo bem que a casa pegou fogo, mas não tava baguncada desse jeito! — disse Novack afastando objetos para ele e Scully poderem andar.

— Parece que alguem veio lhe fazer uma visita! — disse Scully ironizando olhando a bagunca. O que viram foi que alguem havia invadido a casa. Mesmo assim Novack levou Scully ateh o quarto onde estava seu computador.

— O que voce tem ai Novack? — perguntou Scully ao ver Novack ligar o computador.

— Quero ver se alguem mexeu aqui. — respondeu Novack — continuando — Veja, alguem abriu minha correspondencia.

— Parece que alguem achava que voce tinha alguma informacao no computador. — disse Scully a Novack.

— So que o nosso "amigo" não obteve este sucesso! Eu não guardo nada aqui! — disse Novack dando um sorriso ironico a Scully.

Dali, Novack e Scully foram ateh o apartamento de Morgan Baker, em Seattle. Ao chegarem ao apartamento obtiveram o primeiro impasse. A porta trancada. Scully a principio, achou melhor voltarem e abrir com um mandato.

— Estah fechado Novack! Vamos voltar! — disse Scully porem, mal acabava de terminar a frase foi surpreendida com Novack arrombando a porta do apartamento com uma pesada!

— "Não deixe para amanha o que voce pode fazer hoje!" — disse Novack se curvando e deixando Scully entrar em sua frente. Ele fez um tipico cumprimento de cavalheiro a uma dama.

Scully comecou a perceber que para Novack nada era impossivel.

— Não esqueca de que farei seu relatorio Novack! — disse Scully apos entrar e surpresa com a bagunca no apartamento de Baker.

— Vou me lembrar disso na proxima vez! — disse Novack entrando e vendo tambem o apartamento revirado.

— Onde ficava o computador de Baker? — perguntou Scully.

— Na primeira porta a esquerda. — disse Novack acompanhando Scully a sua frente pelo corredor. — respondeu Novack.

Ao ligarem o computador, eles tambem tiveram a mesma surpresa. A correspondencia de Baker tambem foi lida apos o dia da morte dele. Os relatorios foram apagados e o lapptop de Baker, encontraram no chao, destruido.

Ao sairem do apartamento de Baker, Novack decidiu pegar a chave antes de prosseguirem ateh Alexandria, onde morava Mulder.

Scully teve uma ideia repentina no carro, uma intuicao, antes de prosseguirem. Ela resolveu fazer uma averiguacao. Decidiu, juntamente com Novack, ligar para o departamento de policia encarrado da investigacao de assassinato do agente Morgan Baker. O detetive a frente das investigacoes chamava-se Willian McGovern. Entao, Scully, propos a Novack que ela ligaria para delegacia a mfim de saber sobre o inquerito do agente Erick Novack.

— Departamento de Policia de Washington! — disse a voz.

— Alo, poderia falar com o detetive Willian McGovern? — perguntou Scully.

— O detetive McGovern foi transferido para Dallas. — disse a voz do outro lado da linha.

— Aqui quem fala eh a agente federal Dana Scully, nΊ2317-616. — disse Scully se identificando.

— Sou o detetive Mike Joanhsen. Fui transferido para o lugar de McGovern. Em que posso ajudah-la? — perguntou o detetive.

— Gostaria de uma informacao a respeito de um assassinato. Assassinato de Morgan Baker, ocorrido em novembro de 97.Estah arquivado — disse Scully.

Ocorreram alguns momentos de espera, enquanto Novack tambem aguardava ancioso o que Scully poderia obter com aquela ligacao.

— Desculpe agente Scully, mas não possuimos nenhum processo arquivado desse assassinato em nossos computadores. Tem certeza de que eh esse o nome? Posso procurar se foi reaberto — falou o detetive Joanhsen.

— Aham...Detetive procure alguma acusacao contra Erick Novack. — disse Scully como ultima tentativa.

Houveram mais alguns instantes de espera para que o detetive se pronunciasse.

— Desculpe, agente Scully, mas tambem não há registro de nenhuma ocorrencia, acusacao a ninguem com este nome. — disse o detetive educadamente.

— Ok, detetive. Obrigada. — disse Scully desligando o telefone celular.

Scully contou para Novack as respostas que obtivera com o recem chegado detetive. Eles se surpreenderam com tudo aquilo. O inquerito havia sido apagado, as acusacoes contra Novack haviam sumido. Nenhuma ocorrencia, nem mesmo a ficha de agressao contra o agente Smith. Talvez Smith, houvesse retirado a queixa, mas isto era incerto.

Apesar de todo o misterio, eles deixaram por enquanto aquela informacao de lado, talvez ela pudesse esclarecer algo mais tarde. Apos isso, ambos seguiram em busca da chave.

Para onde vamos Novack? — disse Scully com o carro em movimento.

Para Rockville. — disse Novack colocando o cinto de seguranca.

IX

"Não acredito em nada não, soh não duvido da feh."

Apos algumas horas de carro, Scully e Novack chegaram ao Orfanato Saint Germany, em Rockville as 20h40. Novack bateu a porta e não demorou muito para um funcionario, um senhor de idade avancada abrisse a porta.

Boa Noite Sr. Novack! Não sabiamos que viria aqui! — disse o humilde funcionario demonstrando um certo respeito pelo agente.

Gostaria de falar com a Irma Catherine! — disse Novack.

Sim, irei chamah-la! Por favor, esperem no patio interno! — disse o funcionario a Novack como se este jah soubesse o caminho.

Novack! Voce e suas surpresas! — disse Scully maravilhada com o Orfanato Catolico.

Surpresas? Fala isso como se me conhecesse a fundo! — disse Novack a Scully.

Quando Scully ia responder, foram interrompidos pela presenca da Irma Catherine.

Sr. Novack! Em que posso ajudah-lo a esta hora? O horario de visitas as criancas jah encerrou! — disse a Irma muito contente ao ver Erick Novack.

Eu sei perfeitamente Irma! — disse Erick prosseguindo — Esta, Irma, eh a minha colega de trabalho Dana Scully — disse Novack e rapidamente dando um motivo para estarem lah aquele horario, ele prosseguiu — Se não se importa Irma, gostariamos de ir ateh a Capela! Sei que parece estranho, mas gostariamos de rezar! Estamos vindo de Seattle e vamos fazer uma viagem de carro ainda — disse Novack sendo observado por Dana Scully bastante surpresa e um pouco chateada com aqueles metodos utilizados por Novack. Afinal de contas, ele mentiu. Não foram lah para rezar. Scully se sentiu como uma golpista enganando um membro da Igreja.

— Claro Sr.Novack! As portas do Senhor estao sempre abertas a seus filhos, a qualquer hora! — disse a bondosa Irma, tirando de seu torçal, um molho de chaves, dentre as quais, retirou uma e entregou a Novack.

Apos se afastarem da Irma Catherine, Novack e Scully caminharam ateh a Capela. No caminho Scully repreendia Novack.

— Novack, quando voce resolver fazer alguma coisa me avise! Não quero ser supreendida com uma opiniao ou atitude sua! — disse Scully bastante brava.

— Desculpe agente Scully! Mas o que eu disse de errado? — perguntou Novack com inocencia ateh.

— Voce disse para a Irma que vinhemos aqui para rezar! Voce mentiu! — disse Scully refrescando a memoria de Novack.

— Quem disse que eu a enganei! Eu omiti, eh diferente! — disse Novack abrindo a porta da Capela.

— Como assim omitiu? — perguntou Scully bastante contrariada com Novack.

— Eu disse que iamos rezar e vamos! Não menti! Eu não disse que iamos pegar a chave, eu omiti! — disse Novack fazendo reverencia na entrada da capela.

Scully olhou para Novack e não quis mais discutir sobre o assunto. Ao observar Novack fazendo reverencia, ela tambem fez o mesmo jesto do novo parceiro.

Novack caminhou e sentou no meio, logo no ultimo banco. Scully prosseguiu mais a frente sentando um pouco mais proxima ao altar.

Eh dificil saber o que Novack pensou e rezou. O pensamento viajava em tantas lembrancas, tao rapidas que as proprias palavras de sua oracao. O pensamento se entrelacava em outros, todos interligados. Rezou pelo agente Baker e lembrou da impossibilidade de não ir ao velorio e ao enterro de seu parceiro.

Scully, parecia cada vez mais estar voltada a religiao. Sentiu vontade de chorar, lembrando repentinamente sobre o longo periodo, os cinco anos de estrada com agente Fox Mulder e de como era dificil ficar na incerteza do que acontecera com ele. Lembrou de Melissa, sua irma que fora assassinada e as imagens que vinham em sua mente viajaram em busca de sua ultima perda, Emily, a filha que houvera perdido. Scully rezava de olhos fechados, sentiu vontade chorar e lembrou de todas as dificuldades por qual passou.

Os agentes tinham seus proprios medos e incertezas, mas não compartilhavam entre si destes tormentos. Tinham vidas bastante diferentes com suas proprias historias e estavam juntos tentando combinar suas formas de investigacao naquele caso.

Novack se encontrava de peh esperando a agente Scully terminar de orar. Ao acabar, Scully ficou meio sem graca por ter demorado. Viu Novack de peh observando a parede da Capela que continha gravuras da crucificacao de Cristo.

Desculpe a demora Novack! — disse Scully.

Tudo bem! — disse Novack olhando rapido para a agente e voltando a observar as gravuras.

Voce pegou a chave? — perguntou Scully querendo saber se ele havia pego a chave enquanto ela rezava.

— Não! Mas jah vou pegar! — disse Novack, caminhando em direcao ao altar.

Scully acompanhou com os olhos os passos de Novack ateh o altar. Ele se dirigiu ateh o crucifixo, afastou a imagem na altura dos pes do Salvador. Ao afastar, havia uma pequena abertura na parede por deteriorizacao. Novack enfiou seus dedos na fresta e tirou a chave.

Novack e Scully sairam das imediacoes da Capela e andavam em um dos corredores do patio interno do Orfanato Saint Germany. Scully soh acompanhava Novack, não quis perguntar nada e ele tambem não quis fazer nenhuma colocacao naquele momento. Eles desceram por uma escada larga que dava acesso a uma grande area gramada com muitas arvores, playground e com uma piscina. A piscina não possuia estilo moderno ou atual. Era uma piscina antiga, talvez construida no inicio dos anos 30. Era larga e tinha o aspecto de ser muito profunda. Scully ficou maravilhada com o lugar, mas não falou nada a Novack. Andaram pela grama molhada pelo sereno e entao Scully quebrou o silencio.

— Antes de ser um orfanato o que funcionava aqui? — perguntou Scully.

— Era a casa de um exentrico milionario. Como não possuia herdeiros doou na decada de 40 esta casa para as Irmas. Desde entao, aqui funciona um orfanato. — disse Novack enquanto andavam em direcao a piscina.

— Onde estah o cd Novack? — perguntou Scully olhando a agua escura da piscina. Devido a cor dos ajulejos ao fundo, a agua tinha um aspecto negro sombrio. Mal dava para ver onde estaria o fundo daquele design da da decada de 30.

Ai em baixo! Ahmm... Se importa de se virar de costa! — perguntou Novack.

Não! — disse Scully sem saber o que ele iria fazer.

Ela fez o pedido de Novack, enquanto o silenico pairava. Silencio este quebrado quando ouviu o barulho de alguem caindo na agua. Ao virar-se, Scully viu as roupas de Novack e a chave na grama. Scully olhava para agua escura aguardando o retorno de Novack. Ao emergir, Novack colocou na beira da piscina uma especie mini-cofre ermeticamente fechado.

X

"Se fiz algumas descobertas valiosas, isso se deve mais a uma atencao paciente do que a qualquer outro talento."

De volta a estrada, as 21h51, Scully dirigia enquanto Novack, ainda meio molhado, abria o mini-cofre em seu colo.

— Abri! Ainda bem que não molhou! — disse Novack olhando a Scully e retirando o disco embalado em um plastico cujo material era impermeavel.

— Novack, não consigo entender como voce guarda uma prova tao importante debaixo d'agua! Baker aprovava seus metodos? — perguntou Scully a Novack.

— Ele nunca questionou meus metodos, Scully! Contanto que eu nunca atrapalhasse as investigacoes! Mas, não sei porque voce estah reclamando, jah estamos com o cd, não estamos? — disse Novack querendo rir da reacao brava de Scully.

— Vou lembrar desse plastico quando tiver de embalar os alimentos da geladeira! — disse Scully olhando para o disco na embalagem enquanto Novack ensaiava a sua pergunta a agente.

— Eh...,Scully! Ainda vamos a casa de Mulder? — perguntou Novack querendo ter certeza de que ainda prosseguiriam.

— Sim, mas ao pararmos para abastecer, voce assume a direcao, ok? — disse Scully passando a mao em sua nuca.

— Tudo bem! — disse Novack se ajeitando no banco do passageiro.

Conforme o combinado Novack assumia o posto de motorista apos terem parado em um posto de coveniencia na estrada. Scully estava cansada e enquanto se dirigiam para seu destino, 42-2630 Hegal Place Alexandria, Virginia 23242, a residencia de Fox Mulder. Enquanto estavam na estrada, Scully descansava. Não conversou muito com Novack durante quase todo o percurso, mas ao estarem proximos a Alexandria, Scully mais uma vez fez um pergunta a Novack.

— Voce eh catolico Novack? — perguntou Scully, pegando discretamente em seu cordao com uma curz.

— Sabe, Scully, muitas vezes não importa o templo, mas sim o que voce irah fazer dentro dele. "A feh eh uma das forcas pelas quais os homens vivem; a sua ausencia significa colapso". — respondeu Novack sem dizer seu credo. Ele quis dizer com isso que na sua concepcao as religioes não eram importantes e sim, o que importava era o modo pelo qual as pessoas se dirigiam a Deus, nas suas mais diferentes formas. Scully entendeu o que Novack quis dizer e talvez por isso não perguntou qual a religiao dele. Scully, de um certo modo, gostou da resposta , ficando pensativa naquelas palavras do seu temporario parceiro. Apos isso ela indicou o caminho ateh a residencia de Mulder.

— Novack, antes que eu me esqueca, quando chegarmos no apartamento de Mulder, não quero que voce arrombe a porta, ok? — disse Scully a Novack antes de subirem ateh onde morava o agente Mulder.

— Tah Scully! Voce eh quem manda! — disse Novack exercitando seu pescoco de um lado para o outro, como uma forma de relaxamento.

Ao subirem as escadas de acesso ao andar do apartamento de Mulder, eles logo poderam verificar que a porta estava encostada, o trinco havia sido quebrado. Ambos os agentes se olharam ligeiramente e sacaram suas armas. Scully correu e ficou encostada a parede, do lado direito da porta enquanto Novack ficou encostado no lado esquerdo. Scully faria a cobertura, enquanto Novack entraria primeiro. Ao chutar a porta encostada, Novack verificou que o apartamento não tinha ninguem, pelo menos ali, onde seus olhos alcancavam. Scully entrando em seguida verificou as outras dependencias para ter certeza de que não havia ninguem. De fato, o apartamento de Mulder não escondia nenhuma pessoa naquele momento, mas apresentava indicios, assim como as residencias de Novack e de Baker, de que tambem fora invadido.

— Eh Scully! Parece que alguem arrombou a porta primeiro do que eu! — disse Novack olhando os objetos da sala totalmente revirados.

— Eh! Parece que o "nosso visitante" andou por aqui tambem! — disse Scully desligando a tv.

— Talvez o "nosso visitante" possa estar procurando o cd, Scully. — disse Novack se sentando no sofah e passando a mao nos cabelos, demonstrando um pouco de cansaco tambem. Scully não respondeu, mas a expressao em seu rosto demonstrava que concordava com a opiniao de Novack.

Scully e Novack poderam verificar tambem que o computador e alguns documentos de Fox Mulder foram remexidos. Apos constarem o fato, eles partiram.

XI

"Se tiveres de ditar a conduta dos outros, faze com que a tua propria conduta seja irrepreensivel."

Dana Scully e Erick Novack, no dia seguinte foram ateh a sede do FBI. Enfim eles apresentariam um caso ao Diretor Assistente Skinner. Por mais que fossem apenas preliminares, Scully e Novack passavam a mostrar seus servicos, mais da parte de Novack, cujo trabalho estava sendo avaliado pela agente Scully.

O grande dilema de Scully, ao julgar o trabalho de Erick Novack, era com relacao a sua propria posicao de julgadora, uma vez que ela e o proprio agente Mulder tambem jah estiveram na mesma situacao. Alguns meses atras, Mulder havia sido julgado quanto ao seu procedimentos em uma acao do FBI em um edificio federal, no Texas. Uma comissao havia sido formada para julgar Mulder e tambem propuseram separar a parceria ente ele e Scully. Diante disso, Scully sabia exatamente o que Novack estava passando, soh que ele respondia suas acoes sozinho.

Scully pensava na grande responsabilidade que tinha em maos. Ela teria de observar, avaliar e decidir. Ter sua posicao final sobre Novack antes de sentar e escrever o relatorio que levaria Novack a gloria ou a cova dos leoes, como Daniel. Para que isso acontecesse, eles teriam de terminar o que haviam comecado. E talvez, não que Scully dissesse isso, mas o que ela gostaria mesmo, era de terminar aquela investigacao logo. Queria realmente saber se eles estavam na pista certa. Na verdade, Scully não estava muito interessada sobre aquelas mortes misteriosas naquele gado e sim se estas pistas levariam ao agente Fox Mulder. A possibilidade que as revelacoes de Novack trouxeram, deram esperanca a Scully encontrar Mulder, pois o proprio FBI e a policia estavam atrasados na busca do agente. A policia recolhia depoimentos dos moradores e pessoas que prestaram servico no predio no dia do desaparecimento de Mulder. Enquanto o mundo girava, o sumico do agente Mulder completava quatro semanas e um dia de seu desaparecimento.

Scully e Novack, pela manha, compareceram a sede do FBI, as 8h00. Ao chegarem em frente do predio, Novack viu o agente Smith, caminhando em sua direcao com mais dois agentes em sua companhia. Apos aqueles problemas no passado, eles se reencontraram. Porem Smith ao se aproximar de Novack, não o cumprimentou e ao passar, esbarrou no ombro de Novack de proposito, fazendo com que sua maleta caisse no chao. Scully observou toda cena sem entender o que se passava. Ela não conhecia o agente Smith.

— Desculpe! Que distracao a minha! — disse Smith a Novack.

— Distracao? Qual eh Smith? Tah fazendo que não me conhece eh? — disse Novack juntando seus papeis, pois ao cair a maleta se abriu.

— Voce eh uma ameaca a esta instituicao Novack! Não consigo entender como o Diretor Lowry insiste em quere-lo de volta! — disse Smith.

— A proposito Smith, como anda seus relacionamentos sexuais? — perguntou Novack, relembrando Smith do chute que ele levara em novembro de 97, enquanto o empurrava com as duas maos.

— Ora seu! — disse Smith, querendo agredir Novack, porem foi seguro pelos dois outros agentes.

— Calma Smith! — disse Novack.

— Uma coisa eh certa, Novack: Ainda bem que eu não tirei a minha acusacao contra voce! E ainda bem que eu não preciso de uma babah para tomar conta das minhas acoes! — disse Smith se referindo a agente Scully e prosseguiu — Eu vi voce! Voce matou Baker e isso ninguem vai apagar das minhas lembrancas! — disse Smith bastante revoltado.

— Vamos embora Novack! — disse Scully a Novack querendo evitar uma discussao maior, ainda mais ali, na frente da sede do FBI.

Scully ficou impressionada com o estilo "cabeca quente" de Novack, porem não deixou de perceber que o agente Smith havia comecado a irritah-lo. Aqui, neste encontro inesperado, Scully e Novack ficaram sabendo que Smith não tinha conhecimento que o caso de agrecao e a acusacao de assassinato nem constavam mais. E tambem puderam perceber que Smith nada tinha haver com a setenca de Novack. Havia algo muito mais grave por tras da punicao de Erick Novack. Apos conversarem sobre isto, Scully, no corredor, antes de entrarem na sala de Skinner, chamou Novack para conversar.

— Novack, pare de criar estes tipos de tumultos! Sou responsavel pelo seu relatorio. Eu não posso compactuar ao seu favor se vejo que voce não estah colaborando! — disse Scully chamando a atencao do agente, bastante furiosa com o que viu.

— Desculpe. Ele provocou aquele esbarrao. Fez de proposito e... — disse Novack sendo interrompido por Scully.

— E voce caiu direitinho na armadilha dele Novack! Pare de se comportar como um garoto! — disse Scully não aceitando as palavras de Novack, uma vez que bastava ele juntar suas coisas e ir embora.

— Desculpe, Scully. — disse Novack concordando com ela, em parte.

— Bom, pelo menos descobrimos que ele não sabe que a acusacao e o inquerito de assassinato sumiram — disse Scully lembrando dessa pequena descoberta e continuou — Voce estah bem? — perguntou Scully notando que Novack havia se abalado, de certo modo com aquele encontro.

— Não! Smith disse que me viu no Mayday matando Baker, Scully! Eu não consigo entender isso! — desabafou Novack olhando inconformado para Scully.

— Tudo bem Novack! Calma! Vamos esquecer o que aconteceu hoje e seguir com a nossa investigacao — disse Scully pegando no ombro de Novack.

— Tudo bem Scully. Voce tem razao.

Scully e Novack, entao, foram apresentar os fatos da investigacao para o Diretor Assistente Walter Skinner. Ambos entraram na sala de Skinner e foram se sentando a frente dele.

— Entao, agente Scully e agente Novack! Jah estao progredindo nas investigacoes? — perguntou Skinner colocando o polegar no queixo e indicador sobre a bochecha.

— Sim, Senhor. Eh sobre isto que viemos aqui. — disse Scully, tomando a frente das acoes da dupla.

— O que descobriram? — perguntou Skinner.

— Não muita coisa. Eu e o agente Novack retomamos as investigacoes a partir dos dados deixados pelo agente Mulder. Gostaria de comunicah-lo que partiremos para Mocambique para continuar as investigacoes no local — disse Scully, enquanto Novack olhava para a agente demonstrando não estar aprovando o que ela havia relatado.

— Quer mencionar algo agente Novack? — perguntou Skinner notando o comportamento de Novack.

— Não Senhor — disse Novack disfarcando sua desaprovacao.

— Bom, entao senhores, estao liberados para prosseguirem. — disse Skinner dando por encerrado aquela reuniao.

Scully e Novack sairam da sala de Skinner e não demorou muito para que Novack fizesse suas perguntas para Scully. Enquanto andavam, Scully estava tranquila, Novack demonstrava não entender por que Scully não contou tudo ao Diretor-Assintente Walter Skinner.

— Scully! Por que voce mentiu para Skinner? Deveria ter falado a verdade. Onde andamos o que descobrimos, o modo como a minha investigacao e a de Baker se encaixam com a de Mulder... por que voce não contou? — disse Novack parando Scully no corredor pondo a mao no ombro da parceira para que ela parasse de andar.

— Eu falei a verdade Novack! Não foi voce mesmo que me ensinou? Eu falei sobre a investigacao do Mulder a respeito do gado e omiti as nossas novas descobertas! — disse Scully esclarecendo as coisas para Novack. — respondeu Scully, tentando esclarecer Novack.

— Tah! Mas por que não contou a Skinner? — disse Novack querendo uma explicacao mais logica, não desmerecendo o uso do omitir e mentir.

— Porque Novack, se contasse a Skinner o que descobrimos, ele iria nos afastar da investigacao. Skinner, hoje, valoriza muito o trabalho que faziamos nos Arquivos X. Ele estah bastante preocupado com o sumico de Mulder, apesar de não demonstrar. Skinner não quer perder mais um agente. — disse Scully tentando explicar os fatos anteriores a vinda de Novack aos Arquivos X em poucas palavras.

Novack entendeu o que Scully havia lhe dito, porem não mencionou nada. Tudo que fizeram foi andar em direcao ao elevador.

Na saida da sede do FBI, eles caminharam ateh o carro, porem por coincidencia, encontraram o agente Smith pelas redondezas e foi inevitavel mais um encontro. Porem, Novack utilizou um tipo de comportamento bastante utilizado pela maiorias das pessoas: desprezo e o silencio. Com esta atitude ele prosseguiu ao lado de Scully, que por sua vez tambem não questionou naquele momento a reacao de Novack. Como que concordando, Scully acompanhou aquela cena antropologica, de uma maneira indireta, participando com o mesmo comportamento de Novack.

 

 

 

 

XII

"A mentira nunca vive o suficiente para envelhecer."

— Novack, vamos passar em um lugar para ver o cd. Pode ser? — perguntou Scully a Novack apos sairem do FBI.

— Claro! — disse Novack fazendo algumas anotacoes no carro.

— O que estah fazendo? — perguntou Scully.

— Estou anotando as datas que comecamos a investigacao. Quando terminar eu vou fazer um relatorio para mim. — respondeu Novack a Scully.

— Acha que vamos conseguir ver o conteudo do disco? — perguntou Novack.

—Não sei, mas conheco umas pessoas que poderao nos informar. — respondeu Scully.

As pessoas a quem Scully se referia, eram: Byers, Langly e Frohike. Os tres elementos que escreviam sobre conspiracoes do governo em uma revista entitulada de "O Pistoleiro Solitario". Estes tres mosqueteiros acabaram ficando conhecidos por "Os Pistoleiros Solitarios", ajudando Mulder e depois a dupla Mulder e Scully quando estes precisavam de informacoes que não possuiam. Mais uma vez, o trio iria auxiliar uma investigacao que envolvia Mulder e Scully, soh que desta vez com um novo agente: Erick Novack.

Scully e Novack chegaram ao local onde Os Pistoleiros Solitarios trabalhavam. Scully bateu a porta enquanto Novack olhava as horas, 9h48. Frohike abriu a porta e se espantou ao ver Scully em companhia de outro agente. Ela e Novack foram entrando enquanto Frohike, proximo a porta, Byers, sentado, e Langly, em peh, olhavam Novack entrar.

— Voce! Eu conheco voce! — disse Byers, antes que Scully apresentasse Novack.

— Me conhece? — perguntou Novack surpreso.

— Sim! Voce eh o responsavel por prender o terrorista Abdul Iskandar não eh? — perguntou Byers.

— Sim! — repondeu Novack a Byers.

— Isso mesmo! Voce eh Erick Novack! — disse Frohike se dirigindo ateh o computador, perto de Langly.

— Jah vi que não preciso apresentah-lo! — disse Scully vendo que os Pistoleiros Solitarios sabiam de algumas coisas referentes a Erick Novack.

— Em que podemos ajudar? — perguntou Langly.

— Eh sobre este disco aqui. — disse Novack dando o cd para Langly, que passou para Byers.

— Vamos ver isto aqui. — disse Byers inserindo o disco no computador.

Byers inseriu o disco no computador, enquanto todos a sua volta observavam. O programa abriu o disco, porem o seu conteudo não poderia ser acessado. As informacoes estavam codificadas e passavam rapidamente sobre a tela.

— Eh impossivel eu conseguir ver o conteudo deste disco. Quem quer que tenha copiado as informacoes para este disco não sabia. O disco eh protegido soh poderah ser aberto na matriz que o criou. Aqui eu levarei tempo pra conseguir ver o conteudo do disco.

— O problema eh justamente o tempo que não temos! — disse Scully a Byers e aos outros Pistoleiros.

— Entendo. — respondeu Byers.

— Faca uma copia e depois nos ligue — disse Novack.

— Eh uma boa ideia. — repondeu Byers.

— Alguma noticia de Mulder? — perguntou Frohike a Scully.

— Não. Mas achamos que este disco possa nos levar a ele. Novack ficarah trabalhando comigo enquanto Mulder estah desaparecido — disse Scully.

— Aqui estah o disco. — disse Byers dando o cd para Novack.

— Voces estao indo para onde? — perguntou Langly.

— Para Mocambique. — repondeu Novack.

— Entao realmente não podem esperar. — disse Frohike enquanto Scully e Novack se dirigiam a saida.

— Legal a banda! — disse Novack olhando para a camisa de Langly, enquanto saia.

— Voce conhece? — perguntou Langly.

— Claro! Eh Hammerbox. — disse Novack saindo da sede dos Pistoleiros Solitarios.

Scully e Novack sairam, enquanto Langly deu um ar de satisfeito. Finalmente havia encontrado alguem com um conhecimento em bandas de rock.

Aeroporto de Washington 16h25.

No mesmo dia, Novack e Scully tomaram o rumo para o aeroporto. Para conseguirem um voo para Mocambique, teriam de esperar mais dois dias. Entao, preferiram um voo naquela tarde com destino a Africa do Sul e de lah partiriam em um voo direto para Mocambique. Novack e Scully estavam na fila de embarque, quando foram surpreendidos por uma voz que chamava por Erick Novack.

— Erick! Erick! — disse a voz enquanto Novack e Scully se viravam em direcao a voz.

— Oi Jessie! O que houve? — perguntou Erick Novack a seu irmao e continuou — Scully este eh meu irmao, Jessie.

— Olah! Como vai? — disse Scully estendendo a mao.

— Tudo! — disse Jessie continuando a falar e dando a resposta a que veio ao irmao — Erick, esta encomenda chegou hoje pela manha. Eh da Sra Stuart. Achei que era importante. Por isso vim te entregar — disse Jessie entregando um pacote enderecado a Erick Novack.

— Obrigado! Voce chegou bem a tempo! — disse Novack pegando o embrulho.

— Bom jah que estou aqui, boa viagem! — disse Jessie dando um abraco em Erick.

— Ateh logo agente Scully — disse Jessie cumprimentando Scully.

Dentro do voo 752 com destino a Africa do Sul, Scully e Novack dividiram a poltrona do lado direito do corredor, sendo que o acento do meio fora ocupado por cadernetas, pastas e outros utensilios de ambos agentes.

Se por um lado Scully queria acabar logo com aquela investgacao e realmente ter certeza que esta traria respostas sobre o desaparecimento do agente Mulder, Novack, por sua vez, tambem pensava na possibilidade de voltar ao seu departamento. Enquanto viajavam, ele fazia anotacoes com relacao a sua conduta ateh ali e classificava por pontos. Tambem analisava o pouco que conhecia da agente Scully e o que ela poderia escrever em seu relatorio sobre o que vira de Novack ateh ali.

Durante o voo, Novack abriu o embrulho enviado pela mae do agente Baker. Ao abri-lo, haviam trabalhos dele, que tratavam de algumas pesquisas que houvera feito quando palestrava na Universidade da California. Dentro, Novack encontrou um envelope enderacado a ele. Estava escrito:

 

 

"Novack,

"Foi muito doloroso a perda de meu filho. Conhecer o parceiro de meu filho nessas circunstancias foi mais dificil ainda. Minha familia não quer nenhum envolvimento com o senhor, a não ser o juridico. Porem, Baker sempre me falou do amigo Erick Novack. E são nestas palavras de meu filho que hoje deposito minha confianca no senhor.

Baker deixou estas anotacoes de suas pesquisas quando palestrava na Universidade da California. Uma vez ele me falou que tinha um discipulo, o Novack, que o ouvia atentamente a cerca das Ciencias Politicas. Entao, resolvi entregar-lhe todas as anotacoes de meu filho a voce. Guarde estas lembrancas com carinho.

Acredito em voce agente Novack.

Hellen Hatte Stuart".

Ao ler aquele bilhete, Novack sentiu uma profunda angustia. Ele tinha tantas duvidas sobre o assassinato de Baker como mais ninguem, alem do que ele foi o pivo de toda aquela trama, envolvendo sua pessoa. Somente ele sabia de uma parte da verdade: A de que ele não matou o agente Baker. A verdade parecia incerta para qualquer dos lados envolvidos naquela noite de novembro no Mayday. Um lado contava que vira Novack assassinar Baker no bar e o outro lado, o lado da versao de Novack, que dizia ser inocente.

Ao folhear as paginas de um dos trabalhos, Novack encontrou algumas anotacoes referentes a Mocambique. Ficou lendo, quieto em seu mundo, não dando muita atencao a Scully. Ela por sua vez, tambem se ocupou em reorganizar as anotacoes que houvera feito anteriormente sobre o caso.

No mesmo voo que eles estavam, havia uma excursao de alunos entre 10 e 12 anos que iriam com destino a terra de Mandela. Em razao de elas estarem no voo, foi concebido um horario que passaria desenhos ao inves de filmes. O primeiro desenho a ir ao ar foi "O Laboratorio de Dexter". Quando comecou o desenho, Novack parou de ler, se distraindo ao olhar para a tela de cinema.

— Sabe, agente Scully, voce se parece com o Dexter! — disse Novack a Scully.

— Por que? Porque ele eh cientista ou algo assim? — respondeu Scully olhando para o desenho.

— Não. Voce e o Dexter são parecidos porque tentam esconder as emocoes, gostam de mostrar que vivem exclusivamente para o trabalho. Voce para o trabalho e Dexter para a Ciencia.

— Nossa Novack! Voce agora irah fazer meu perfil psicologico? — perguntou Scully com um ar de ironia.

— Não. Falo aquilo que vejo. Desculpe! Foi brincadeira! — respondeu Novack a fim de acabar o que havia comecado. Novack achou que Scully não gostou muito de ele tentar entrar em sua vida. Porem, ela continuou aquela conversa a toa, que dizia muitas coisas. Ateh mesmo como uma forma de tentar não ve-lo como um agente que precisava de sua aprovacao para voltar a ativa.

— Sabe com quem voce se parece Novack?? — perguntou Scully.

— Não! — respondeu Novack sorrindo.

— Voce eh uma mistura de seu chara "Erick o Estressado", "Pato Donald" e "Patolino"! — disse Scully definindo Novack.

— Caramba! Soh faltou o "Pato Quack"! Voce me arrasou! — disse Novack rindo — Acho ateh que vou dar autografos para as criancas daqui a pouco!—

completou Novack olhando as criancas no aviao.

— Novack, o que são estes papeis que voce estava lendo? — perguntou Scully.

— São anotacoes de Baker quando ele dava palestras na Universidade da California. Eh uma leitura interessante. Há informacoes sobre os paises do continente africano e eu estava lendo sobre Mocambique.

— Temos que pensar como vamos nos comunicar por lah! — disse Scully.

— Voce sabe falar Portugues ou Banto? — perguntou Novack.

— Não! E voce? — perguntou Scully.

— Um pouco! Quando a minha nova ficha ficar pronta, acho que o FBI irah colocar! — respondeu Novack.

— Por que resolveu aprender Portugues? Foi por causa do caso?

— Não! Nunca liguei uma coisa a outra. Eu resolvi aprender Portugues porque visitei uma home page brasileira e havia musicas belissimas, mas não entendia o que queriam dizer. Daih, resolvi tentar aprender. Mas soh sei falar: "Alo" "Como vai voce" "Tudo bem!" — disse Novack as palavras com sotaque estrangeiro e prosseguiu — Ainda falo o basico!

— Não sabia desse seu interesse! Alias eu não sei nada a seu respeito! — comentou Scully.

— Sabe muita coisa! Voce tem minha ficha! Eu eh que não sei nada sobre voce! Mas não eh obrigada a falar nada não! Eu eh que sou uma matraca mesmo! — disse Novack se levantando para ir ao banheiro, enquanto Scully balancava a cabeca contestando sua resposta.

Scully aproveitou a saida de Novack para dormir. Foi para as poltronas de tras, desocupadas e adormeceu. Ao voltar, Novack a viu dormindo e voltou ao lugar dele. Pegou um walkman e comecou a escutar Hammerbox. A banda que Langly fazia propaganda.

XIII

"Age como se fosse impossivel fracassar."

Scully e Novack chegaram na Africa do Sul, em Johannesburg, por volta das 4h00. Assim que chegaram procuraram um voo para Mocambique, porem teriam de esperar mais 4h00 para sair o voo. Scully e Novack optaram por uma companhia area de pequeno porte e que levaria no maximo 2h00 de voo. As condicoes do aviao não eram das melhores possiveis, mas como tinham pressa, aquele transporte aereo era o mais adequado.

— Demora a muito ateh Maputo? — perguntou Novack no aviao ao piloto.

— Não Senhor! Quando ver, jah estaremos por lah! — disse o piloto.

— Estao a passeio? — perguntou o piloto.

— Não, amigo! A trabalho! — respondeu Novack.

— Ah! Pensei que fossem recem-casados! — falou o piloto, enquanto Novack segurava a gargalhada, Scully fazia um ar de reprovacao ao comentario do piloto. Novack ficou conversando com ele, perguntando sobre os locais que sobrevoavam. Scully ficou observando as explicacoes do piloto e olhava os locais que ele apontava.

Ao chegarem ao aeroporto de Maputo as 6h00, eles partiram em um taxi rumo a um hotel no centro da cidade.

Novack bateu no quarto de Scully as 9h00. Achou que ela jah teria tempo para descansar, se vestir e tomar cafeh da manha.

— Posso entrar? — perguntou Novack ao bater a porta e vendo Scully a não abrir a porta por completo.

— Claro! — disse Scully, fazendo Novack entrar.

— Quem vamos procurar aqui em Maputo? — perguntou Novack sentando na ponta da cama do quarto de Scully.

— Vamos procurar pelo delegado Paulo Machado. Antes de sumir, Mulder me disse que Machado enviou as fotos do gado morto — disse Scully atendendo o telefone celular enquanto Novack olhava as fotos daquelas estranhas feridas no animais.

— Alo! — disse Scully

— Scully, aqui eh Frohike. Aconteceu uma coisa horrivel! — disse Frohike.

— O que aconteceu? — disse Scully com voz assustada despertando a atencao de Novack.

Frohike contou o que acontecera a Scully. Ela, se sentindo fracassada, desligou o telefone.

— O que aconteceu Scully? — perguntou Novack preocupado.

— Byers estava saindo da sede dos Pistoleiros ontem a noite e foi atacado por um homem... — disse Scully não querendo entrar em detalhes.

— Que homem Scully? — perguntou Novack.

— Ele atacou Byers e destruiu o cd e alguns aparelhos na sala — disse Scully se sentando na cama e passando a mao em seu rosto, como que querendo não acreditar no que tinha acabado de ouvir.

— Ainda bem que possuimos a outra copia. Ele sabe quem o atacou? — perguntou Novack.

— Sabe... Foi o mesmo homem que matou Baker e o mesmo homem que incendiou sua casa.

— Como assim? Não estou entendendo — disse Novack surpreso com as revelacoes de Scully.

— Esse homem, Novack, eh um alenigena mutante, o Cacador de Recompensas Alienigena. Eh capaz de se transformar em qualquer pessoa que quiser. Ele, antes de atacar Byers, fez questao de se transformar em Langly bem na frente dele. Acho que queria que soubessemos com quem estamos lidando.

— Espere! Espere agente Scully! Não quer que eu acredite nesta historia julio verniana agora! — disse Novack confuso, continuando — Esta sugerindo que eu acredite que um mutante sai por ai matando e invadindo casas? — disse Novack gritando com Scully.

— Ouca Novack! Não estou sugerindo que acredite! Quero apenas que voce acredite naquilo que eh! Quando voce me contou sobre Baker e a invasao em sua casa, eu suspeitei que fosse o Cacador de Recompensas Alienigena, mas ateh entao, não tinha certeza, não havia sequer ligacao com o caso de Mulder! — disse Scully gritando com Novack. Houve ulguns ligeiros segundos de pausa naquela conversa e ela prosseguiu — Não precisa acreditar em nada do que eu disse, mas soh faca uma coisa... — disse Scully.

— Que coisa? — perguntou Novack.

— Se encontrar com ele, não atire. Em qualquer hipotese não atire nele — disse Scully se levantando indo em direcao a porta, como se mostrando a saida para Novack. Novack entendendo que aquela conversa havia esgotado os animos, se levantou. Ao chegar a porta ele falou.

— Assim que voce estiver pronta, iremos ateh a delegacia. Espero voce aqui fora — disse Novack fechando a porta do quarto de Scully.

As 10h35 Scully e Novack chegaram a delgacia geral de Maputo a fim de conversar com o delegado Paulo Machado. Ao chegarem, os agentes se dirigiram ateh a sala do delegado, que os atendeu mais reservadamente em sua sala.

— Agente Scully e agente Novack! Sentem-se! — disse o delegado bastante lisongeado com a presenca dos agentes do FBI.

— Estava procupado com o idioma! — disse Novack continuando — ainda bem que o senhor fala a nossa lingua!

— Coisas do oficio agente Novack! — respondeu o delagado dando continuidade — Acho que jah sei qual eh o assunto — disse o delegado sentando.

— O senhor nos mandou estas fotos, pra ser mais preciso para o agente Fox Mulder — disse Scully entrando direto no assunto.

— Exatamente! Estes gados apareceram mortos, com essas feridas horriveis, mas as investigacoes não prosseguiram por falta de pessoal e material tambem. Houve ateh divulgacao sobre isso em toda Mocambique porem o assunto acabou ficando sem resolucao — disse Machado pronunciando com sotaque de estrangeiro.

— Como conseguiu estas fotos Sr. Machado? — perguntou Novack.

— Um cientista, Dr. Jose Galizia foi quem me forneceu as fotos. Soube que havia um agente no FBI por nome Fox Mulder que se interessava por coisas fora do comum. E ai eu enviei estas fotos. Inclusive eu esperava que ele me procurasse — respondeu Machado.

— O agente Mulder estah envolvido em outra investigacao. Como sou parceira dele, vim com o agente Novack tratar sobre o caso — respondeu Scully.

Desta vez, Novack não olhou contestando a mentirinha de Scully. O delegado não precisava saber que o agente Mulder havia desaparecido.

— Entendo... — disse o delegado um pouco desapontado.

— Onde podemos encontrar o Dr. Joseh Galizia? — perguntou Novack.

— Infelizmente, os senhores chegaram um pouco tarde...O Dr, Joseh Galizia estah desaparecido. Sumiu proximo a uma aldeia onde foi encontrado o gado morto.

— Desaparecido? — enfatizou Scully.

— Isso mesmo. Fizemos algumas investigacoes, mas achamos que ele possa ter se afogado no Rio Zambese. Esta investigacao foi abandonada por falta de recursos. Eh uma area muito grande para fazer as buscas — disse o delegado querendo que os agentes entendessem a realidade da sua dificuldade.

— Onde foram as mortes desse gado? — perguntou Erick Novack.

— Em uma aldeia ao norte, proxima a Livingstone — disse o delegado Machado, sentando na ponta da mesa.

Scully e Novack tiveram uma surpresa. A principio pensavam que iriam investigar nos arredores de Maputo, porem, aqueles estranhos acontecimentos ocorreram ao norte de Mocambique e os agentes teriam de pegar um aviao para chegar a localidade em questao.

Mediante a isto, eles viajaram ateh a regiao citada em um aviao monomotor. O piloto, Fernando, que os acompanhava tinha um ligeiro conhecimento em Ingles, um ponto importante que facilitou a comunicacao dos agentes ao chegarem na localidade.

Aldeia indigena proxima a Linvingstone, 14h07.

Ao chegarem a aldeia, Novack e Scully se depararam com uma realidade bastante drastica. Um sol forte chegando a casa dos 40ΊCelsius, habitada por pessoas muito simples. A aldeia talvez tivesse apenas 70 moradores. Não se vestiam com roupas tribais tipicas dos povos africanos. Aqueles negros vestiam roupas comuns, como as de lavradores. O forte calor castigava aquela tarde na aldeia proxima a Linvingstone. Quando o aviao pousou na pista improvisada, alguns moradores da aldeia se aproximaram para ver quem chegava naquela terra esquecida, distante. Ao descerem, entao do aviao, Novack e Scully foram rodeados pelos donos do lugar. Novack olhou para Scully e vice-versa, esperando uma iniciativa do que iriam fazer. Quando o piloto, Fernando desceu do aviao, foi se apresentando a um homem que tomou a frente do grupo, talvez o lider da aldeia. Fernando procurou explicar para o chefe da comunidade quem eram as pessoas que estavam chegando em sua companhia.

— Alguem aqui fala Portugues? — disse Fernando para aquelas pessoas.

— Sim, falamos Portugues! — disse aquele homem, um negro de estatura mediana, que parecia ser o lider da aldeia.

Scully tirou as fotos da pasta e mostrou ao lider da comunidade indigena. Ele, ao ver as fotos com outras pessoas em volta, ficaram surpresos ao ver que Novack e Scully sabiam dos fatos que aconteceram ali. O lider local comecou a falar em um dialeto com os outros ali presentes. O grupo proximo ao aviao, era composto somente por homens. Talvez uma ordem para que mulheres e criancas ficassem na aldeia. Uma questao de seguranca. Afinal de contas não sabiam o que aquelas pessoas queriam. Novack percebeu que o lider se comunicava com os demais em um dialeto, talvez banto. Ao perceber isto, Novack falou para Scully o que estava acontecendo, mas a propria cena que se criara, dava para mostrar que os moradores se comunicavam entre si com a lingua não-ficial.

— Me chamo Bandele. Sou o chefe da aldeia — disse o lider local apertando a mao de Fernando, Novack e em seguida de Scully.

— Meu nome eh Erick e ela se chama Dana — disse Novack ao cumprimentar o chefe da aldeia. Em seguida, Novack mostrou seu distintivo do FBI, queria mostrar que eles eram da lei. Bandele ficou contente ao ver que Novack sabia um pouco de Portugues.

Scully pediu a Fernando para perguntar ao lider da aldeia se havia acontecido alguma morte recente no gado.

Bandele, entao, levou Fernando, Scully e Novack ateh um local onde ele havia achado mais um boi morto, com ferimentos iguais aos da foto. Chegando ao local, uma vala que os moradores cavaram para colocar o animal me estado de putrefacao. Scully pediu para que Fernando e os demais os deixassem a sos para que pudessem iniciar o trabalho.

Apesar da desanvenca ocorrida no quarto de Scully, ambos os agentes pareciam ter ignorado aquela discussao que tiveram anteriormente. Scully, por sua vez, parecia haver entendido a posicao de Novack, uma vez que ela mesma desacreditava em muitas coisas no inicio de suas atividades com o agente Mulder. Novack, ficara pensativo nas ultimas frases que Scully havia dito a Novack, quanto a não atirar no Cacador de Recompensas Alienigena. Mas aquela informacao, ele a guardou em sua memoria. Mentira ou verdade, ele a guardou mesmo assim.

— Nossa Novack! Que cheiro horrivel — disse Scully pondo um lenco em seu nariz.

— Eu nunca vi nada igual! — disse Novack arrumando a camera fotografica e prosseguindo — O que vamos fazer?

— Vamos recolher uma amostra e guardar ateh pudermos levar a um laboratorio — disse Scully enfiando uma especie de estilete cirurgico no animal.

— Scully, temos de perguntar a Bandele onde ele costuma levar o pasto. Soh assim poderemos fazer uma trilha para investigar — disse Novack tirando fotos da regiao abdominal do boi.

Enquanto faziam aqueles procedimentos preliminares, eles foram interrompidos por Fernando.

— Desculpem interromper o trabalho dos senhores, mas eu soh poderei ficar aqui ateh as 16h00. Gostaria de saber se irao voltar comigo — disse Fernando aos agentes.

— Acho melhor voce ir entao Fernando. Vamos demorar — disse Scully.

— Se tiverem terminado, amanha irei voltar as 16h00 para trazer remedios para os aldeoes, assim poderei levah-los ateh a capital — explicou Fernando.

— O que voce acha Novack? — perguntou Scully.

— Acho que eh uma alternativa, Scully — disse Novack e dirigindo sua pergunta em seguida para Fernando — Soh mais um favor Fernando: pergunte a Bandele onde ele costuma levar o gado — disse Novack dando um mapa ao piloto.

— Sim agente Novack — disse o prestativo piloto.

Apos uns dez minutos, Fernando voltou com o mapa riscado, com o caminho tracado.

 

 

XIV

"No reino dos fins, tudo tem um preco ou uma dignidade."

 

 

Novack e Scully foram investigar os locais por onde o gado costumava andar naquela regiao. Os agentes foram no jeep de Bandele seguindo o caminho indicado pelo mapa. Enquanto novack dirigia, Scully o ajudava com o mapa. A estrada era estreita e bastante deteriorada. O sol estava forte, o que provocava um desgaste jah visto nos agentes federais. Apos percorrem 20 km de carro, tiveram de prosseguir o caminho a peh pois devido as condicoes do local, uma erosao que atingira metade da pista.

— O que pretende achar Novack? — disse Scully colocando sua mochila em suas costas.

— Nao sei Scully! Talvez a peh poderemos achar alguma coisa. — respondeu Novack apertando os cadaços das botas.

Ambos jah estavam cansados e com poucas pistas a serem seguidas. Daih a razao de investigarem a esmo, seguindo a intuiçao. Novack e Scully caminharam mais alguns minutos pela estrada. Scully e Novack sentiram um mau cheiro nao muito longe de onde estavam. O cheiro vinha de uma pequena abertura na floresta.

— Estah sentindo Novack? — perguntou Scully

— Sim! Parece com o cheiro daquele boi que examinamos! — disse Novack cortando o mato da abertura que Scully avistou.

— Nossa Novack! Veja! Um macaco! Esta com os mesmos ferimentos! — disse Scully pondo luvas para mexer no animal.

— E entao? — perguntou novack tirando fotos.

— Aparentemente eh exatamente igual aos do gado, porem estah em proporçoes menores — respondeu Scully ao retirar uma amostra de sangue e guardar a amostra em uma lamina de laboratorio.

— Vamos seguir por essa trilha aqui Scully! Acho que estamos seguindo um caminho certo agora! — disse Novack entusiasmado com o achado.

Scully viu um pequeno lago com agua que vinha de uma pequena nascente ali perto da entrada da trilha. Seu cantil havia secado e ela resolveu encher com a agua que havia achado.

— Scully! Nao beba essa agua! — disse Novack batendo na mao de Scully o suficiente para o cantil cair no chao.

— Que isso Novack! — disse Scully nao entendendo nada.

— Veja, do outro lado ali! Ha um macaco morto, muito semelhante com aquele que achamos agora a pouco. Eh melhor nao beber! Se quiser agua tome da minha — disse Novack juntando o cantil de Scully.

Apos entrarem na trilha e andarem alguns kilometros, os agentes estavam exaustos, mas talvez houvessem achado o "caminho da cura", pois ao chegarem ao final da trilha eles subiram um barranco de aproximadamente 20m de altura e de la avistaram uma especie centro de pesquisas e o mais estranho que tambem uma mineracao, mas devido a distancia nao souberam ao certo o que extraiam de la. Novack usou o binoculo e viu que havia homens armados porem, os guardas pareciam nao estar preocupados em vigiar a mina. Parecia ser uma vigilancia por precaucao. Scully ao olhar o mapa da regiao, observou que nele nao havia se quer uma indicacao de alguma atividade governamental do pais. Ambos chegaram a uma conclusao de que havia algo de errado no local. Eram 20h00 da noite. Como estavam cansados, resolveram esperar um pouco ateh uma possivel troca de guarda ou uma oportunidade de entrarem sem serem vistos.

— Que horas sao Novack? — perguntou Scully bebendo agua do cantil de Novack.

— Sao 20h46. — repondeu Novack.

— Sugiro que quando descermos, vamos primeiramente ao centro de pesquisa — disse Scully.

— Eu sugiro que vamos na mina e depois no centro.

— Novack, serha que nao percebe que nao eh muito possivel? Alem de estar mais distante, a vigilancia eh maior. Alem do mais, talvez possamos entao ver o conteudo do cd no laboratorio — disse Scully tentando trocar uma ideia com Novack.

— Tudo bem, Scully. Sua estragegia tem sentido, mas fico pensando se talvez fossemos na mina, apesar de estar mais longe de nos, lah poderia estar a resposta que queremos encontrar. — disse Novack observando que os guardas haviam se recolhido.

— Tem uma moeda? — perguntou Scully.

— Tenho! — disse Novack tirando uma modeda de um dos bolsos da jaqueta.

Mediante as opcoes, eles decidiram o destino em uma moedinha. Scully escolheu "cara" e Novack "coroa". Ao jogar a moeda, o resultado final foi a escolha do laboratorio. Scully ganhou. Novack nao quis convencer Scully a ir ateh a mina. Tambem achou sem enfatizar a saida dos vigilantes da mineracao.

Apos pularem a grade de protecao, tendo uma placa de aviso "NAO ENTRE: AREA DE PESQUISA NAO-GOVERNAMENTAL ", eles chegaram nas mediacoes do predio que presumiam ser um centro de pesquisas.

Pelos fundos, os agentes encontraram uma janela semi aberta por entre os abustos proximos a parede do predio.

— Droga! — disse Novack.

— Que houve? — perguntou Scully segurando uma lanterna.

— Ta emperrada! — disse Novack fazendo forca para abrir a janela.

Ao tentar abrilah-la, a janela se moveu alguns centimetros o sufuciente para que os agentes, com algum sacrificio pudessem entrar.

— Ainda nao tenho o "dom" para passar pelas fechaduras! — disse Scully, enquanto Novack, pela parte de dentro ajudava sua parceira a entrar.

Ao entrarem em uma das salas, acharam um computador. Novack inseriu o disco, porem ele comecou a tocar musica.

— Ops! Cd errado! Foi mal Scully! — disse Novack retirando o cd do Hammerbox e colocando o cd da investigacao.

— Por voce tah com esse outro disco? — perguntou Scully.

— Porque este cd eh muito especial e nao quero perder! — disse Novack guardando no bolso da jaqueta.

Apos inserirem o cd, as imagens comecaram a aparecer na tela do computador. Byers havia acertado ao dizer que o disco soh poderia ser aberto na matriz que havia criado o programa.

O conteudo do disco mostrava uma especie de pesquisa com uma bacteria. A principio Scully e Novack nao poderam identificah-la, mas Scully ficou espantada porque em toda a sua carreira nunca viu uma bacteria com tal formacao apresentada no monitor.

O que nao sabiam eh que apos inserirem o disco acabaram por ligarem o sistema de alarme. A sirene comecou a tocar e um grupo de homens jah se encontravam no predio indo em direcao a sala.

— Droga! Scully, tire o cd rapido! Coloque esse na gaveta — disse Novack enquanto Scully fazia a troca do cd da pesquisa pelo cd do Hammerbox no instante que os homens invadem a sala e prendem os agentes.

Os agentes foram presos e levados para proximo da mina, estavam com as maos amarradas com cordas. O cd, torcado, sem que os guardas percebessem, agora estava nas maos de um dos guardas, que por sua vez se dirigiu para o laborotorio.

— Recuperaram o disco? — perguntou um homem tirando um cigarro da maraca monley.

— Sim Senhor — respondeu o guarda entregando-lhe o cd.

— Onde eles estao? — perguntou o homem novamente.

— Junto com os outros dois — respondeu o guarda explicando, ou melhor enfatizando o que aquele homem, o Fumante, jah esperava saber.

— Perfeito...

Novack e Scully foram pra colocados em uma cela, divindido com outros dois presos. A surpresa de Scully e de Novack era que um dos companheiros de cela era o agente Fox Mulder. Ele estava ali, no canto escuro da cela, encolhido. Nem demonstrou alegria ao ver Scully...não demonstrou se quer outra emoçao.

— Mulder! Sou eu Scully! — disse Scully pegando no braço dele e o examinando.

— Oi Scully! — disse Mulder, apos um certo tempo, parecendo reconhece-la. Ela o apresentou a Novack.

Novack em pe, olhava para seus colegas de FBI. Emfim eles conseguiram achar Mulder.

As investigacoes de Baker e de Mulder estavam se encaixando?

Novack virou-se para a outra pessoa que tambem dividia aquela cela pequena e escura. Um homem negro, usava oculos, parecendo estar muito cansado.

— Quem eh voce? — perguntou Novack.

— Sou o Dr. Jose Galizia. Trabalhava em uma nova pesquisa que, tlavez, iria revolucionar o mundo cientifico..Mas quem são voces? — perguntou Jose Galizia enquanto Novack se aproximava.

— Somos agentes do FBI. Eu sou Novack, esta eh Scully e aquele ali eh o Mulder.

— Ele, eu jah sabia — disse Galizia.

— Em que trabalhava, mais precisamente, Dr Galizia? — perguntou Scully.

— Eu trabalhava com um outro cientista,um alemao, o Dr. Weineck. Concentravamos nossas pesquisas nos estudos do americano Dr. Snyder. Ele fez uma experiencia em ratos sem o gene que codifica a enzima sintetizadora do oxido nitrico.

— Oxido nitrico? — enfatizou Novack.

— Ouvi falar desta pesquisa. O resultado foi que os ratos ficaram super violentos, atancando mais que o normal — comentou Scully.

— Exatamente agente Scully — disse o Dr. Galizia.

— Pois bem, o que nos queriamos descobrir, era um modo de inibir o comportamento violento. Criar nos ratos um comportamento passivo. Não estavamos conseguindo progressos com nossas pesquisas, porem o Dr. Weineck, sem que eu soubesse, comecou a trabalhar para um grupo alemao e para uns americanos. O Dr. Weineck criou uma bacteria, desenvolvida em laboratorio. Sem querer, achei anotacoes dele falando a respeito da bacteria e foi entao que ele me disse estar sendo bem pago pelo que estava desenvolvendo. Acabamos brigando, pois nossos objetivos tomaram rumos diferentes.

— E o que aconteceu? — perguntou Novack.

— Meu Deus! — disse Scully atonita aquelas informacoes, continuando — Mas, o que a bacteria faz precisamente?

— Não sei muito bem ao certo, mas ela consegue inibir o oxido nitroso e atua mais precisamente dentro do neuronio, aumentando a quantidade de moleculas de serotonina, reguladora de emocoes, se encaixando perfeitamente nos receptores, fazendo com que as pessoas fiquem sem emocao nenhuma, ficando menos agressivas, a tal ponto de não reagirem a qualquer coisa — disse Dr. Galizia.

— A bacteria, Novack, foi desenvolvida a partir de material fossilizado alienigena. Veio em um meteorito ALH85001 do planeta Marte — disse Mulder completando a informacao.

— Minha nossa! Entao aqueles homens que vimos estao com esta bacteria? — perguntou Novack.

— Sim — disse o Dr Galizia continuando — Estou aqui porque descobri tudo e eles temem que eu conte ao governo.

— Eu estou com a bacteria Scully. Colocaram ela em mim ontem — disse Mulder.

— Esta vendo essas pequenas feridas no braco de Mulder? — disse Dr. Galizia mostrando as marcas em Mulder.

— Sim, o que são? — perguntou Scully.

— São os efeitos, os primeiro sinais da bacteria dentro do organismo —

disse Dr. Galizia.

— Veja Novack, são iguais as feridas que vimos no gado — disse Scully, mostrando os sinais fisicos em Mulder.

— Eles testaram em gados tambem. Lembra das fotos, não eh? Agora colocam em humanos. Eu descobri que o Sindicato estah envolvido com este grupo alemao, de ideais nazistas, chamado Bohr. Acho que o Sindicato forneceu o material fossilizado para o Bohr. Weineck desenvolveu a bacteria com outros cientistas que trabalaham para o grupo... — explicava Mulder sendo interrompido por Novack.

—...e eles raptam homens negros para testar a bacteria, cujo objetivo eh criar escravos perfeitos.

— Exatamente Novack! E ai, completam a transacao vendendo-os no mercado ilegal de trafico de pessoas para trabalhos forçados. Daí o motivo desta mina, eles testam suas cobaias. Nada mais eh do que uma parte desta trama — disse Novack extremamente perplexo.O Sindicato e o Bohr devem estar ganhando muito dinheiro com esses homens, meras cobais... Os escravos perfeitos, jamais farao uma rebeliao ou fugiram...zumbis — disse Mulder tentando se levantar.

— Quanto tempo o Mulder estah com essa bacteria Dr? — perguntou Scully enquanto Novack o ajudava a ficar de peh.

— Não sei dizer se ela depois de um certo tempo interage com o organismo humano. Não posso afirmar se isto eh possivel. Foi aplicada ontem, acho que esses sintomas da primeira fase irao sumir daqui a tres ou quatro dias, dando inicio ao processo final. Acho que apos esses quatro dias, o efeito serah permanente. Devo dizer que alguns homens não sobreviveram aos efeitos da bacteria, em alguns casos ela eh letal.

— Tem algum jeito de retirar isso de Mulder? — perguntou Scully.

— Ele mal consegue andar! — disse Novack ajudando Mulder.

— Ouçam, em um dos pedaços do meteorito, achei uma raiz fossilizada. Ainda não sei se a bacteria faz parte dela. Não tive tempo de concluir isso. Consegui criar uma planta, semelhante a Kava Kava, em laboratorio. Consegui separar uma substancia e fiz estudos elementares. Apliquei em ratos que estavam sob o efeito da bacteria, apos 12 horas estavam se recuperando.O Bohr descobriu e a destrui. Mas eu, por precaução, enviei uma outra muda para um amigo de confianca. Ele tem a planta.

— Diga onde? — disse Novack.

— Muito longe...ela esta no Brasil. — disse o Dr Galizia.

— Eh melhor esquecer... — disse Mulder , falando com os olhos dispersos, parecendo se perder em suas proprias palavras.

— Vamos tentar! Em que parte do Brasil? — perguntou Scully.

— No Centro de Pesquisas da Amazonia, procure o Dr. Mario Autuori. — disse o Dr. Jose Galizia continuando — É ele quem guarda a planta.

—O problema é sair daqui. Mas fora isso, teremos chance. — disse Novack vendo que seria dificil conseguir salvar Mulder.

— Dr Galizia, não me sinto bem... essas feridas estao feias...doem! — disse Mulder, com a cabeca no colo de Scully.

— Infelizmente, não posso fazer nada, Mulder! — disse Galizia que com ajuda de Scully começaram a cobrir os ferimentos provocados pela bacteria com pedaços de sus propria bata que houvera rasgado.

XV

"Uma meia verdade eh uma mentira inteira."

 

 

Pela manha, haveria a troca da guarda. Scully, Mulder, Novack e Dr. Galicia combinaram que um pouco antes da mudanca, poderiam conseguir uma chance de fugir. Esperariam a melhor hora para tentar escapar. Os quatro sairiam de lah, indo ateh Maputo. Novack prosseguiria sozinho ateh o Brasil. Scully e Dr. Jose Galizia levariam Mulder ateh um hospital, pois ele não reagia bem a bacteria alienigena.

Entao, chegara o grande momento para tentar a fulga. Scully, chamou o guarda que sem saber se aproximou da porta, com grades em forma de barras. Novack, estava escondido, proximo a parede. Quando chegou a porta, Novack o rendeu, enforcando a cabeca do vigilante contra a grade. Ao cair, Scully meio assustada, comecou a procurar as chaves nos bolsos do corpo, ali, ao chao. Ao achar, eles abriram e fugiram.

Devido a Mulder estar fraco, ele, Scully e Galizia ficaram escondidos proximos a mina enquanto Novack, tentaria roubar um caminhao a 200 metros de onde estavam. Enquanto isso, outros guardas encontraram o corpo ao chao e tambem a cela aberta.

Ao achar o momento certo, Novack correu em direcao ao caminhao, ao chegar no meio do caminho, começaram a atirar, mas ele não olhou pra tras. Sem perceber, o cd havia caido durante o percursso. Quando chegou proximo ao caminhao, ele olhou e viu os guardas rendendo seus companheiros. Pensou um pouco no que faria, entao ele entrou no caminhao e seguiu com o restante do plano. Sua meta, agora, era chegar na vila em Livinstone. Se tivesse sorte, iria chegar as 16h00, horario combinado com o piloto Fernando.

Em contra partida a escapada de Erick Novack, Mulder, Scully e Dr Galizia encontravam-se bem a frente do Fumante, que com toda sua frieza, parecia estar com a situacao sobre controle.

— O que faremos com eles Senhor? — disse um dos guardas ao Fumante.

— Já sabe o que fazer... — disse o homem que desta vez não fumava continuando — Substimei a capacidade de Erick Novack. Ele não tem pena de matar. Matou um dos nossos guardas, sem piedade...

— Já não tem o queria, seu desgraçado? — disse Scully com as maos amarradas.

— Não obtivemos os resultados cientificos que desejavamos, agente Scully. — disse o Fumante com um pequeno sorriso em sua boca e dando as costas aos agentes e ao doutor. Os guardas levavam os prisioneiros, porem no meio do caminho, foram obrigados a ficar de joelhos. Houve entao um disparo. Galizia fora assassinado. Scully e Mulder ficaram assustados. Temiam que fossem os proximos, porem ficaram de peh novamente, a mando dos guardas, caminhando conforme as ordens que precisavam obdecer. Dentro das dependencias do laboratorio, em uma sala, o Canceroso ou Fumante, como quiserem chama-lo, encontrava-se junto com Mulder e Scully. Outra figura do grupo chamado Sindicato, um superior do Fumante, tambem entrara na sala.

— Um dos quardas achou isto — disse Elder, mostrando a preciosa pista que tanto procuravam: o cd. Olhou para Scully, completantando — O outro cd era de musica, o Dr Weineck acabou de checar.

— Acha que o que fazem eh ciencia? — perguntou Scully gritando.

— "Em ciencia não existe um erro tao grosseiro que, amanha ou depois, sob alguma perpectiva, não apareca profetico", agente Scully. Voce jah deveria saber disso. Veja: Hitler foi um louco ao mandar tirar bebes do ventro materno. Foi condenado, porem hoje a ciencia hoje conseguiu grandes avancos na medicina — disse o Fumante, fazendo uma especie de apologia as ideologias de Hitler.

— Não ouse justificar suas acoes partindo de comparacoes absurdas! — disse Scully bastante seria ao ouvir a resposta do Fumante, porem, ele parecia nanãostar preocupado com o que ela teria a dizer. Calculista e parecendo ser imbativel, ele virou sua atencao ao seu superior Elder.

— Eles vao ficar aqui. Eh mais facil e mais seguro vigia-los perto de nossos olhos — disse o Fumante apos ter saindo com Elder da sala.

— Não seria melhor eliminah-los? Lembre-se de que Erick Novack estah a solta — disse Elder

— Não podemos eliminah-los. Com a morte de Baker, o FBI continua com as investigacoes. Essa morte saiu de nosso controle. Se matarmos esses agentes, teremos problemas...- disse o Canceroso acendendo seu cigarro da marca Morley.

— E quanto a Novack? — perguntou Helder.

— Já providenciei que o seguissem...ele não farah nada. Não temos que nos preocupar com ele — disse o Canceroso, sumindo pelo corredor escuro, juntamente com Elder.

XVI

"Não acredite em ninguem que sempre diz a verdade."

Mulder e Scully estavam trancafiados em uma sala, no laboratorio, sem janelas. A única entrada de ar era um quadrado com dois palmos de largura e altura na porta.

— Scully, o que voce sabe sobre Erick Novack? — perguntou Mulder.

— Não sei muita coisa. Li sua ficha, mas nem tudo que esta escrito sobre ele parece ser verdade — disse Scully.

— Podemos confiar nele? — perguntou Mulder.

— Ele eh a única opcao que temos. — respondeu Scully, mostrando uma certa insegurança a tudo. Ela parecia não acreditar em mais nada.

— Como voce parou aqui Mulder? — perguntou Scully.

— Cheguei ao meu apartamento, mas se quer entrei. Quando tentei abrir a porta, tudo que me lembro foi que alguem bateu em minha cabeça. Apaguei. Ao acordar, fui interrogado por Krycek a respeito de um cd. Perguntei pra quem ele estava trabalhando, mas ele não me respondeu. Entao ele pos uma venda em meus olhos. Apos algum tempo eu estava aqui e nunca mais vi Krycek.

— E o doutor Galizia? — perguntou Scully.

— Ele jah estava aqui, preso, muito antes de eu chegar.

— E esses homens Mulder? Quantos estão aqui? — perguntou Scully.

— Não sei dizer. Tudo que sei sobre eles eh que são na maioria, agricultores , moradores de algumas aldeias e mendigos. Eles pegaram pessoas que não chamassem a atencao — disse Mulder se deitando no chao, parecia não estar bem.

— Mulder! Mulder! — dizia Scully, sem poder fazer nada.

— Eu estou bem, Scully. Não se preocupe — respondeu Mulder dando continuacao — Essa bacteria, ela foi aplicada pelo Dr. Weineck.

— E ele, esta aqui? — perguntou disse Scully.

— Hummm, não sei. Eu soh o vi no dia em que me aplicpou a bacteria. Depois, fiquei na cela com Galizia — disse Mulder prosseguindo — Nossa sorte, agora, depende de Novack.

Se para Mulder e Scully, Novack se transformara na salvacao, o Salvador parecia muito perdido dentro da responsabilidade que estava em suas maos. Novack estava muito apreenssivo. Sua preocupacao era completar aquela missao. A vida de Mulder dependia disso.

Chegando em Linvingstone, o agente Erick Novack conseguiu chegar no prazo estipulado por Fernando, o piloto. Dali, eles partiram rumo para a Johannesburg, a pedido de Novack. No aviao, tirando as botas para tirar o seu cartao de credito, ele encontrou um papel amassado com um numero de telefone. As iniciais eram PS. Novack entao achou que o telefone soh poderia ser dos Pistoleiros Solitarios. Ele não sabia como aquele telefone foi parar ali.

Em Johannesburg, Novack ainda contou com a ajuda de Fernando. De um escritorio no aeroporto, ele digitou os numeros daquele papel amassado.

— Alo! Aqui quem fala eh Erick Novack! — disse Novack demonstrando estar muito desesperado.

— Novack! Aqui quem fala eh Frohike. Ligamos para voces, mas os celulares não davam sinal, o que houve. — disse Frohike dos outros dois cavalheiros.

— Ouça, aconteceram muitas coisas e não posso explicar agora. Encontramos Mulder, mas preciso fazer uma coisa ainda. Mulder esta muito mal. Ele e Scully estao em Moçambique, presos. Eu escapei e preciso ir ao Brasil.

— Ok, Novack, se acalme! — disse Frohike passando o telefone para Byers.

— Novack, aqui quem fala eh Byers. Pegue o primeiro voo para o Brasil. Va para São Paulo. Um amigo estara la no aeroporto lhe aguardando — disse Byers indicando o que Novack deveria fazer.

— Ok. — respondeu Novack anotando as informacoes naquele mesmo papel em que estava o telefone dos tres cavalehiros.

— Tem como vai viajar? — perguntou Byers.

— Sim. O piloto quem me trouxe vai me colocar no compartimento de bagagens. — disse Novack olhando para Fernando.

— Entao, agente Novack, aguarde no Aeroporto o nosso amigo.

— Ok — disse Novack, desligando o telefone.

 

 

Aeroporto de Guarulhos – São Paulo, 17h00 do dia seguinte.

 

 

Apos ser anunciado a chegada do voo 731, um homem esperava a saidas dos passageiros vindos de Johannesburg. Ele observava discretamente uma foto que tinha em sua pasta. A foto era do agente Erick Novack. Ao avista-lo, ele foi em direcao de Novack ao ve-lo sair da area de desembarque.

- Erick Novack? – perguntou o homem.

- Sim, quem eh voce? – perguntou Novack um pouco reservado.

- Meu nome eh Matthew Feynman, tenente da Forca Aerea Brasileira. Byers pediu que eu o ajudasse. – explicou Feynman.

- Claro. Eu conto tudo no caminho.

De São Paulo, Novack e Feynman seguiram para Brasilia. Feynman levaria Novack a Amazonia em um aviao cargueiro da Forca Aerea Brasileira. Novack teria de chegar ate o Centro de Pesquisas da Amazonia, situado a alguns kilometros ao sul da Reserva de Mamirauah, 600km a oeste de Manaus.

- Não entendo como voce chegou ate aqui. Afinal, voce eh americano.

- Sou naturalizado brasileiro, Sr Novack. DE americano, soh o sobrenome e o Ingles que permaneceram. Hoje sou mais um brasileiro – disse o tenente, enquanto pilotava o aviao.

- Como conhece Byers? – perguntou Novack.

- Eu escrevo para ele alguns textos referentes a ovnis no Brasil.

- Como comecou a se interessar por isso? - perguntou Novack não dando muito valor ao assunto de ovni que iriam comecar a conversar.

- Há muitos lugares, em todo pais, no qual pessoas revelam suas historias sobre ovnis e ets. Pra mim, soh eram historias. Mas, um dia, eu estava fazendo treinamento com um caça e pra minha surpresa, uma nave estava parada bem na minha frente. Pensei que iria bater, mas a nave saiu da frente do aviao em uma velocidade incalculável. Em meu relatorio, tive de negar tudo o que tinha visto. E ai, depois disso, passei a investigar sozinho e participar de encontros sobre o assunto – disse Feynman, aos olhos atentos de Novack.

Ao entrarem no estado do Amazonas, o tenente avisou Novack que já estavam perto. Ao chegarem nas proximades do Centro de Pesquisa da Amazonia, encontraram uma grande tempestade.

- Agente Novack, a tempestade estah muito forte. Não poderei aterrissar! Voce consegue ver a pista? – perguntou Feynmam a Novack.

- Não! Não vejo nada! – respondeu Novack.

- Terah de saltar! Não posso pousar! – disse Feynman.

- Como irei achar agora? – disse Novack tentando enxergar o chao.

- O Centro de Pesquisa fica ao norte. Siga a bussola. Não tem errada. Se se perder faca fogo que alguem de la verah seu sinal – disse Feynmam.

- Ok. – disse Novack se preparando para saltar.

- Amanha de manha agente Novack passarei aqui.- disse Feynman enquanto Novack dava a resposta com o polegar e pulando do aviao.

XVII

"(...)A verdade cientifica e sempre um paradoxo, se julgada pela experiencia cotidiana que se agarra a aparencia efemera das coisas."

 

 

Enquanto recolhia o para-queda no meio daquele temporal, Novack procurou olhar na bussola o ponto cardeal correto indicado por Feynman. Apos andar algumas horas, ele avistou o provavel local do Centro de Pesquisas. Sem que percebesse, ele estava sendo observado por um homem, por entre as folhagens. Entao, Novack ouviu o barulho de passos na folhagem molhada e com um tempo de reacao quase que instantaneo, virou-se para onde veio o barulho.

- Quem eh voce? – perguntou Novack, sacando a arma, enquanto o indigena assutado, parecia não entender o que o agente perguntava.

Não muito longe dali, Novack e o indio comecaram a ouvir uma voz que dizia: "Kreton, Kreton!". Como não sabia o que lhe aguardava, Novack teve uma certa cautela na conducao do indio, agora sendo uma especie de escudo. Ao andar por dentro da mata seguindo a direcao da bussola, Novack encontrou mais um homem, um homem branco. Ficaram frente a frente a uns 10 metros de distancia. Novack, com a arma, uma Smith, apontada para o indio. Para a surpresa de Novack, o homem levantou as maos, mostrando que não estava armado.

- Fala meu indioma? – perguntou Novack

- Sim! – disse o homem, continuando – Não precisa atirar, nem em mim e nem em meu ajudante!

- Seu nome? – perguntou Novack.

- Mario Autuori. O indio, o nome dele eh Kreton. Por favor, não nos mate! – dizia o homem sem se mexer.

- Tudo bem! Se aproxime e mostre um documento. – disse Novack.

O homem foi se aproximando, devagar. Pos a mao no bolso da calca e retirou uma carteira jogando no chao. Novack viu que o documento coincidia com o homem ali a sua frente. De imediato guardou a arma.

Apos explicar a situacao, Novack, Autuori e Kreton se dirigiram para o Centro de Pesquisas, a 1 kilometro dali.

- Voce deve ser louco de cair de para-quedas com toda essa chuva! – disse o Dr Autuori.

- Não tinha escolha. La de cima não enxergava nada – repondeu Novack.

Na base de pesquisa proximo a reserva de Mamirauah, soh estavam o Dr. Autuori e Kreton, seu ajudante. Um centro de pesquisas apenas para coleta.

- Onde estao os outros pesquisadores? – perguntou Novack.

- Foram para Manaus. Alguns extrangeiros estao terminando suas pesquisas este ano e acredito que voltem ao seus paises de origem.

Os tres logo foram para uma sala de cultura vegetal, onde o Dr. Mario fazia suas pesquisas com plantas da amazonia.

- Veja, senhor Novack, esta eh a planta que o Dr. Galizia lhe falou. Ela eh semelhante a Kava Kava, mas ela eh muito mais surpreendente! – disse o Dr. Mostrando a plantinha em cima da mesa.

- Ela jah tem nome? – perguntou Novack.

- Não especificamente. Nos a chamamos de Mamirauah, por enquanto. Em homenagem a reserva. Galizia, senhor Novack, enviou algumas anotacoes de seus estudos. Ele me pediu para tentar desenvolver uma vacina, para uma especie de bacteria rara.

- O que voce descobriu, doutor? – perguntou Novack olhando a planta, indefesa.

- Tenho muitas duvidas, mas concentrei meus estudos nas pesquisas do proprio doutor Galizia, uma vez que ele me enviou, alem da planta, a bacteria – disse o Doutor triste ao saber por Novack da morte do cientista.

- E a vacina doutor? O senhor conseguiu alguam coisa? –perguntou Novack.

- Sim e não. Extrai uma enzima da Mamirauah e com ela elaborei uma vacina. Injetei a bacteria em ratos e apos o aparecimento dos sintomas eu injetei a vacina. Em algumas horas os sintomas dos animais voltaram ao normal. Pena Galizia não poder saber do resultado – disse o doutor Autuori lembrando do amigo.

- Pode ser aplicada em humanos? – perguntou Novack.

- Nao, faltam testes. Eu ia para um laboratorio com mais condicoes em Manuaus e de la para Campinas.

- Não tenho tempo Doutor. Preciso dessa vacina! . disse Novack.

- Eu entendo. Leve, mas eu não posso garantir. Respondeu Autuori.

Sem que percebessem, o Cacador Alienigena entra na sala, quebrando tudo a sua frente. Novack pensou em atirar, mas se conteve. Lembrou das palavras de Scully e lembrou do que acontecera na sede dos Pistoleiros Solitarios.

Obdecendo as ordens do Fumante, o Cacador buscava apagar as evidencias e as provas que Mulder, Scully e Novack queriam.

Rapidamente, o Cacador Alienigena consegue controlar os tres homens na pequena sala. Ao agredir o Doutor Autuori, este cai desmaiado. Kreton e Novack ainda resistem porem, o Cacador joga Kreton de contra um armario e, Novack, eh sufocado, apertando-lhe o pescoco. Apos ter certeza de que todos estavam imoveis, O Cacador Alienigena retoma o processo de destruir as coisas do laboratorio. E, antes de sair, ele pegou a Mamirauah e a queimou dentro do balde de lixo.

A noite já havia chegado na Amazonia Brasileira. Aos poucos, Kreton, o Doutor e Novack acordaram, ao meio de toda a bagunca e fumaca. Cheirava a mato queimado.

- Todos estao bem? – perguntou Novack

- Sim, disse o professor retirando do lixo o que nada restou. Somente as cinzas da Mamirauah estavam nos dedos do pesquisador.

- A planta! – disse Novack a olhar para aquela situacao. Não havia mais nada a dizer. A Mamirauah estava irrecuperavel

- E as vacinas? Onde estao? Foram destruidas? – disse Novack juntando alguns tubos de ensaio que não foram quebrados.

- Não. Ele apenas destruiu substancias de plantas. Elas ficam aqui em baixo. – disse o doutor enquanto Kreton abria um alçapão do solo. As vacinas entre tantas outras, estava la,intacta – Por falta de espaco, construimos uma sala aqui em baixo para os outros pesquisadores – salientou doutor Autuori.

 

 

XVIII

" A ciencia não pode ter a pretensao de alcancar a verdade. Nem mesmo um substituto para ela, a probabilidade."

 

 

Pela manha, conforme o combinado, o tenente Matthew Feynman compareceu.

De volta ao aeroporto de Guarulhos (São Paulo), as 22h00, Novack retornava a Africa. Feynman, arranjou documentos falsos, para que o agente não fosse encontrado ou seguido facilmente, uma vez que ele levava a vacina para o agente Mulder. Somente na volta a Mocambique, ele percebeu que havia perdido o cd, mas entre tantos problemas, resolveu não pensar nas provas daquela investigacao. Sua estratégia de investigacao, no momento, era na possibilidade de um resgate e de como faria, uma vez que só poderia ser concretizada ao chegar no local.

Enquanto isso, na mineração clandestina onde se encontravam presos Mulder e Scully, os trabalhos forçados continuavam.

Pela manha, Mulder e Scully receberam a visita do Canceroso. Mulder foi levado para trabalhar na mineracao e Scully levada para olhar todo o trabalho desenvolvido pelo Sindicato e o Bohr.

- O que tem em mente? – perguntou Scully.

- Trabalhe para nós. Ganhará muito bem pelo seu trabalho. Verá estudo científicos além da capacidade humana – disse Canceroso.

- Não. Seu trabalho que julga ser científico está totalmente fora dos meus padrões de ciência. O Sindicato e o Bohr deturpam a idéia de ciência. "A ciência é parte integrante da cultura. Ela não é uma coisa estranha, praticada como um misterioso sacerdócio. É uma das glórias da tradição intelectual humana."- disse Scully

- Belo discurso, agente Scully. É uma pena. Poderia aprender muito conosco. Fiz essa proposta ao agente Mulder há tempos. Ele também se recusou.

- O que vai acontecer com o agente Mulder e comigo? – perguntou Scully , mas não obteve resposta. O Canceroso permaneceu calado.

Na madruagada do dia seguinte, Novack fazia o percurso em um caminhao para a mineracao.

Ao chegar, aproveitando um descuido da guarda, ele foi até a cela, na qual ele, Scully, Mulder e o doutor Galizia estiveram presos, porém esta estava ocupada com com outros presos que dormiam. Rapidamente começou a procurár Scully e Mulder pelas celas. Em uma das últimas celas, ele achou Mulder e Scully que dormiam.

- Mulder! Mulder! – susurrava Novack ao mesmo tempo em que olhava em busca do guarda.

- Novack! – disse Mulder apos ter reconhecido o agente.

- Graças a Deus – disse Scully enquanto Novack entregava a injeção para aplicar em Mulder extendia o braço para fora da cela. Rapidamente, Novack retirou a vacina, pondo em uma injeção e aplicou em Mulder.

- Ei, você! Parado! – disse o guarda quando avistou Novack.

Sacando a arma, Novack acertou o guarda na perna e então libertou os outros agentes.

- Quanto tempo para a vacina fazer efeito? - perguntou Mulder.

- Não sei ao certo. De acordo com o doutor Autuori, em ratos o efeito foi em algumas horas.

- Tomara que dê certo! – disse Mulder.

- Mais uma coisa, perdi o cd! – disse Novack.

- Eles acharam. Você deixou cair quando fugiu. Temos que achar a Scully e tentar recuperar o cd . disse Scully.

A recuperação de Mulder poderia ser rápida ou lenta e até mesmo não resultar em nada. Em número, eram três agentes, mas somente Scully e Novack estavam sadios. Mulder ainda tinha alguns ferimentos provocados pela bactéria. Talvez já poderia estar entrando na outra fase da doença.

 

 

XIX

"Não faças e nem digas o que não podes repetir publicamente".

 

 

Sem perder tempo, Mulder e Scully abriram algumas celas e começaram a colocar alguns homens dentro de um caminhão. Aquelas pessoas serviriam de prova para apresentar as Nações Unidas e também ao FBI. Essa foi a idéia dos três agentes. Novack fora fazer tocaia junto ao laboratório.

Quando os guardas saíram do laboratório com seus superiores, Canceroso e Elder, Novack pegou o Canceroso por trás em troca do disco.tendo o Fumante como refém, Elder resolveu dar o cd para o agente.

Novack largou o Fumante quando teve a certeza de que estaria em segurança. Soltou o Canceroso quando estava próximo do caminhão.

Antes de sair de lah, Novack teve o cuidado de furar os tanques dos outros veiculos que estavam no local. O único que restava, eles agora utilizavam.

- Temos falar com as autoridades locais logo que acharmos uma na estrada – disse Mulder enquanto Scully dirigia.

- Acho que eh uma boa ideia – disse Novack.

- Esta se sentindo melhor Mulder? – perguntou Scully.

- Sim. Vejam, as feridas estao sarando! – disse Mulder mostrando o braço.

Ao seguirem na estrada, quase para entrar em um rodovia principal, para a capital, eles foram surpreendidos com um grande número de soldados na pista e muitos caminhoes militares. Sem alternativa e impossilbilatdos de retornarem, tiveram de parar e descer, era a melhor coisa que podiam fazer, uma vez que eram muitos militares. Os agentes foram arrancados do caminhão, enquanto os soldados revistavam o veículo.

- O que estão fazendo? – gritava Mulder, enquanto os homens da mineração era removidos para um outro caminhão.

Durante a remoção, surgiu um carro vindo em direção da operação militar. Ao parar, os agentes ficaram na surpresos ao ver a figura misteriosa de Marita Covarrubias descendo do veículo federal e caminhando em direção aos agentes.

- Voce? – disse Novack e continuou – Eu e o agente Baker pedimos ajuda sua! O que você faz aqui.

- O cd! Por favor, o cd. – pedia Marita e não respondendo as indagações de Novack.

- Não entendo onde você se enquadro nesta história – disse Scully.

- Me enquadro o suficiente para estar aqui, fazendo meu serviço - respondeu Covarrubias que não querendo esperar mais, retirou o cd do casaco de Novack.

- Porque este trabalho todo Covarrubias? – Perguntou Mulder, segurado por um dos soldados.

- Agente Mulder, estou fazendo meu trabalho às Nações Unidas. Agora mesmo mandei recolher as outras pessoas na mineração.

- Foi você então que nos forneceu o cd? – perguntou Novack.

- Sim, agente Novack. Infelizmente não poderíamos adivinhar que iriam matar o agente Baker.

- Então nos deixe o cd como prova! – pediu Mulder.

- Agente Mulder, agente Scully e agente Novak: não sou nenhum monstro. Cumpro meu trabalho. Aqui estão seus documentos para voltar aos Estados Unidos – disse Covarrubias dando imediatamente as costas aos agentes e mais uma vez não dando a resposta, a verdade..

Marita Covarrubias havia então fornecido o cd ao agente Baker sem que ele soubesse. Como que em uma trama, ela forneceu o trabalho, indiretamente a agentes que ela sabia que dariam tudo para desvendar o caso. Porém, o Sindicato e o Bohr ao saber de um cd a solta passeando dentro do FBI, precisava recuperá-lo a qualquer custo. No final, para sucesso de Covarrubias, os agentes do FBI investigaram e proporcionaram a ação final e triunfanta a ela. Com isso, ela evitou que os homens da mineração fossem escravizados e cancelando as atividades do Sindicato e do Bohor. E, dentro do jogo governamental, a Representante Geral das Nações Unidas aniquilava uma ação contra a humanidade, porém não fornecia as prrvas tão sonhadas pelos agentes do FBI. A única pergunta ou talvez resposta que nunca poderemos saber eh para quem Covarrubias iria devolver o cd.

O relatório de Scully sobre a investigação não continha nada referente a mineração em Maputo, pois o local se quer mais exitia para que pudessem ser comprovada a história, a verdade, de Mulder, Scully e Novack. O relatório de Scully somente forneceu um relato da investigação sobre as estranhas feridas no gado, afinal foi com esse "propósito" que Novack e a parceira de Mulder foram a África. Segundo Scully, ela e o agente Novack encontraram o agente Fox Mulder em um local não muito longe de Livingstone doente devido ter sido contaminado durante seus estudos. Scully mostrou amostras de sangue do agente Mulder e raio X das atividades cerebrais do agente e assim ela pode mostrar a estranha bactéria. Não mencionou como o agente Mulder se recuperou dizendo "ter se recuperado por ele mesmo". De uma maneira ou de outra, eles contaram uma meia verdade e ai pensamos que "uma meia verdade é uma mentira inteira". Baseado naquele relatório que dizia que Mulder fora a África, o agente pegou uma suspensão de três dias por viajar sem permição do FBI. Novack, de acordo com o relatório de Scully estava apto a voltar as suas funções em seu departamento, uma vez que havia se comportado efetivamente no trabalho junto com a agente Scully.

Após a reunião ser encerrada, os agentes se encontravam na saida do Bureau.

- Foi um prazer ser parceiro de vocês – disse Novack a Mulder e Scully.

- O que vai fazer agora Novack? – perguntou Mulder.

- Refazer o tempo perdido. Procurar minha namorada e pagar o conserto do meu carro – disse Novack dando um ligeiro sorriso.

- Novack, isso aqui é para você! – disse Scully dando uma caixinha de presente.

- O cd do Hammerbox! Obrigado Scully! – disse Novack ao abrir a caixa, continuando – Até mais – concluiu abraçando Scully e apertando a mão de Mulder.

- Sabe, Mulder, " a ciência não explicou nada. Quanto mais sabemos, mais fantástico se torna o mundo e mais profunda fica a escuridão ao seu redor" – disse Scully enquanto viam Novack atravessar a rua.

Meses depois, Kroté, o índio brasileiro caminhava na selva Amazônica por caminhos que só ele sabia. Ao chegar ao local desejado, se ajoelhou e plantou entre outras ervas medicinais uma planta semelhante a a Kava Kava, ele plantou a Mamirauá...

 

 

FIM

 

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iátinha ,que são, sssh8

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