O Mundo

Seguinte: um nervosinho com topete de costureiro e bigode de Carlitos convenceu todos os alemães que eles deviam esticar o braço para a frente, acabar com os judeus e conquistar o mundo ajudados por um gorducho, um italiano esquisitão que raspava a cabeça. Aí todo mundo se juntou contra esses dois malucos, menos os japoneses, que acharam mais legal tacar bomba nos americanos sem pedir licença e levaram duas de volta, das grandes. Pior que eles só os alemães, que perderam a segunda guerra seguida. Então os vencedores repartiram o mundo em dois, um lado vermelho e um lado contra o vermelho, com um muro no meio. E cada lado ficou fazendo bomba para jogar no outro. Foi quando o mundo quase acabou, porque esse barbudo que manda numa ilhota e só se veste de verde provocou um ex-playboy americano, que depois levou um tiro na nuca. E antes, dizem que transava com uma loira famosa que teria se suicidado. Mas as coisas se acalmaram, ficaram só as escrencas de sempre: Palestina, Vietnam, África. Até que os japoneses e os alemães, aqueles que outro dia tinham perdido, resolveram comprar o mundo de volta. Então os Russos não agüentaram o preço das bombas e quebraram. Aí derrubaram o tal muro, deram uma festa e fecharam o comunismo. Menos lá na China, onde não pára de nascer comunista, enquanto o resto da Ásia vai para o beleléu. Mas hoje quem manda no mundo é um cara que fumou maconha e não inalou, e que está louco para matar um outro de bigode, chefe daquele país onde todo mundo usa bigode. Mas o grande problema do cara da maconha são mesmo as barangas que não largam do salão oval dele. Bem, globalizando é basicamente isso.

Comercial da Folha de São Paulo

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