Existencialismo: Somos como atores que são colocados num palco sem termos decorado um papel, sem um diretor para nos dirigir, sem um roteiro definido e sem um ponto para nos sussurrar ao ouvido o que devemos dizer ou fazer. Estamos condenados à improvisação.
Cristianismo: A peça é muito longa, teve um começo e um dia acabará, e é apresentada uma única vez. Atores entram, representam seus papéis uma única vez e saem. Deus é o grande diretor, que pode interferir a qualquer momento na peça, alterando o rumo dos acontecimentos. Quando a peça terminar haverá a grande premiação, na qual os bons atores serão agraciados com uma festa de comemoração e os maus atores serão despejados na sarjeta.
Espiritismo: Existem diversos palcos, e enquanto alguns atores estão atuando neles, outros que já interpretaram um papel ficam nas coxias, podendo falar com os atores que estão representando e podendo retornar a um dos palcos a qualquer momento. Os atores nas coxias podem tanto ajudar quanto atrapalhar aqueles que estão no palco.
Religiões Orientais (ao menos grande parte delas): A peça entá em temporada, porém, não se pode mais saber quando ela começou nem quando irá terminar. A peça é cíclica e sempre se repete. Os atores representam um papel, saem de cena, e retornam logo depois com um novo personagem, que pode ser tanto humano quanto um animal. Sempre que uma cena se repetir haverá pequenas diferenças, porém, elas serão corrigidas na próxima vez.
Cleverson L. Picolis
19/12/99
(com exceção da parte sobre existencialismo, que é do Sartre)
Aviso:
Espero não ter ofendido ninguém com este texto (nunca se sabe qual será a reação das pessoas quando se trata de religião). Qualquer crítica é bem vinda, sugestões para novas comparações são extremamente bem vindas e, acaso eu tenha cometido algum erro, blasfêmia ou algo do tipo, por favor me avisem (mandem um email para [email protected]), afinal, eu não sou um especialista em religiões...